terça-feira, agosto 30, 2011

Evento promove ações de acessibilidade

Evento foi realizado na sede da Fecomércio II Fórum de Deficiência e Acessibilidade promove ações de acessibilidade em Fortaleza. A meta é dar visibilidade a ações de inclusão desenvolvidas por deficientes



Aos 16 anos, Salvador de Almeida sofreu um acidente de moto que o deixou tetraplégico. Cinco anos depois, em 2003, ele fundou a Associação Salvador em Lisboa, capital de Portugal. O objetivo da associação, segundo ele, é incentivar a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência. “Queremos mostrar que eles têm de lutar pelos direitos”, afirma.

Salvador conta que trabalha para aumentar a participação das pessoas com deficiência na sociedade. “É preciso se mostrar, pois a sociedade só se move quando vê o problema”. Em Fortaleza pela primeira vez, ele veio contar sua experiência no II Fórum de Deficiência e Acessibilidade, realizado ontem na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

O português conta que ainda não conhece as ações de inclusão promovidas no Ceará, mas, baseado na experiência, recomenda: “O mais importante é não ficar em casa”. Conviver com a sociedade, para ele, é a melhor forma de os deficientes garantirem os direitos. Realizar atividades esportivas, de lazer e cultura é uma forma de assegurar, inclusive, integração profissional.

De acordo com Gláucia Andrade, realizadora e promotora do fórum, a proposta do evento é dar visibilidade às ações de inclusão e acessibilidade. “Queremos acordar a sociedade para esse mundo que ainda é excluído”, explica.

Segundo ela, atualmente existem novas demandas de acessibilidade, diferentes das do passado. “Já houve avanços, mas o tempo passa e as demandas mudam”.

Com o tema “Nenhuma deficiência limita a vida”, o evento busca estimular o comprometimento com ações de inclusão de pessoas com deficiência. Rampas que não atendam as necessidades, por exemplo, não são eficientes. “Acessibilidade só por fazer não vale a pena”, avalia Salvador.

Entre as ações expostas no fórum, está a realização de cursos de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

segunda-feira, agosto 29, 2011

Bocha


   A dupla Dirceu Pinto e Eliseu dos Santos sagrou-se bicampeã mundial de bocha na classe BC4 para pares na tarde desta segunda-feira, 22, em Belfast, na Irlanda do Norte. Após boa campanha na fase de grupos da Copa do Mundo (duas vitórias, uma derrota e 15 pontos marcados), os brasileiros se classificaram em primeiro e foram às quartas-de-final para enfrentar a Eslováquia.
   No jogo eliminatório, Dirceu e Eliseu não tiveram muitas dificuldades e venceram a dupla eslovaca por 10 a 1. Nas semifinais, o adversário foi o Canadá, que também não conseguiu se impor sobre a dupla brasileira e perdeu por 7 a 2. No outro jogo semifinal, a Tailândia eliminou a República Tcheca e também garantiu lugar na final.
   Na decisão, enfim, Dirceu e Eliseu conseguiram a vitória por 5 a 3, em jogo muito disputado, e garantiram o ouro para o Brasil. A República Tcheca ficou com o bronze, ao derrotar o Canadá por 8 a 3 na disputa de terceiro lugar.
  Para não perder nada que acontece na Copa do Mundo de Bocha, acesse o site oficial e o Twitter da competição.

Paraplégico se supera no esporte


Aos 18 anos, o mineiro Felipe Kizu caiu da varanda da casa de um colega e ficou paraplégico. A tragédia, que poderia ter mudado a vida dele para pior, o aproximou dos amigos e o fez descobrir um novo esporte em sua vida: o caiaque
   - O mais saudável que alguém pode fazer na vida é pegar onda – conta o para-atleta.
   Kizu se reúne com os amigos para, duas vezes por mês, deixar a capital Belo Horizonte e se aventurar nas ondas do litoral. Acostumado a andar de kart, skate, e a praticar mergulho livre, o jovem descobriu no caiaque uma forma de continuar surfando, uma das maiores paixões.
   - Logo depois que ele se machucou a gente vinha para a praia e ele vinha junto e já estava procurando uma maneira de pegar onda de novo – afirma o amigo Diego Tavares.
   - É um esporte maravilhoso. Chega muito perto da pranchinha em termos de manobra – conta Kizu sobre o caiaque.
   O colega Breno Paranhos conta que Kizu, mesmo sem o movimento das pernas, é muito independente.
   - Às vezes a gente tenta ajudar ele, mas ele gosta de fazer tudo sozinho – diz.
Kizu já disputou diversos campeonatos. Mesmo sem patrocínio e treinador, ele viaja o mundo atrás das ondas.
   - Já disputei o Mundial na Austrália, em 2010, quando fiquei em quinto. Disputei o Sul-Americano, em Barra do Sul (Santa Catarina), no ano passado, com um nível muito alto, e também as etapas do Brasileiro.
   Da tragédia, Kizu aprendeu a aproveitar sua vida. Segundo ele, o acidente fez com que tivesse uma nova visão do mundo.
   - Com o tempo a gente vê que se ganha mais do que se perde, estou sempre com os amigos. Não pode parar não. A vida não para. Porque a gente vai parar? – declara.


sábado, agosto 27, 2011

De volta ao esporte

caro leitor.
Tudo que acontece no nosso dia a dia não é por acaso
lembro que no ano passado participei dos jogos paraolímpico do estado do Ceara
e la eu tive o privilegio de conhecer pessoas como Eugênio Sales, David e Aírton...
E para vermos como as coisas não acontece por acaso ontem(26 de ago de 2011)
voltei a vê-los novamente só que agora, estávamos treinando lado a lado.
Eu quero através desta postagem agradecer a eles pela força e por tudo q eles vem fazendo por mim
pois é um caminho muito difícil de se trilhar mas com a ajuda deles acredito que ficou um pouco mais fácil entrar nesse caminho
Quero destacar também o sucesso da federação cearense de Ténis de mesa, Pois, ajuda muito o esporte aqui em nosso estado.


Fisioterapia:prevenção e tratamento


Em pacientes hospitalizados é comum o aparecimento de alterações decorrentes da imobilidade prolongada a que são submetidos. Normalmente os sistemas respiratórios, cardiovascular e neurológico dos pacientes são afetados podendo, inclusive, acarretar problemas mais graves, como pneumonias, tromboses, etc.

A fisioterapia realizada nesses pacientes visa a prevenção e o tratamento de doenças respiratórias e alterações que acompanham as doenças neurológicas, ortopédicas, cardiovasculares e clínicas em geral.

No sistema respiratório a imobilização continuada promove uma diminuição da força de seus músculos. Em decorrência disso, a capacidade e o volume pulmonar são alterados e a difusão alvéolo capilar sofre modificação, prejudicando o bom desenvolvimento do sistema.

Entre as principais alterações cardiovasculares estão as diminuições da eficiência da bombas musculares. Isso significa uma diminuição do retorno venoso, aumentando o risco de trombose venosa profunda. A hipotensão postural é outra conseqüência dessas alterações que se destacam no sistema cardiovascular.

Para cada semana de imobilização há uma queda de 20% da força muscular. A atrofiamuscular pode resultar em falta de coordenação motora e osteoporose quando o paciente é submetido a um grande período de imobilidade. Para pacientes neurológicos pode ocorrer ainda um déficit motor, acarretando problemas como ineficácia do reflexo de deglutição, o que significa maior risco de aspiração pulmonar, alerta a fisioterapeuta.

Idosos

O cuidado com o paciente independe da idade, contudo pacientes idosos necessitam de atenção especial. A idade aumenta o risco de morbidade e mortalidade, em decorrência da natural deterioração das funções pulmonares e cardiovasculares. É comum que pacientes idosos apresentem rigidez na caixa torácica com alterações da mecânica respiratória, deficiência do reflexo de tosse o que leva a um maior risco de infecções respiratórias.

Cirurgias

Pacientes submetidos a cirurgias torácica, abdominal superior, portadores de doenças pulmonares, obesos, maiores de 70 anos e aqueles com histórico de fumo são candidatos à avaliação e acompanhamento no pré e pós-operatório. No pós-operatório o objetivo da fisioterapia, "é prevenir atelectasias, ou seja, falta de dilatação dos pulmões (principal causa de febre nas primeiras 48 horas após a cirurgia) e infecções respiratórias". Essa prevenção é feita através do aumento da capacidade residual funcional do paciente.

Numa cirurgia abdominal importante pode haver perda de 60 a 75% da capacidade vital e a capacidade residual pode cair a valores até 20% do normal. No caso de pessoas obesas a mecânica respiratória é agravada em função do achatamento do diafragma, diminuição da expansibilidade da caixa torácica e complacência pulmonar. Além disso, os obesos podem apresentar alterações circulatórias e metabólicas.

Um trabalho de fisioterapia bem feito, tanto no pré como no pós operatório, poderá significar a diferença entre um resultado de tratamento mal sucedido para um bem sucedido.

quarta-feira, agosto 24, 2011

João Pessoa poderá ter sua primeira vila paraolímpica

Secretaria Municipal de Planejamento estuda a proposta juntamente com entidades representativas das pessoas com deficiência

 

Anna Karolina Sá para o site da Asdef -PB

 

Diversas entidades participaram de uma reunião realizada no dia 11 de Agosto deste ano, na Secretaria de Planejamento do Município de João Pessoa (Seplan), a convite da Secretária de Planejamento, Estelizabel Bezerra, com o objetivo de ouvir propostas sobre a possível construção de uma Vila Paraolímpica na capital paraibana. As possibilidades são grandes e já se estuda o possível local para abrigar o Centro Paraolímpico, bem como os tipos de equipamentos que irão constituir o Complexo Esportivo.

Para o presidente da Associação de Deficientes e Familiares (Asdef), Francisco Izidoro Machado, a iniciativa é importante, pois João Pessoa praticamente não possui locais para a prática esportiva, e esse espaço visa preencher a lacuna existente. Como se cogita, por parte do Município, a construção de um Centro de Referência voltado para a pessoa com deficiência, o presidente da Asdef propôs, na mesma reunião, a possibilidade de a Vila Olímpica ser construída nesse espaço, de forma que se torne um Complexo com vários serviços voltados às pessoas com deficiência. Uma nova reunião está marcada para o dia 12 de setembro do ano em curso, às 9 horas, na Secretaria de Planejamento do Município de João Pessoa.

Equipe brasileira brilha em torneio internacional de tênis de mesa



Rio de Janeiro recebeu Aberto de Para-Tênis de Mesa no último sábado, dia 20

Com oito ouros, 12 pratas e 18 bronzes, o Brasil foi o grande campeão do Aberto de Para-Tênis de Mesa e terminou a competição em primeiro lugar no quadro geral de medalhas. Só nas disputas por equipes, foram quatro ouros: três com os homens e um com as mulheres.

Os destaques individuais do Brasil foram Claudiomiro Segatto, com o título sobre o francês Nicolas Savant, e Bruna Alexandre, campeã da classe 10 tanto nas disputas individuais, quanto na por equipes. A jovem revelação do Tênis de Mesa brasileiro ficou feliz com o resultado:

“Foram poucos atletas inscritos na minha Classe, mas estou satisfeita porque consegui bons resultados e conquistei mais duas medalhas de ouro em um evento internacional. Lamento apenas não poder fazer parte do grupo que vai ao Parapan”, avalia Bruna, que não vai à Guadalajara em novembro por conta do baixo número de atletas da classe 10 nas Américas, o que impede a realização dos jogos. Bruna já disputou algumas etapas do Ranking Mundial e obteve bons resultados.

Na cerimônia de premiação, o presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), Alaor Azevedo, agradeceu a todos que ajudaram a garantir o sucesso do evento. Entre os homenageados estavam o Árbitro Geral, Georgios Seliniotakis, e o classificador funcional da ITTF, Jurai Stefak.

Foram distribuídas 23 medalhas de durante os jogos. Delegações da América do Norte, América do Sul e Europa participaram do aberto. O torneio serviu de preparação para os Jogos Parapanamericanos de Guadalajara, em novembro

terça-feira, agosto 23, 2011

FRASES EM LIBRAS.

Esse vídeo mostra pequenas frases que podemos aprender para melhorar a nossa comunicação 
com as pessoas com deficiência auditiva 

VEJAM E COMENTEM

Fernando Fernandes é bicampeão mundial de Paracanoagem


O paulista Fernando Fernandes mostrou estar muito bem preparado e venceu com folga a prova de Paracanoagem Final A do K1 Masculino 200m A como o tempo de 00.54.340, seguido pelo russo Alexey Malyshev (01.02.620) e pelo espanhol Antonio Álvarez (01.05.140).

Os canoístas brasileiros vêem mostrando a cada dia que a Canoagem Velocidade é um esporte em pleno crescimento no país. Depois de ótimos resultados conquistados nos últimos anos o Brasil chegou ao Campeonato Mundial de Canoagem Velocidade 2011, a ser realizado até domingo em Szeged, na Hungria, com dois campeões mundiais de 2010 da Paracanoagem (Fernando Fernandes e Marta Ferreira) na bagagem e o resultado não poderia ter sido outro na categoria: garantiu mais uma vez o título.

O paulista Fernando Fernandes mostrou estar muito bem preparado e venceu com folga a prova de Paracanoagem Final A do K1 Masculino 200m A como o tempo de 00.54.340, seguido pelo russo Alexey Malyshev (01.02.620) e pelo espanhol Antonio Álvarez (01.05.140). Assim Fernando colocou mais uma vez a bandeira brasileira no topo do mastro, garantiu o bicampeonato mundial e mostrou que será um adversário de alto nível no Rio 2016, evento que a Paracanoagem será modalidade oficial dos Jogos Paraolímpicos.
Outro destaque paraolímpico brasileiro foi Marta Ferreira. A baiana venceu a Final A do K1 Feminino 200m TA com a marca de 01.04.1390, seguida pela canadense Christine Selinger (01.06.053) e pela italiana Anna Pani (01.08.723). Contudo, devido à prova ter sido disputada por apenas quatro países não pôde ser oficializada como campeã mundial pela necessidade de haver a presença de no mínimo seis países.
Já na Final A do K1 Feminino 200m LTA Marta Ferreira garantiu o bronze para o Brasil ao chegar com o tempo de 01.06.571, atrás da canadense Christine Selinger (00.56.425) e da espanhola Silvia Elvira Lopez (01.05.743). Marta ainda entrou mais uma vez na água para a disputa da Final A do V1 Feminino 200m LTA, prova que chegou na 5ª colocação.
Outros paracanoístas brasileiros que estiveram em finais do Campeonato Mundial e chegaram muito próximos de uma medalha foram Arildo da Conceição e Patrick de Almeida. Arildo chegou em 4º lugar no V1 Masculino 200m LTA com 01.01.194, muito perto dos primeiros colocados, em prova vencida pelo bretão Mahoney Patrick (00.57.648). Patrick de Almeida também chegou em 4º lugar também perto da medalha. Na Final A do K1 Masculino 200m LTA ele chegou com o tempo de 00.46.192, vencida pelo romeno Iulian Serban com 00.43.294. Carlos Roberto Tavares foi desclassificado na Final A do V1 Masculino 200m TA. 

segunda-feira, agosto 22, 2011

PINTURAS COM A BOCA


Logo após o meu acidente,final de 2005,eu comecei a fisioterapia na Associaçãodos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP),eu etava na faze de duvidar de tudo que seria capaz,para mim o mundo tinha parado e eu só tinha que frequentar a físio por não deixar meus membros atrofiarem,até então não conversava com ninguém.
Eu acreditava que aquele era meu mundo e jamais poderia imaginar algo
além disso e no convívio com outras pessoas com algum tipo de deficiência acabei visualizando uma janela para aprximação de outras pessoas sem ter medo do que podia escutar,por outro lado antes de sofrer o acidente,eu era bem brincalhão e sarrista,isso ajudou a eu encarar a tetraplegia com um certo humor,mas confesso que pra mim parecia que eu iria sarar logo,isso antes de tirar saber profundamente sobre o meu caso.Contudo na convivência com outros cadeirantes para e tetraplégicos descobri que alguma coisa a mais do que faço eu poderia arriscar,foi onde comecei a fazer T.O.,lá depois de muitas tentativas frustrantes consegui a pintar fiquei tão empolgado que acabei correndo atrás de outras coisas também.
                   Hoje,além da pintura,eu pratico esporte BOCCIA ADAPTADA e ja conquistei 4 medalhas em quase 2 anos,descubri em minha vida o quanto eu posso fazer,que a minha vida não fica somente no mundo em que eu vivia,temos muito o que aprender,o que fazer e o que lutar,por isso não podemos ficar parado 
JAMAIS!!!




FONTE: Richardson

Esporte: Prova de Superação para os Deficientes Físicos



Antes não era comum ouvir nem ver nos diversos esportes brasileiros deficientes fisicos praticando ou se existia era algo muito restrito. Atualmente isto mudou, o esporte entre essas pessoass especiais transformou-se em algo rotineiro e sinônimo de superação.
Em 1958 paraplégicos e tetraplégicos criaram clubes em São Paulo e no Rio de Janeiro com o desejo da dar continuidade ao que começaram nos hospitais americanos, onde o tratamento para as limitacoes era o esporte. Os esportes mais praticados pelos deficientes fisicos são, basquete em cadeira de rodas e natação.
Muitas vezes o deficiente fsico se reprime pelo preconceito que a sociedade adquire perante essas pessoas e acabam prejudicando na formação desses portadores de necessidades especiais como conta Cristina Santos de 36 anos mãe de Lucas Santos de 9 anos paraplégico.” Sempre quis mostrar para meu filho que ele era diferente, ou seja, tinha limitações mais isso não fazia com que fosse pior que os outros.A sociedade é muito precoceituosa acha que eles são incapazes mas, a vontade de viver deles supera todos obstáculos”, conta Cristina emocionada.
As limitações presentes nos portadores de deficiência sejam fisicas ou mentais são superadas através do esporte, pelo fato desses jovens encontrarem nesse mundo de entretenimento e superações uma reintegração a sociedade.
“Além dos beneficios que a atividade fisica proporciona o restabelecimento da auto-estima e a perda da depressão são pontos que consequentemente vão deseparecer pois, essas pessoas estão convivendo com outras das mesmas limitacões e estes juntos vão aprendendo uns com os outros a driblar as dificuldades. O esporte pode transformar vidas.” Afirma a Psicóloga Ida Valois.
O esporte tranformaou-se também em uma forma dos jovens deficientes entrarem no mercado de trabalho porque, apesar de terem oportunidade de ingressar e mostrar as capacidades existentes acabam com as afirmações que permanecem na sociedade de que essas pessoas são incapacitadas para realizar algum tipo de trabalho ou esporte. De acordo com a Lei nº 10.098, de 2000, e o Decreto nº 3.298, de 1999, toda empresa com mais de cem funcionários é obrigada por lei a reservar parte das suas vagas para PCDs (Espaço para Profissionais com Deficiência).
Miguel Nunes, 29 anos é paraplégico trabalha como telemarketing e pratica natação ele conta, ter sido vitima de preconceitos várias vezes e lutou para conseguir esse emprego. “Batalhei muito para estar onde estou. Muitas pessoas pensaram que eu não era capaz mas, provei para todos, principalmente para mim memso superando as limitações que durante anos me deixaram sem motivação e vontade de viver.” Relata Miguel.
De acordo com dados do último Censo (2000), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, existem no Brasil 24,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que equivale a 14,5% da população. Destes, estima-se que dois milhões estejam na Bahia e quase 600 mil só em Salvador.
Esses números acima tendem a aumentar, pois a cada mês cerca de 10 mil pessoas adquirem algum tipo de deficiência, provocadas basicamente por acidentes com armas de fogo e seqüelas de acidente envolvendo automóveis, e destes 10 mil, 20% são da classe A, isto em todo o Brasil.
Apesar da deficiência, essas pessoas não trazem a tristeza por sua condição mais sim a garra e a determinação de vencer pois, quando estão praticando esportes os deficientes fisicos dizem apenas uma coisa que serão campeões

Síndrome de Down


O que é síndrome de Down?

É uma condição genética na qual existe um material cromossômico excedente ligado ao par de número 21 e por isso também é chamada de trissomia do 21. As pessoas com a síndrome Down (pronúncia dawn) apresentam, em conseqüência, retardo mental (de leve a moderado) e alguns problemas clínicos associados.

Características da síndrome de Down

As crianças com síndrome de Down possuem algumas características físicas específicas, que podem ser observadas pelo médico para fazer o diagnóstico clínico. Nem sempre a criança com síndrome de Down apresenta todas as características. Algumas podem ter poucas, enquanto outras podem mostrar a maioria das características da síndrome:
  • Inclinação das fendas palpebrais;
  • Pequenas dobras de pele no canto interno dos olhos;
  • Língua aumentada e proeminente;
  • Achatamento da parte de trás da cabeça;
  • Ponte nasal achatada;
  • Orelhas menores;
  • Boca pequena;
  • Tônus muscular diminuído;
  • Ligamentos soltos;
  • Mãos e pés pequenos;
  • Pele na nuca em excesso;
  • Palma da mão com uma linha cruzada (linha simiesca);
  • Distancia entre primeiro e segundo dedo do pé aumentada.
Freqüentemente estas crianças apresentam mal-formações em órgãos desde seu nascimento:
  • As principais são as do coração, atingindo 30% dos portadores de síndrome de Dow;
  • Mal-formações do trato gastrointestinal, como estenose ou atresia do duodeno, imperfuração anal, e doença de Hirschsprung;
  • Perda auditiva condutiva;
  • Problemas de visão;
  • Alguns tipos de leucemia têm maior incidência crianças com síndrome de Down;
  • Pessoas com síndrome de Down desenvolvem as características neuropatológicas da doença de Alzheimer em uma idade muito mais precoce.

Causas síndrome de Down

A síndrome de Down é causada por um acidente genético que ocorre em média em 1 a cada 800 nascimentos.
Diferentemente dos 46 cromossomos que constituem o material genético de cada célula do corpo humano, a criança com síndrome de down possui 47 cromossomos, devido ao material cromossômico excedente ligado ao cromossomo 21. Por isto também é chamada trissomia do 21.
Aumento da idade materna. A incidência de síndrome de Down entre os recém nascidos de mães de até 27 anos é de 1/1.200. Com mães de 30-35 anos é de 1/365. Depois dos 35 anos a freqüência aumenta mais rapidamente: entre 39-40 anos é de 1/100 e depois dos 40 anos torna-se ainda maior.
Não foram identificados fatores durante a gravidez que possam causar a síndrome, visto que, a formação cromossômica ocorre na fecundação e nos primeiros estágios do embrião.

Diagnóstico da síndrome de Down

O diagnóstico da síndrome de Down é realizado pelo médico, que utiliza exames citogenéticos para confirmação do quadro.

Tratamento da síndrome de Down

Não existe um tratamento específico para síndrome de down a fim de reverter a trissomia do cromossomo 21. O tratamento engloba, na verdade, uma série de medidas para tratar os problemas clínicos decorrentes da síndrome e também uma série de medidas de estimulação precoce e inclusão para aproveitar todo o potencial da criança com síndrome de Down.
A estimulação precoce é um atendimento especializado direcionado a bebês e crianças de 0 a 3 anos com risco ou atraso no desenvolvimento global.
Este atendimento é de fundamental importância, pois possibilita dar suporte ao bebê no seu processo inicial de interação com o meio, considerando os aspectos motores, cognitivos, psíquicos e sociais de seu desenvolvimento, bem como auxiliar seus pais no exercício das funções parentais, fortalecendo os vínculos familiares.
Toda criança deve ser incluída na sociedade desde que ela nasce, começando com a inclusão em sua própria família, para então criar bases para inclusão escolar e social.
A criança com síndrome de Down deve ser inserida na sociedade desde bem pequena quando freqüenta em seus passeios de carrinho os mesmos lugares que os outros bebês sem Síndrome de Down.
Na fase pré-escolar é recomendado que a criança seja inserida em igualdade de condições com outras crianças, incentivando o desenvolvimento motor e psicossocial.
Nas fases seguintes, a partir da alfabetização, um apoio específico é recomendado, tais como reforço escolar. Ainda assim os especialistas recomendam que se evite a exclusão por meio de classes especiais separadas.

 

sexta-feira, agosto 19, 2011

Passeata abre neste domingo a semana da valorização da Pessoa com Deficiência


Neste domingo (21), acontece em Porto Alegre a segunda edição da Passeata Movimento SuperAção. É a ação mais conhecida da ONGMovimento SuperAção  e abre oficialmente a Semana da Valorização da Pessoa com Deficiência, que ocorre de 20 a 26 de agosto, promovida pela Assembleia Legislativa (ALRS), através do Programa Assemblea Inclusiva (programação abaixo), paralelo à 17ª Semana Estadual e 14ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência.
A concentração tem início às 10h e a passeata sairá ás 11h30min do espelho d’água próximo à UFRGS (Avenida Setembrino), no Parque da Redenção. O evento reunirá pessoas com deficiência de todo o Brasil e contará com a presença do cadeirante, idealizador e presidente da associação, Billy Saga. Após a passeata, o público poderá curtir os shows do grupo Estado das Coisas, Sombrero Luminoso e a apresentação artística do Centro Inclusivo de Artes Legato. Os organizadores esperam mais de 500 pessoas na atividade. Virão cadeirantes (já confirmados) de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e de Estados do Nordeste, além de cadeirantes da Argentina e um representante da Alemanha.
O tema da passeata é uma adaptação da música Mi Casa Es Su Casa, do grupo Sombrero Luminoso, com rap de Billy Saga e trova de Neto Fagundes.
A passeata reúne pessoas com e sem deficiência física. O objetivo, além de chamar a atenção para os direitos das pessoas com deficiência, é combater o preconveito. “A nossa principal ação é essa passeata, pois só botando a cara na rua é que o preconceito pode sumir”, diz a cadeirante Juliana Carvalho, que é publicitária, blogueira e apresentadora do Programa Faça a Diferença, na TV Assembleia. “Queremos celebrar a vida e a diversidade humana e mudar a visão de que uma deficiência é sinônimo de desgraça. Sabemos que será um processo longo, um trabalho de formiguinha”, avalia. O movimento defende a consolidação dos dispositivos estipulados pela Convenção das Nações Unidas sobre os direitos das pessoas com deficiência. “A convenção define que todo tipo de deficiência é agravada pelo meio, por isso a necessidade de garantir a acessibilidade e espaços que pensam em todas as pessoas”, explica Juliana.
A primeira filial do SuperAção na região sul está articulada em Porto Alegre desde janeiro de 2010, ano em que ocorreu a primeira passeata organizada pelo movimento. O movimento está consolidado em São Paulo, Rio de Janeiro e em três cidades Argentinas há oito anos. “A nossa ONG trabalha basicamente com educação por meio da arte, com a promoção de ações culturais socioinclusivas, com o objetivo de educar para a inclusão”, diz Juliana.
Programação da Semana

O Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais da Assembleia (DRPAC) da Assembleia promoverá uma série de atividades para marcar a Semana, todas com entrada franca. A programação inclui mostra fotográfica, exposições de pinturas, fotos e poemas, espetáculos musicais, uma oficina de dança, demonstrações de esportes paraolímpicos e um desfile de moda. Além das atrações culturais, a Assembleia vai realizar palestras, seminários e projeção de fotos. A programação completa pode ser acessada no endereço eletrônico: www.al.rs.gov.br/assembleiainclusiva <blocked::http://www.al.rs.gov.br/assembleiainclusiva> .
Em “Toda nudez vai ser revelada”, a publicitária e fotógrafaKica de Castro, que possuiu uma agência de modelos para pessoas com deficiência,desde 2007, vai apresentar fotos sensuais de mulheres com paralisia cerebral, má formação congênita, amputações, nanismo e paraplégicas. A mostra ficará aberta ao público de 22 a 26 de agosto, das 8h30 às 18h30, na entrada da Assembleia (Praça Marechal Deodoro, 101). Na sexta-feira (26), Kica vai ministrar uma palestra, Ponto S – Sensualidade, no Vestíbulo Nobre do Legislativo, a partir das 18h.
Pinturas
Ao mesmo tempo, o Espaço Novos Talentos da Assembleia abriga a exposição “Pintando com a Boca”, da artista plástica Paula Arpini. Nascida de parto prematuro, ela tem deficiência psico-neuro-motora e há 23 anos pinta com a boca, utilizando guache sobre papel. Paula exibe seus trabalhos em individuais e coletivas desde 1988. No Parlamento, o público vai poder apreciar flores multicoloridas pintadas por ela, também de segunda a sexta, das 8h30 às 18h30.
Teatro
Na segunda-feira (22), às 19h, no Teatro Dante Barone da Assembleia, o Centro Inclusivo de Artes Legato vai apresentar o espetáculo “Celebridades”, dirigido por Renata Flores, que mescla música e teatro, com um elenco de 50 pessoas. O repertório inclui canções de Carmen Miranda e Elvis Presley. A Associação Legato funciona em Canoas desde agosto de 2008 e desenvolve projetos de inclusão de pessoas com deficiência por meio da arte, reunindo crianças, jovens e adultos.
Dança
Na quinta-feira (25), a partir das 9h, no Vestíbulo Nobre da Assembleia, será realizada uma oficina de dança integrada, com a professora Carla Vendramin. A atividade vai começar com aquecimento e seguir com tarefas de improvisação com e sem objetos cênicos, composição de sequências de movimento integrado, além de composições em grupo. Formada em Fisioterapia pela FEEVALE, de Novo Hamburgo (RS), Carla é mestre em Coreografia pela Middlesex University, de Londres, na Inglaterra.
Esportes
A programação de quinta-feira (25) terá, às 14h, uma demonstração de esportes paraolímpicos, na esplanada da Assembleia, nas seguintes modalidades: basquete em cadeira de rodas (primeira a ser disputada no Brasil), esgrima em cadeira de rodas, tênis de mesa adaptado e vela adaptada. A prática de esportes paraolímpicos no Brasil foi iniciada em 1958, no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP). A estreia dos atletas brasileiros em competições internacionais foi em 1972. Na última edição dos Jogos Paraolímpicos, em Pequim, na China, o Brasil conquistou 47 medalhas, incluindo 16 de ouro.
Música
Ainda na quinta-feira (25), às 18h30, no Teatro Dante Barone da Assembleia, o projeto musical Sarau no Solar vai apresentar um espetáculo do pianista cego Angelin Loro. Graduado em Piano e licenciado em Música pela UFRGS, o artista é pós-graduado em Educação Especial pela PUCRS. Ele integrou por diversas vezes, como solista, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Também atuou com a Orquestra Sinfônica de Brasília e fez recitais na Turquia.
Moda
Encerrando a programação, será realizado um desfile de moda, na sexta-feira (26), a partir das 19h, no Vestíbulo Nobre da Assembleia, será o primeiro desfile de Moda Inclusiva do RS. Modelos com e sem deficiência mostrarão roupas feitas sob medida e adaptadas para cada uma, conforme suas necessidades.
Atendimento Inclusivo
Antecipando as atividades da Semana da Valorização da Pessoa com Deficiência, o DRPAC organizou um curso de capacitação para o atendimento, com apoio da Escola do Legislativo. O coordenador da Divisão de Recepção e Informações, Rafael de Aguiar Pereira, explica que agora em agosto foi realizado o primeiro dos cinco módulos do curso, que será concluído até o final do ano, com o objetivo de qualificar os recursos humanos no atendimento dedicado a pessoas com deficiência.
No sábado (13) e na segunda-feira (15), no Palácio Farroupilha, três palestrantes da FADERS abordaram o histórico das lutas das pessoas com deficiência, a legislação pertinente e características de cada deficiência. Participaram da atividade estagiários e servidores que atuam na recepção da Assembleia, nas visitas guiadas pelo Solar dos Câmara, no espaço de inclusão digital AL.COM, na Escola do Legislativo, no cerimonial e na segurança do Parlamento e no Teatro Dante Barone, além de servidores da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Deficientes visuais transformam lixo em vassouras no ES





Projeto ''Cega Faz'' é desenvolvido pela União dos Cegos de Vila Velha.
Eles reciclam garrafas pet e fabricam vassouras do tipo piaçava.






Quatro deficientes visuais provam que são especiais e desenvolvem um projeto sustentável em Vila Velha. Eles reciclam garrafas pet e fabricam vassouras do tipo piaçava. Com o projeto 'Cego Faz', eles superam a deficiência e resgatam a autoestima em prol da questão ambiental.
Para se produzir uma vassoura pequena são necessárias 13 garrafas pet, enquanto, para uma vassoura grande, igual às usadas pelos garis, são utilizadas 20 garrafas. ''Produzimos 1,2 mil vassouras por mês. Com esse trabalho, o deficiente percebe que ele tem valor'', afirma o presidente da União dos Cegos, Flodoaldo da Silva.
Durante o processo de reciclagem, eles cortam o fundo da garrafa, desfiam o material e depois cozinham o plástico desfiado por 30 minutos. ''É trabalhoso, mas pegamos o jeito com o tempo. E ainda contribuímos com o meio ambiente'', ressalta Paulino Xavier, um dos participantes.
A fabricação das vassouras é uma uma saída ecológica e muito rentável para as garrafas pet que virariam lixo. ''Uma garrafa plástica jogada fora só ajuda a destruir o meio ambiente. Transformamos muitas garrafas, que iam para os lixões, em ótimas vassouras. Com esse trabalho percebi o meu valor, mesmo sendo cego'', afirma Jozir Vulpe, que ficou cego aos 20 anos.

terça-feira, agosto 16, 2011

Festival de filmes sobre deficiência.


A 5ª edição do ‘Assim Vivemos’ tem como tema a inserção social

Rio - Preocupado com a inserção social de pessoas que têm algum tipo de deficiência e com o objetivo de abrir a mente do público, o ‘Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência’ chega à sua 5ª edição expandindo horizontes. Único evento brasileiro do gênero, abre as portas do Centro Cultural Banco do Brasil hoje e traz na programação, que vai até dia 28, 28 filmes de 12 países. Desta vez, também haverá sessões no Sesc de Ramos e de Madureira. “Já somos famosos no mundo. Recebemos inscrições de filmes de todo o lugar. É legal porque mostramos como outras culturas lidam com a questão”, conta Lara Pozzobom, curadora do festival.

Divididos nas categorias ficção e documentário, as produções deste ano trazem como tema a inclusão a partir das mais variadas abordagens e estéticas. “Eu destaco o filme americano ‘Incluindo Samuel’, sobre um menino que vai estudar numa escola normal. Costumam dizer que essas escolas não estão preparadas para quem têm deficiência. Mas os pais estão preparados para ter um filho assim?”, questiona Lara.

JÚRI ESPECIAL

Outro fato inédito é a participação de Breno Viola, primeiro faixa preta de judô das Américas com Síndrome de Down, no júri. “Ele é muito inteligente. O fato de convidá-lo é um avanço”, comemora Lara. Breno também é o astro do longa ‘Colegas’, em finalização, e participa de um debate dia 26 .

O festival traz todas as acessibilidades em suas sessões, sempre gratuitas: audiodescrição, catálogos em Braille, legendas Closed Caption e salas acessíveis a cadeirantes.

sexta-feira, agosto 12, 2011

Segunda etapa de vacinação contra paralisia infantil é lançada


A segunda etapa da campanha de vacinação contra a Paralisia Infantil é lançada na manha desta sexta-feira (12) em Fortaleza. O evento acontece na Unidade Básica de Saúde José Galba de Araújo, na Av. Fernandes Távora, 3161, no bairro Genibaú.
A primeira etapa da campanha foi encerrada no último dia 15 de julho e superou a meta de imunização, atingindo 100,71% das crianças. Com o objetivo de mais uma vez superar o número de crianças, a campanha é lançada neste sábado (13) em todo o país, para uma mobilização nacional.
A Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) avisa que as crianças imunizadas na primeira etapa da vacinação devem comparecer novamente aos postos de saúde nesta nova etapa, para receber a segunda dose. Durante a campanha, os pais também vão poder vacinar as crianças contra o tétano, hepatite B e rotavírus.

quinta-feira, agosto 11, 2011

cadela paraplégica


Na cidade do Crato, que fica a 504 km de Fortaleza, um latido empolgado nas ruas vem chamando a atenção. O som é da cadela Paquita, de aproximadamente 12 anos, que recebeu um presente do dono, José Turíbio Meireles, 60: uma cadeira de rodas adaptada.
As patas traseiras de Paquita tiveram paralisia após o animal ser atropelado por uma moto há cerca de seis anos. Desde então, ela se arrastava para poder se deslocar. José Turíbio, serralheiro e dono de um estacionamento, levou a cachorra em vários veterinários da região. “Eles diziam que era melhor sacrificar, que ela não ia mais conseguir andar. E eu disse: ‘pois doutor, eu lhe provo como ela anda’”, relembra.
O serralheiro desenvolveu então um equipamento semelhante a uma cadeira de rodas, no qual Paquita fica com as patas traseiras suspensas. As rodas fazem com que o animal não se arraste mais pelas ruas.
A história de Paquita já era de superação. Ela foi encontrada por Alessandro, filho de José Turíbio, em uma lata de lixo. Anos depois, caiu de uma escada, de uma altura de mais de cinco metros, mas não sofreu nenhum arranhão. Em seguida, a cadela passou por uma gravidez de risco, mas sobreviveu. Após o atropelamento sofreu também com uma infecção urinária.
“Se dizem que gato tem sete vidas, a cadela Paquita tem, pelo menos, cinco”, conta, aos risos, José Turíbio. “E a animação dela me impressiona. Nem parece ter essa idade toda.”
Alessandro lembra que a cachorrinha também faz a segurança da família, já que avisa sobre a aproximação de estranhos no estacionamento. “Ela é muito inquieta, não quer ficar parada. É uma bênção nas nossas vidas”,

Homem com apenas metade do corpo

Peng Shuilin
Esta é a história incrível de Peng Shuilin, um empresário chinês que foi atropelado por um caminhão e conseguiu sobreviver. Agora vive sem pernas, sem órgãos genitais e sem parte do quadril. “O meu segredo é a alegria”, afirmou este exemplo de força de vontade e alegria de viver.
Peng Shuilin tem exatamente 78 cm de altura. Ele nasceu na província de Hunan, na China. Em 1995, em Shenzhen, um caminhão o atropelou e dividiu seu corpo ao meio. Não havia como recuperar a parte inferior do seu corpo.
Cirurgiões costuraram seu torso. O processo de recuperação incluiu a retirada de pele da parte superior do corpo do chinês para manter o funcionamento normal de órgãos vitais afetados durante a amputação.
Peng Shuilin
Peng Shuilin, 37, passou quase dois anos no hospital em Shenzhen, no sul da China, passando por uma série de operações. Esse tempo foi necessário para que a pele se fortalecesse o suficiente para poder conter os órgãos dentro do corpo.
Peng continuou exercitando seus braços, lavando o rosto, escovando os dentes…
Ele sobreviveu contra todas as probabilidades. Os médicos de Peng Shulin estão surpresos porque ele aprendeu a andar novamente depois de uma década.
Peng Shuilin
Considerando a situação de Peng, os médicos na China Reabilitação e Centro de Investigação em Pequim conceberam uma forma engenhosa para que Peng pudesse caminhar por conta própria. Criaram um corset para manter seu corpo, com as duas pernas biônicas. Os médicos usaram seus conhecimentos técnicos e tudo foi feito cuidadosamente.
Peng Shuilin
Peng foi andando pelos corredores do Centro de Reabilitação de Pequim com o auxílio de suas pernas especialmente adaptadas e um andador re-sized.
“Oh é tão satisfatório “andar” novamente depois de 10 anos com a metade de um corpo!” diz Peng.
Peng Shuilin abriu o seu próprio negócio, um supermercado cujo nome faz referência à sua própria história: Half Man Half-Store Price (“meio homem, metade do preço”, em tradução livre).   Aos 37 anos de idade tornou-se um empresário e é um exemplo para outros amputados. Com pouca altura, ele se movimenta em uma cadeira de rodas dando palestras sobre sua recuperação da incapacidade. Sua atitude é incrível, ele não reclama.
Peng Shuilin
O diretor do hospital Bujie (onde se encontra Peng), Lin Liu, declarou aos meios de comunicação que Shuilin “estava bem cuidado, mas o seu segredo é a alegria, nunca está deprimido”.“Acabamos de lhe fazer um exame geral e está melhor que a maioria dos homens da sua idade. É impressionante porque é a única pessoa no mundo que sobreviveu com tal “quantidade” do corpo amputado”, concluiu o médico.
Na vida reclamamos de tudo, a maior parte do tempo estamos insatisfeitos reclamando do que não temos. Agora que você conheceu um homem que sobreviveu com a metade do corpo e reconheceu que a vida é algo extraordinário, um triunfo do espírito humano para superar a adversidade extrema, quando quiser reclamar de algo banal, não reclame. Lembre-se Peng Shulin!
Peng Shuilin

quarta-feira, agosto 10, 2011

Marcos Rodrigues conquista ouro na fase nacional do Circuito Caixa Brasil Paraolímpico


Paraatleta faz marca acima do índice mínimo para os Jogos Para-Panamericanos

 
O Circuito Caixa Brasil Paraolímpico teve sua primeira etapa da fase nacional neste final de semana, em São Paulo. A equipe cubatense participou com os paraatletas Marcos Rodrigues, no Paraatletismo e Denise Consuelo, na paranatação, sob o comando dos professores Wagner Rodrigues e Renato Monteiro, especializados em esporte adaptado.
Marcos Rodrigues, que competiu na classe F54 conquistou a medalha de ouro no lançamento do disco, com a marca de 21,27 metros,e bronze no arremesso do peso, com a marca de 6,72 metros. A marca obtida por Marcos no disco é acima do índice mínimo para a qualificação aos Jogos Para-Panamericanos, “fator pré-determinado pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), para a escolha dos atletas que comporão a equipe de atletismo no México”, comemora o treinador Renato Monteiro.
Na natação, Denise Consuelo, que compete na classe S10, chegou em 5º lugar na prova dos 100 metros costas, com o tempo de 2’16: 18; 8º lugar na prova dos 50 metros livre, com 43’45; e 10º lugar nos 100 metros livres, com o tempo de 1’45”08.
Na avaliação dos treinadores Marcos Rodrigues deu um grande passo para conquistar o bi-campeonato brasileiro no disco, “já Denise que fez sua estréia em competições deste nível, mostrou potencial para progredir e se colocar em posição de destaque”, garante o professor Wagner que destaca ainda o apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, “que desde o início das atividades acreditou e investiu na modalidade, fato que proporciona a inclusão social dos deficientes, além de trazer conquistas inéditas para Cubatão”.
As próximas etapas da fase nacional do Circuito acontecerão em setembro, também em São Paulo, e em dezembro, em Fortaleza, no Ceará.
 

Paciente com deficiencia morre 8 dias após se casar em hospital de Ribeirão Preto



A paciente Rosycler Iadoccico Neves, 61, que se casou com seu companheiro de mais de 20 anos no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (313 km de SP) no último dia 30, morreu no domingo (7) vítima de uma parada respiratória.
A tetraplégica Rosicler Neves Coutinho, 61, quando se casou com Luis Antonio Nogueira, 42, no hospital


Portadora de doença degenerativa neurológica, ela vivia numa cama do hospital desde fevereiro e respirava com o auxílio de aparelhos. Como não conseguia falar, Rosy se comunicava apontando letras numa placa.

O casamento, realizado no último sábado de julho, teve bênção de um pastor e enfermeiros e médicos como convidados
Rosy e o marido, o auxiliar administrativo Luis Antonio Nogueira, 42, se aproximaram no Carnaval de 1988 e foram morar juntos seis meses depois.

Há quatro anos, Rosy sentiu fraqueza nas pernas -- uma consequência da doença-- e passou a usar cadeira de rodas. Em fevereiro, ela perdeu o movimento das mãos e a voz enfraqueceu. Desde então, vivia no hospital aos cuidados do marido, da cunhada e da filha mais velha.

RELACIONAMENTO

Foi Luis, então um jovem de 18 anos, que se aproximou de Rosy, quase 20 anos mais velha, no Carnaval de 1988. "Eu a vi tirando as medidas para as fantasias e me encantei." Seis meses depois, eles já moravam na mesma casa, com dois dos três filhos de Rosy, que estava divorciada.

O casal viveu do jeito faz-tudo: ele como servente de pedreiro e motoboy; ela como cabeleireira e manicure.

Luis diz que, quando jovem, a havia pedido em casamento, mas ela se recusou por ele ser "moleque". Anos depois, foi ele quem não quis dar o braço a torcer.

A internação foi a deixa para a oficialização. No casamento, Luis disse que não fazia planos, mas que queria viver mais 30 anos ao lado de Rosy. "É amor. Não me vejo sem ela, mesmo nessa situação."

Censo IBGE na contramão da inclusão


Caro leitor,
Não me conformo até hoje com a elaboração e aplicação do Censo IBGE 2010 no que se refere às pessoas com deficiência. Para os leitores que não acompanharam o processo, o Censo foi realizado por amostragem e não por número real. Ainda não foi divulgado o resultado oficial em relação a essa parcela da sociedade, no entanto, assim como em 2000, os dados não serão precisos, ou seja, teremos uma falsa estatística.
Por que é tão importante sabermos quantos somos?  Porque através de um número real teremos dados fidedignos em relação ao perfil desse segmento que sofreu transformações ao longo de uma década. Perfil esse que diz respeito ao nível da educação, qualificação profissional, déficit habitacional, saneamento básico e outros. Isso tudo é extremamente importante e indispensável, pois orientarão os rumos das políticas públicas destinada a nós, pessoas com deficiência.
Alguns meses antes da coleta de dados, um grupo de pessoas protocolou um documentoinformando e solicitando ao Ministério Público Federal que intervisse para que o censo IBGE 2010 não fosse realizado mais uma vez por amostragem. Entretanto houve várias justificativas, em minha opinião injustificáveis, para que a elaboração e aplicação do Censo prosseguisse da forma como havia sido determinada pelo IBGE. Por que esse grupo não foi ouvido? Por que não consultaram um membro desse grupo ou outro, na elaboração do Censo?
Definitivamente não consigo entender porque criar tantas leis, decretos, propostas, projetos, se a pessoa interessada não é ouvida, consultada, não tem participação plena em decisões importantes concernentes a sua existência. Existência?! Quando sair o resultado oficial do censo, algumas pessoas desse segmento passarão precisamente a não existir, enquanto outras sim. Mais uma prova do quanto ainda somos invisíveis aos olhos da sociedade.
“Nada sobre nós, sem nós”, segundo o consultor de inclusão social, Romeu Sassaki, esse lema tão famoso comunica a ideia de que nenhum resultado a respeito das pessoas com deficiência haverá de ser gerado sem a plena participação das próprias pessoas com deficiência”. De acordo com Sassaki em seu documento “Nada sobre nós, sem nós: Da integração â inclusão” há quatro eras de práticas sociais em relação à pessoa com deficiência: 1) era da exclusão (antiguidade até o início do século 20);  2) segregação (décadas de 20 a 40);  3) integração (décadas de 50 a 80) e  4 )inclusão (década de 90 até as próximas décadas do século 21). Após uma breve pesquisa, ao que tudo indica, fomos incluídos no Censo demográfico a partir da década de 90, ou seja, na Era da Inclusão, contudo podemos notar que o censo está muito mais para a Era da integração , uma vez  que nesse período as pessoas com deficiência eram tratadas como objetos de caridade, não podiam opinar e tinham que obedecer às decisões que os especialistas tomavam por elas.
Mais uma vez, o Censo foi elaborado e realizado contrariando às leis, declarações, convenções, ou seja, aos principais documentos referentes a evolução desse segmento. Cabe lembrar que só avançamos em algumas questões relacionadas a deficiência porque muitas pessoas lutaram e lutam, incansavelmente e bravamente desde a década de 30 até os dias atuais.
Diante desse quadro,  só posso concluir que ainda não fomos efetivamente envolvidos em programas e políticas que afetam nossa vida. Ainda não temos oportunidades iguais de participação em nossa sociedade.  Não queremos ser integrados, mas sim incluídos. E só seremos incluídos,  quando formos ouvidos, valorizados e os nossos direitos plenamente reconhecidos.
Vera Garcia
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