quinta-feira, outubro 18, 2012

TRABALHANDO COM ALUNOS COM DEFICIÊNCIA - O ACOLHIMENTO EM SALA DE AULA

DICAS E SUGESTÕES
 Receber o aluno com deficiência na sala de aula não significa inclusão, há necessidade do preparo do docente para conhecer o tipo de deficiência e a historia de vida do aluno, sua relação com seus familiares e vice-versa; saber como trabalhar com outros alunos e com suas famílias, é este o contexto que chamamos inclusivo. Não podemos exigir que o professor esteja preparado. Há ainda a necessidade do envolvimento de gestores, da iniciativa pública e privada, de políticas públicas, de investimento na formação dos envolvidos, trabalho que não se restringe apenas aos professores, mas a todos, sem exceção.

Quando a escola recebe, pela primeira vez, uma criança com discrepâncias significativas no processo de desenvolvimento e aprendizagem ou com algum tipo de deficiência em relação aos demais alunos da mesma faixa etária é natural que muitas dúvidas surjam. O professor, geralmente, sente-se ansioso e temeroso diante de nova situação para a qual não se encontra preparado. Inicialmente, alguns professores pensam ser necessário se especializarem para poderem melhor atender o aluno com deficiência. Sem dúvida a capacitação, a pesquisa e o aprimoramentos são imprescindíveis a prática pedagógica de um profissional da educação. Contudo, a convivência, a experiência e ajuda de profissionais especializados e da família, o professor verifica que o processo de inclusão não é tão difícil como parecia, é um desafio porque implica em mudanças nas práticas pedagógicas muitas vezes cristalizadas.
Boas partes dos alunos com deficiência adaptam-se muito bem às escolas quando sentem-se de fato aceitos, compreendidos e conseguem aprender na escola. Porque, qualquer ser humano não fica bem aonde se sente excluído, incompreendido, não aprende e é rejeitado.
Essas crianças se sentem felizes por poderem participar da vida, conviver e brincar com outras crianças, aprenderem juntas com as demais. Isso é perfeitamente possível, desde que o professor seja orientado em sua tarefa pedagógica.
As situações devem ser cuidadosamente planejadas e as atividades ajustadas e adaptadas para que atendam às necessidades específicas desses alunos.
Portanto, não há uma regra específica, se deve falar para os demais alunos da sala de aula se tem ou não um ou alguns alunos com deficiência. Cada situação é única. Dependendo de como o grupo classe e o professor acolher estes alunos, haverá uma estratégia diferente. Caso o professor tenha como prática no inicio das aulas fazer dinâmicas de grupo com seus alunos para se conhecerem deve manter isso, aproveitando a situação para falar sobre o que o aluno com deficiência tem e como todos podem ajudá-lo e das qualidades e competências que esse aluno tem, do que gosta, dás coisas que ele sabe, sobre sua vida, qual a expectativa dele nesta classe e escola, etc. O manejo precisa ser ponderado.
Para que esses princípios inclusivos se concretizem, torna-se fundamental a elaboração, por toda comunidade escolar, de um projeto político pedagógico de inclusão contando com a participação efetiva dos pais, profissionais ou instituições especializadas que realizam o atendimento complementar, tendo em vista a avaliação das necessidades educacionais específicas desses educandos para as adaptações e complementações curriculares que se fizerem necessárias.
Não vejo sentido comunicar aos demais pais que há um aluno com deficiência na classe, para tanto será importante a participação coletiva humanística acolhedora.
Não atendemos síndromes, doenças ou patologias, mas sim uma criança, um aluno, um adolescente, adulto que tenha alguma diferença. Isso é cultural e por isso leva-se tempo para que a cultura da patologia e modelo médico se dissolva para vermos pessoas no lugar de doenças.
Defendo que o trabalho precisa ser coletivo, com tutorias, com todos juntos, por isso aprendizagem é cooperativa, um ajudando o outro, quer seja professor-professor, professor-especialista, professor-aluno, aluno-especialista, aluno-aluno, enfim quem sabe ensina.
A sala de aula deve ser um espaço coletivo, circular, não linear, o poder é de todos, todos tem algo para ensinar, fazer, compartilhar e aprender.
Enquanto a estrutura escolar manter o poder centrado no professor fica inviável qualquer inclusão.
Estudos e experiências realizados no Brasil e no mundo demonstram que a Educação Inclusiva é benéfica para todos os envolvidos.

Os alunos com deficiência aprendem:

• melhor e mais rapidamente, pois encontram modelos positivos nos colegas;

• que podem contar com a ajuda e também podem ajudar os colegas;

• a lidar com suas dificuldades e a conviver com as demais crianças.

Os alunos sem deficiência aprendem

• a lidar com as diferenças individuais;

• a respeitar os limites do outro;

• a partilhar processos de aprendizagem.

Todos os alunos, independentemente da presença ou não de deficiência, aprendem;

• a compreender e aceitar os outros;

• a reconhecer as necessidades e competências dos colegas;

• a respeitar todas as pessoas;

• a construir uma sociedade mais solidária;

• a desenvolver atitudes de apoio mútuo;

• a criar e desenvolver laços de amizade;

• a preparar uma comunidade que apóia todos os seus membros;

• a diminuir a ansiedade diante das dificuldades.

A Escola Inclusiva respeita e valoriza todos os alunos, cada um com a sua característica individual e é à base da Sociedade para Todos, que acolhe todos os cidadãos e se modifica, para garantir que os direitos de todos sejam respeitados.
Essa é base da Educação Inclusiva: considerar a deficiência de uma criança ou de um jovem como mais uma das muitas características diferentes que os alunos podem ter.
E, sendo assim, respeitar essa diferença e encontrar formas adequadas para transmitir o conhecimento e avaliar o aproveitamento de cada aluno.
Vários estudos, no Brasil e no mundo, têm demonstrado que essa pedagogia centrada na relação com o aluno é benéfica para todos os estudantes com e sem deficiência porque:

• Reduz a taxa de desistência e repetência escolar;

• Aumenta a auto-estima dos alunos;

• Impede o desperdício de recursos;

• Ajuda a construir uma sociedade que respeita as diferenças.

Somente com o apoio dos professores, o Brasil poderá, de fato, oferecer uma Educação de Qualidade para Todos. E você, professor, pode começar a fazer isso agora. Não é preciso cursar uma faculdade. Basta você usar sua criatividade, seu bom senso, sua vontade de ensinar, sua experiência. E os professores especializados em alunos com deficiência e outros profissionais, como pedagogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais estão aí para ajudar você. Além disso, uma das características mais interessantes da Educação Inclusiva é que ela deve envolver também as famílias e a comunidade. Isso significa que a Escola Inclusiva poderá beneficiar-se com parcerias com universidades, organizações não governamentais, escolas SENAI, APAEs, centros de reabilitação, entidades de pessoas com deficiência, associações de bairro, associações comerciais locais etc. Essa rede de parceiros, que inclui Essa rede de parceiros, que inclui a participação da família, será fundamental para a escola conseguir os recursos humanos e materiais de que precisa para oferecer a melhor educação para todos os seus alunos.

Como tudo isso funciona para a família?

Existe preconceito vindo de outros pais ou até mesmo dos colegas de classe?

Em todos os sentidos, primeiro em manter a exclusão das pessoas, manter mitos e informações errôneas, isso chamamos de acessibilidade atitutinal, é a mais difícil porque exige que resignifiquemos nossos valores, nossas relações, nossas crenças, enfim todos nós somos especiais e deficientes.

O preconceito faz parte da natureza humana, desde o início da humanidade. O homem desconfia e tem medo de tudo o que é diferente dele mesmo, do “outro”.

O “outro” inspira receio, temor, insegurança. Esses sentimentos eram importantes no tempo das cavernas, quando os homens eram poucos e lutavam bravamente para sobreviver em um ambiente hostil. Certamente, essa característica foi selecionada evolutivamente porque ajudava na sobrevivência da espécie.

E o homem moderno ainda é biologicamente o mesmo daqueles tempos. Diante do diferente, do desconhecido, é normal adotar atitudes defensivas ou de ataque, que se expressam pelo preconceito, pela discriminação, pelas palavras ofensivas ou por atos violentos, como vemos hoje os comportamentos de bullying nos jovens.

Como é para o educador atender crianças com deficiências?

Poderia definir isso como uma postura dentro de um processo na mudança das atitudes das relações professor-aluno. Urgimos que haja investimentos na valorização do papel e na construção da identidade do novo professor, visto que hoje ele é um facilitador ou mediador da aprendizagem; precisa sair do papel de “dar aulas”, “estimular criancinhas”, para ser o mediador da construção de conhecimentos este é o novo paradigma. Isso pouco se discute no Brasil e por isso o professor ainda fica reivindicando causas absurdas como querer reprovar os alunos. O professor ainda não “percebeu” que ele não é mais “o centro” da situação, hoje ele está “na relação” da aprendizagem com o aluno. As questões da aprendizagem são relacionais e afetivas.

A prática da Educação Inclusiva pressupõe que o professor, a família e toda a comunidade escolar estejam convencidos de que:

• O objetivo da Educação Inclusiva é garantir que todos os alunos com ou sem deficiência participem ativamente de todas as atividades na escola e na comunidade;

• Cada aluno é diferente no que se refere ao estilo e ao ritmo da aprendizagem.

E essa diferença é respeitada numa classe inclusiva;

• Os alunos com deficiência não são problemas. A Escola Inclusiva entende esses alunos como pessoas que apresentam desafios à capacidade dos professores e das escolas para oferecer uma educação para todos, respeitando a necessidade de cada um;

O fracasso escolar é um fracasso da escola, da comunidade e da família que não conseguem atender as necessidades dos alunos;

• Todos os alunos se beneficiam de um ensino de qualidade e a Escola Inclusiva apresenta respostas adequadas às necessidades dos alunos que apresentam desafios específicos;

• Os professores não precisam de receitas prontas. A Escola Inclusiva ajuda o professor a desenvolver habilidades e estratégias educativas adequadas às necessidades de cada aluno;

• A Escola Inclusiva e os bons professores respeitam a potencialidade e dão respostas adequadas aos desafios apresentados pelos alunos;

• É o aluno que produz o resultado educacional, ou seja, a aprendizagem. Os professores atuam como facilitadores da aprendizagem dos alunos, com a ajuda de outros profissionais, tais como professores especializados em alunos com deficiência, pedagogos, psicólogos e intérpretes da língua de sinais.

Como a educação inclusiva pode formar a postura do jovem cidadão?

• Favorece e incentiva a criação de laços de amizade entre todos os alunos;

• Incentiva a criatividade e a autonomia do aluno em busca do próprio conhecimento;

• Aprende o valor da diferença e da convivência para os alunos a partir do exemplo dos professores e da comunidade escolar e pelo ensino ministrado nas salas de aula;

• Promove o empoderamento, a autonomia, a independência e a cidadania;

• Desenvolve a capacidade de vislumbrar um projeto de vida produtiva e independente.

Sugestões de Dinâmicas de Grupo ou Rodas de Conversa

Objetivos:

Avaliar os sentimentos e fantasias pessoais, identificar, nomear igualdades e diferenças, pontos fortes e oportunidades de melhoria, estimular a empatia. Discriminar e diferenciar deficiência de doença. Trabalhar a construção conceitual / terminologia correta das deficiências (as crianças falavam várias palavras, menos “pessoa com deficiência”)

Estratégias:

Aquecimento: Cada criança escolhe uma bexiga. Ao som de música, com as bexigas cheias, vão brincar sob comandos, sozinhos, em duplas, em trios, todos.

Atividades:

I- Com todas as cadeiras de rodas, cadeirões, andadores, vamos fazer vivências de como deve ser uma pessoa com deficiência física. Em dois grupos, um guia o outro/ trocam. Discussão de como se sentiram, desenho na lousa para ajudar o raciocínio. Desenho livre sobre o tema.

II -Vivências sensoriais - Deficiência Visual - A escuridão. Com faixas pretas nos olhos (uma criança guia a outra / trocam). Discussão e desenho livre.

III - Deficiência Auditiva - O mundo do silêncio. Dois grupos ensaiam cenas, utilizando mímica. Um é platéia do outro. Ou o mediador finge falar sem utilizar a voz. Discussão sobre o tema e desenho livre.

IV - Deficiência Intelectual - Por que nosso colega as vezes tem dificuldades para entender? Uma história contada em duas versões, mais difícil e outra mais fácil. Discussão do tema e desenho livre.

Sugestão de Livros para Roda de Conversa

Sugestões de livros para trabalhar as deficiências em sala de aula, todos os livros são de Cláudia Wernek da Editora WVA.

Muito prazer, eu existo (5ª ed/1992) -Primeiro livro escrito no Brasil sobre síndrome de Down para leigos. Cláudia Wernek da Editora WVA.

Coleção Meu Amigo Down (9ª ed/1994) - As histórias - Meu amigo Down, em casa; Meu amigo Down, na rua; Meu amigo Down, na escola são narradas por um personagem que não entende por que seu amigo com síndrome de Down enfrenta situações delicadas. Cláudia Wernek da Editora WVA.

Um amigo diferente? (9ª ed/1996) - Conta a história de uma criança que diz ser diferente. O texto leva à reflexão sobre as diferenças individuais discorrendo sobre hemofilia, paralisia cerebral, ostomia, doença renal etc. Cláudia Wernek da Editora WVA.

Ninguém mais vai ser bonzinho, na sociedade inclusiva (3ª ed/1997) – Primeiro livro sobre sociedade inclusiva escrito no Brasil, explica o que é uma escola, mídia, literatura e sociedade inclusivas. Cláudia Wernek da Editora WVA.

Sociedade Inclusiva. Quem cabe no seu TODOS? (2ª ed/1999) - Discute o uso leviano da palavra TODOS na cultura, na mídia, nas universidades, no discurso dos governantes, no dia-a-dia de TODOS. Cláudia Wernek da Editora WVA.

Via http://www.facebook.com/marina.almeida.9250

terça-feira, outubro 02, 2012

Netshoes lança categoria Esporte Adaptado

A Netshoes está entrando em uma nova categoria esportiva, a de Esporte Adaptado, com equipamentos e acessórios especiais para atletas que têm algum tipo de deficiência física, mas espírito de luta de sobra

Inicialmente, a loja terá 80 itens, dos quais 50 são exclusivos. Renato Mendes, gerente de assuntos corporativos da Netshoes, contou que o projeto vem sendo desenvolvido há um ano e evoluiu de uma iniciativa de terceiro setor para um apoio de longo prazo, facilitando o acesso a produtos que, em sua maioria, são importados, já que a qualidade dos fabricados no Brasil às vezes deixa a desejar.

A iniciativa virou o movimento Esporte sem Limites, que todo dia 11 de outubro (Dia do Deficiente Físico, transformado pela empresa em Dia do Esporte sem Limites) dedicará 5% das vendas de todo o site Netshoes, livre de impostos e fretes, à Associação Desportiva para Deficientes (ADD). “Percebemos que havia uma aderência total entre esse projeto e o próprio posicionamento da Netshoes, que é ‘Sem limites entre você e o esporte”, destacou Renato Mendes.

A nova loja, um pouco escondida, por enquanto, na aba “Mais esportes”, entrou no ar nesta segunda-feira, 1º de outubro, e será anunciada ao público por meio de oito vídeos divulgados em redes sociais como o Facebook. Denise Mello, responsável pelo desenvolvimento institucional da ADD, afirma que a parceria com a Netshoes tem como foco as novas gerações de atletas paraolímpicos, para competir na Rio 2016. A meta é sair das atuais cinco categorias de esporte nas quais a ADD treina criaas e jovens e incluir outras cinco. 

Para esclarecer seu público interno sobre a importância da iniciativa e engajá-lo, a Netshoes promoveu uma palestra emocionante com Steven Dubner, um dos fundadores da ADD, que levou ao encontro alguns dos atletas que recebem apoio da Associação - entre eles, Paulo Almeida, que perdeu uma perna em acidente de trabalho e hoje é ultramaratonista. Usando uma prótese, ele já correu mais de 100 km em menos de 10 horas e confirma a mensagem enfatizada por Dubner de que “O esporte traz as pessoas de volta à vida” e que “a distância mais longa para a realização de um objetivo está entre a cabeça e o coração”.

Netshoes afirma que a ideia é colocar no ar a categoria e, com o tempo, expandir as opções de produtos. E com iniciativas como essa, quem sabe o Brasil passe a contar com mais estrelas da envergadura do nadador Daniel Dias. 

Em 2011, a Netshoes faturou R$ 695 milhões e a expectativa para 2012 é ultrapassar R$ 1 bilhão. 

quinta-feira, setembro 27, 2012

Pessoa com deficiência, no Brasil, é não-cidadão

“A pessoa com deficiência, no Brasil, vive uma situação de não-cidadão”. Quem afirma é Teresa Costa d’Amaral, superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD). Segundo ela, o País não garante a esta população os direitos básicos. Na análise da especialista, ir e vir, possibilidade de locomoção, acesso à escola e ao trabalho são alguns itens como os quais brasileiros com limitações físicas (ou intelectuais) não podem contar.

Semelhante é a avaliação de Moisés Bauer, presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), instituição vinculada à Secretaria Especial dos Direitos Humanos, que responde diretamente à Presidência da República. “Na escala de prioridades do Estado brasileiro, o assunto está lá embaixo. Os investimentos são pulverizados e as ações, maquiadas”. Bauer, de 42 anos, deficiente visual desde os 8, ocupa também o cargo de presidente da Organização Nacional dos Cegos do Brasil. “A ausência de políticas públicas no nosso País cria um cenário de vulnerabilidade e precariedade à pessoa com deficiência”.

Para o psicólogo Danilo Namo, consultor em inclusão de pessoas com deficiência do Instituto Paradigma, o tema não é prioridade para setores como política e infraestrutura. “A situação geral está melhorando, mas é regular. Falta interesse e os estabelecimentos particulares, por exemplo, não percebem a pessoa com deficiência como público específico, que precisa de atendimento especial”. Namo, que perdeu totalmente a visão durante a adolescência, é mestre de psicologia pela PUC e tem doutorado em Educação Especial pela USP.

Omissão - De acordo com Teresa d’Amaral, “falta adaptação nas escolas e faculdades, como a presença de intérpretes de Libras. O resultado só existe mediante pressão ou boa vontade de alguém da instituição”. Ela cita o exemplo de uma aluna deficiente visual que foi impedida de fazer uma prova porque o professor se recusou a aumentar o tamanho da letra para que ela pudesse enxergar as questões e conseguisse responder. “Isso é uma questão de respeito à cidadania”, afirma a superintendente do IBDD.

Em outro caso, um paciente que sofria de distrofia muscular ganhou na Justiça o direito de receber um respirador. “Nós também pedimos uma cama hospitalar e uma cadeira de rodas, mas o juíz negou e, desta forma, impediu que essa pessoa pudesse sair de casa”, lembra. Teresa afirma que os governos Muncipal, Estadual e Federal são omissos, uma vez que o cidadão precisa ir à Justiça para ter seus direitos básicos garantidos. “O País perde em qualidade de participantes da cidadania e estas pessoas acabam pesando financeiramente ao Estado”.

Diante deste quadro, Moisés Bauer defende uma legislação mais direta. “Faltam aperfeiçoamentos na lei e punições ao gestor público. A acessibilidade se torna possível para quem tem dinheiro, mas o cidadão sem condições financeiras não consegue quase nada”, observa o presidente do Conade.

Danilo Namo afirma que a estrutura jurídica para o setor “é boa, completa, abrangente e competente”. Segundo o consultor do Instituto Paradigma, “no papel, todos os direitos da pessoa com deficiência estão resguardados, mas ainda falta atenção”. Namo ressalta ainda que “o espírito solidário do brasileiro é algo que nos diferencia”.

Exemplo - A Lei 7.853, de 1989, já foi considerada, por seu conteúdo, a mais inclusiva das américas. Nela, o Estado assume responsabilidade pela pessoa com deficiência. Em países como os EUA, a partir deste mesmo ano, houve uma transformação, que começou nos pós-guerra do Vietnã, quando as instituições de defesa se uniram e trabalharam em conjunto para garantir não só que a lei fosse efetivamente executada, mas também para fazer valer os direitos das pessoas com deficiência. Canadá e Inglaterra também têm bons exemplos.

No Brasil, o tema está ainda em uma sub-pauta e começou a ser realmente debatido somente nos últimos dez anos.

sexta-feira, setembro 21, 2012

BALADAS DOS SURDOS

Os repórteres Felipe Gutierrez e Raphael Prado vão à maior festa de surdos do país, que acontece uma vez por ano em São Paulo. Eles mostram os jovens se divertindo com a vibração da música e paquerando com uma linguagem que todo mundo vê.

----------inclusão pelo esporte.............

21 de Setembro Dia Nacional de luta da pessoa com deficiencia

HOJE É UM DIA MUITO IMPORTANTE!
CURTAM, COMPARTILHEM, BRINDEM COMIGO! TIM! TIM!
"21 DE SETEMBRO - DIA NACIONAL DE LUTA DAS PESSOAS DEFICIENTES". Instituído pelo movimento social em Encontro Nacional, em 1982, com todas as entidades nacionais. Foi escolhido pela proximidade com a primavera e o dia da árvore numa representação do nascimento de nossas reivindicações de cidadania e participação plena em igualdade de condições, foi promulgado por Lei em 2005.

quinta-feira, setembro 20, 2012

COMO FUNCIONA A ISENÇÃO DE IMPOSTOS PARA COMPRA DE AUTOMÓVEIS POR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA


Pessoas com deficiência podem adquirir um veículo 0 km com isenções de impostos que podem resultar em até 25% de desconto sobre o valor do veículo, além da isenção do rodízio municipal para cidades que já o utilizam, como é o caso de São Paulo.

QUEM TEM DIREITO

1. Deficiente condutor: Isento de IPI, IOF, ICMS, IPVA e rodízio municipal (deficiência física).

2. Deficiente não condutor: Isento de IPI e rodízio municipal (deficiência física e visual).

3. Deficiente não condutor: Isento de IPI e rodízio municipal (deficiência mental e autismo).

A isenção é válida para qualquer pessoa com algum tipo de deficiência, inclusive crianças. Neste caso, é necessário obter o laudo médico em clínica credenciada pelo DETRAN ou CIRETRAN, onde tenha banca especial para deficientes físicos, ou médico credenciado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Caso o paciente tenha deficiência mental, o exame precisa ser feito por um psiquiatra e um psicólogo. Em caso de deficiência física, o exame deve ser realizado por um neurocirurgião e um psicólogo. Nos dois casos, o laudo precisa ter a assinatura do responsável pela clínica ou hospital que realizou o exame.

O benefício da isenção poderá ser exercido apenas uma vez a cada dois anos, sem limite do número de aquisições, conforme a vigência da Lei nº 8.989, de 1995, atualmente prorrogada pela Lei 11.941/2009, art. 77, vigente até 31/12/2014.

Em casos de pessoas com necessidades especiais, mas que não são condutoras dos veículos, a isenção do IPI é menor (em geral, reduz o valor do automóvel em até 15%).

 

ISENÇÃO DE IMPOSTOS PARA COMPRA DE VEÍCULO 0 KM – CONDUTOR (DEFICIÊNCIA FÍSICA)

1ª ETAPA

CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO: A pessoa com deficiência física deve se dirigir a uma auto-escola especializada. Se já possuir uma habilitação comum, deve-se renová-la junto ao DETRAN de sua cidade para que conste a observação de carro adaptado ou automático.

2ª ETAPA

LAUDO MÉDICO PARA CONDUTOR: A pessoa com deficiência física deve obter este documento no DETRAN. Nele o médico irá atestar o tipo de deficiência física e a incapacidade física para conduzir veículos comuns. Neste documento estarão indicados o tipo de carro, características e adaptações necessárias.

3ª ETAPA

ISENÇÃO DE IPI E IOF: É necessário apresentar os seguintes documentos na Delegacia Regional da Receita Federal mais próxima de sua residência:

a) Preencher requerimentos de pedido de isenção de IPI fornecidos pela Receita Federal;

b) Laudo médico e carteira de habilitação, (duas) cópias autenticadas pelo DETRAN. Obs.: o laudo médico para fins de requerimento de isenção de IPI/IOF pode ser tanto o laudo emitido pelo DETRAN quanto o laudo cujo modeloconsta no site da Receita Federal, devidamente preenchido de acordo com as instruções ali constantes;

c) Duas cópias autenticadas por cartório dos seguintes documentos: CPF, RG e comprovante de endereço preferencialmente em nome do beneficiário que demonstre consumo (luz, água ou telefone fixo);

d) Uma cópia simples das duas últimas declarações de imposto de renda (ano vigente e ano anterior). Obs.: Se não for declarante, apresentar cópia da declaração de Isento (também chamado recadastramento de CPF) ou, se for dependente, levar declaração do responsável legal;

e) Documento que prove regularidade de contribuição a previdência (INSS). Ex: Holerite (destacar campo que informe o valor recolhido para o INSS), Extrato Semestral de Aposentadoria (caso esteja aposentado) ou no caso de (Autônomo, empresário e profissional liberal) declaração do INSS que demonstre recolhimento mensal chamada de DRSCI obtido pela internet no sitewww.dataprev.gov.br ou direto em uma agência da Previdência Social. Obs.: Caso não se enquadre em nenhuma das situações acima, preencher declaração sob as penas da lei de não contribuinte do INSS. Dica: para conseguir os requerimentos de IPI, acessar internet a página da Receita Federal (instrução normativa 607)

4ª ETAPA

ISENÇÃO DE ICMS (CONCEDIDA APENAS PARA DEFICIENTES CONDUTORES HABILITADOS): É necessário apresentar os seguintes documentos no posto fiscal da Secretaria da Fazenda da área de sua residência:

a) Kit de requerimento de isenção de ICMS assinado com firma reconhecida, conseguido no posto fiscal da Secretaria da Fazenda estadual. Obs.: o modelo deste requerimento varia a depender do Estado;

b) Uma via do laudo médico emitido pelo DETRAN original e carteira de habilitação autenticada pelo DETRAN;

c) Uma cópia autenticada por cartório dos seguintes documentos: CPF, RG e comprovante de endereço preferencialmente em nome do beneficiário que demonstre consumo (luz, água ou telefone fixo);

d) Carta do vendedor, que será emitida pela montadora que fabrica o carro escolhido. Este documento é fornecido pela concessionária onde será efetuada a compra;

e) Cópia simples da última declaração de Imposto de Renda (ano vigente);

f) Comprovantes de capacidade econômica financeira: Exemplo: Holerite, extrato de poupança, aplicação ou documento do atual veículo que será vendido e usado como parte de pagamento.

5ª ETAPA

ISENÇÃO DE IPVA (CONCEDIDA APENAS PARA DEFICIENTES CONDUTORES HABILITADOS): Esta isenção só será encaminhada quando veículo zero ou usado estiver devidamente documentado em nome da pessoa com deficiência física. É necessário encaminhar os seguintes documentos no posto fiscal da Secretaria da Fazenda da área de sua residência:

a) Preencher Kit de requerimento em três vias de isenção de IPVA;

b) Laudo médico (uma cópia autenticada ou via original, caso o Detran de seu estado emita vias destinadas a cada finalidade);

c) Uma cópia autenticada do RG, CPF, comprovante de residência (água, luz ou telefone fixo), carteira de motorista, certificado de propriedade e licenciamento do veículo frente e verso, obrigatoriamente em nome do deficiente;

d) Uma cópia da nota fiscal da compra do carro, somente para veículo 0 km;

e) Cópia autenticada da nota fiscal do serviço de adaptação do seu veículo (caso seja necessária alguma adaptação veicular feita por empresa credenciada ao Detran);

f) Declaração que irá possuir apenas um veículo com a isenção de IPVA. Obs.: No caso de possuir mais de um veículo em seu nome, só será aceita a isenção de apenas um veículo, ficando o demais sujeito ao pagamento normal do tributo;

RODÍZIO – A pessoa com deficiência física pode rodar todos os dias com seu veículo, independente da restrição colocada a finais de placas pelo rodízio municipal. Deve-se cadastrar o veículo ao órgão competente, evitando que as multas sejam cobradas. Para São Paulo deve-se cadastrar junto à Companhia Engenharia de Trafego (CET): tel – 3030-2484 / 3030-2485. Veja o passo a passo:

a) Preencher requerimento para autorização especial fornecido pela CET;

b) Copia Autenticada do laudo medico e CNH;

c) Cópia simples do RG;

d) Cópia autenticada do documento do veiculo CRLV;

e) Encaminhar via sedex ou pessoalmente para Rua do Sumidouro 740 – Pinheiros – CEP 05428-010 – São Paulo. Aos cuidados do Departamento de Autorizações Especiais (DSV). Dica: para conseguir o requerimento acessar o site www.cetsp.com.br.

ISENÇÃO DE IPI – NÃO CONDUTOR (DEFICIÊNCIA FÍSICA E VISUAL)

É necessário apresentar os seguintes documentos na Delegacia Regional da Receita Federal:

a) Preencher Kit de requerimentos de isenção de IPI fornecidos pela Receita Federal;

b) Preencher declaração de identificação do condutor autorizado com firma reconhecida em cartório das assinaturas de todos os envolvidos no processo;

c) Uma cópia autenticada do RG, CPF comprovante de endereço, da pessoa com deficiência física, assim como dos condutores envolvidos. Obs.: No caso de pessoa portadora de deficiência menor de 18 anos e dependente dos pais ou responsável, anexar certidão de nascimento, caso não possua RG e CPF;

d) Duas vias do laudo médico conforme modelo específico dado pela receita federal a ser preenchido por médico ou oftalmologista (para casos de deficiência visual) credenciado ao SUS, especificando código CID de acordo com o grau de deficiência física ou visual;

e) Uma cópia simples da última declaração de imposto de renda (ano vigente), e seu respectivo recibo de entrega. Obs.: se não for declarante, apresentar cópia da declaração de isento (também chamado recadastramento de CPF) ou, se for dependente, levar declaração do responsável;

f) Documento que prove regularidade de contribuição a previdência (INSS). Ex: Holerite (destacar campo que informe o valor recolhido para o INSS), Extrato Semestral de Aposentadoria (caso esteja aposentado) ou no caso de ser Autônomo ou possuir empresa no nome, necessitará de certidão negativa de regularidade de contribuição para o INSS, conseguido com seu contador ou pelo sitewww.dataprev.gov.br, bastando informar o Número de Inscrição do Trabalhador (NIT). Obs.: Caso não se enquadre em nenhuma das situações acima, preencher declaração de não contribuinte do INSS fornecido pela Receita Federal.

Dando a volta por cima... Taylor Mirris


 





   Taylor era um jovem de 23 anos, que tinha uma vida julgada "normal" onde estudava, fazia festa e namora. 

  Em 2008 começou a fazer treinamentos para trabalhar com bombas(EOD), em 2009 já havia concluído o curso tornando-se profissional na área. 
 Logo foi mandado para Virginia Beach, VA, onde ele foi continuar sua educação e formação como técnico EOD.
  Em janeiro de 2012, Taylor foi implantado em sua primeira turnê ao Afeganistão, previsto para retornar em agosto de 2012. 
   Em 3 de maio de 2012, Taylor foi ferido em ação. As lesões foram profundas, mas ele permaneceu consciente. Ele era capaz de dizer o seu parceiro para chamar Danielle e família para dizer-lhes tudo. Ele sofreu ferimentos de todos os quatro membros, o que implica perda de ambas as pernas, braço esquerdo do bíceps para baixo, e mão direita.
   Mas Taylor não desanimou, além de sua própria força de vontade ele pode contar o apoio da família e de sua namorada que não abandonaram ele em momento algum.
   Em uma época de amores descartáveis (onde trocam de parceiro como mudam de roupa) essa sequência de imagens é um tapa na cara de todos nós e mais uma gigante razão para acreditar num mundo melhor.

terça-feira, setembro 18, 2012

Pesquisa aponta impacto da prática esportiva em pessoas com deficiência

A Allianz, em parceria com a TNS Infratest, realizou um estudo na Alemanha sobre o papel do esporte na vida de pessoas com deficiência física. A pesquisa aponta que a prática esportiva é um meio para se obter mais autonomia e menos restrições, auxiliando na volta às atividades do dia a dia e na melhora da qualidade de vida.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), de 20 a 50 milhões de pessoas por ano adquirem lesões não fatais somente em acidentes de carros, o que pode refletir em perdas permanentes ou podem ser reduzidas com exercício regular.
“Depois de um acidente, o esporte é normalmente uma parte importante da reabilitação, o que ajuda na recuperação da forma física. Por meio dele, pessoas com e sem deficiência podem fazer parte da sociedade e melhorar a sua autoconfiança”, lembra o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Sir Philip Craven
.
A internet tem um papel importante no acesso ao esporte para pessoas com deficiência física, revelou o estudo. Esse canal aumenta o fluxo de informação sobre a prática de atividades físicas e a perspectiva de participar delas. Além disso, instalações desportivas, oportunidades de treinamento, comunicação e a troca de informação entre centros esportivos e entusiastas de diversas modalidades têm o acesso facilitado no mundo on-line.
Em geral, é considerado extremamente difícil saber como lidar com pessoas com deficiência, tanto na vida cotidiana quanto na prática esportiva. “Grandes eventos, como os Jogos Paralímpicos de Londres 2012, podem ajudar a fortalecer a posição do esporte adaptado na sociedade e quebrar preconceitos”, diz o Head de Group Market Management da Allianz SE, Joseph K. Gross. “O profissionalismo, ambição e espírito de equipe dos atletas paralímpicos os levam para a excelência e os tornam estrelas e exemplos para todos nós”.
Fonte:Bagarai

sexta-feira, setembro 14, 2012

Dilma diz que aumentará apoio a esporte paralímpico

A presidente Dilma Rousseff exaltou a participação do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Londres e, pouco depois do apagar da pira no Estádio Olímpico de Londres, emitiu um comunicado oficial parabenizando os competidores do País. Orgulhosa, a chefe de Estado prometeu estender o apoio aos atletas que disputam o esporte adaptado.
O Brasil encerrou neste domingo a participação na Paralimpíada com o melhor desempenho da história do desporto brasileiro (em relação a número de medalhas). Foram 21 ouros, 14 pratas e oito bronzes, totalizando 43 pódios no total e a sétima colocação no quadro de medalhas.
"Quero cumprimentar os valorosos atletas que representaram o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Londres", iniciou Dilma em seu comunicado. "Graças à sua força, garra e capacidade de superar limites, alcançamos uma inédita sétima colocação, com a conquista de 43 medalhas", listou.
A presidente ainda citou vitórias marcantes do Brasil em Londres, como o triunfo de Tito Sena na maratona neste domingo, os seis ouros do nadador Daniel Dias e o pódio perfeito das brasileiras Terezinha Guilhermina, Jerusa Santos e Jhulia Santos nos 100 m da classe T11 (para atletas com deficiência visual).
Dilma aproveitou para prometer que aumentará o incentivo a atletas paralímpicos, visando aos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. "O governo brasileiro intensificará o apoio a seus atletas para que um número cada vez maior deles tenha condições de treinar e se dedicar ao esporte", concluiu.
Confira a carta da presidente:
Em nome de todos os brasileiros, quero cumprimentar os valorosos atletas que representaram o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Londres, encerrados neste domingo. Graças à sua força, garra e capacidade de superar limites, alcançamos uma inédita sétima colocação, com a conquista de 43 medalhas - 21 de ouro, 14 de prata e 8 de bronze.
A vitória inédita de Tito Sena, na maratona na manhã de hoje; as 6 medalhas de ouro do nadador Daniel Dias; e o pódio triplo brasileiro nos 100 metros rasos com Terezinha Guilhermina, Jerusa Santos e Jhulia Karol são algumas das conquistas que nos orgulharam em Londres.
Importante dizer, porém, que cada um dos nossos atletas paralímpicos que estão em Londres, tendo conquistado ou não medalhas, representa uma história pessoal de luta e superação, exemplo para toda a nossa Nação.
É também com imensa satisfação que vejo nessa Paralimpíada os frutos do suporte do governo brasileiro aos nossos esportistas por meio do Bolsa Atleta. O programa apoia 156 dos 182 atletas da nossa delegação, muitos deles voltando de Londres vitoriosos com suas medalhas. O governo brasileiro intensificará o apoio a seus atletas para que um número cada vez maior deles tenha condições de treinar e se dedicar ao esporte.
Nós nos orgulhamos de todos vocês, atletas brasileiros nos Jogos Paraolímpicos.

O Paradesporto de João Pessoa recebe o projeto ‘ Paraíba Paralímpica’


Anna Karolina Sá 

O projeto Paraíba Paralímpica, que já existe em Campina Grande, foi lançado oficialmente nesta terça feira (11), às 9h, no Ginásio de esportes Ronaldão, em João Pessoa; o objetivo é oferecer aulas gratuitas de Goaball, futebol para pessoas com deficiência na visão (futebol de cinco), vôlei sentado e bocha paralímpica. 
O Secretário de Estado da Juventude, Esporte e Lazer, José Marco, ressaltou que outras cidades da região metropolitana de João Pessoa, como Cabedelo e Santa Rita, por exemplo, também receberão o projeto. “Na grande João Pessoa existem muitas pessoas com deficiência que não têm acesso e oportunidade para praticar o paradesporto. Será uma grande oportunidade dos pais poderem levar seus filhos para essas escolinhas do projeto”, disse. Ele ainda destacou que toda a equipe técnica é envolvida com o paradesporto. 
O coordenador do Paraíba Paralímpica em João Pessoa, Gilmar de Sousa, destacou a importância do projeto. “A importância desse projeto é que através dele vamos poder oferecer oportunidades às pessoas com deficiência de  praticarem algum desporto em João Pessoa. Na parte da manhã serão oferecidas modalidades para pessoas com deficiência física, já no período da tarde, as modalidades serão para as pessoas com deficiência visual”,disse. 
A solenidade contou com a presença da presidente da Fundação de Apoio ao Deficiente (Funad), Simone Jordão, e terminou com a apresentação de um jogo de bocha envolvendo atletas com paralisia mental e física. 
Mais informações e inscrições para a Paraíba Paralímpica na Sejel: Avenida Epitácio Pessoa, 1457, andar, Bairro dos Estados, João Pessoa-PB

sexta-feira, abril 27, 2012

Transporte público: gratuidade para pessoas com deficiência completa três anos em Fortaleza

Fortaleza comemora o terceiro ano da garantia da gratuidade para pessoas com deficiência nos veículos do transporte público da cidade. O benefício já contempla mais de 12 mil pessoas com deficiência, sendo que  sete em cada 10 beneficiadas têm direito a acompanhante em suas viagens gratuitas nos ônibus da cidade.
Para poder se deslocar gratuitamente, sem limitação de quantidade de viagens, restrições de itinerários ou de dias, é necessário comprovar a deficiência através de laudo médico e se enquadrar em critérios socioeconômicos estabelecidos em lei  específica.
Os cidadãos contam ainda com 74 vans acessíveis e 40 táxis do Serviço de Táxi Inclusivo, que já está há um ano em circulação e permite que tanto pessoas com deficiência quanto pessoas sem deficiência ou mobilidade reduzida circulem pela cidade pagando a mesma tarifa dos táxis convencionais.

Ceará está entre os três estados com maior índice de pessoas com deficiência do país

O Ceará está entre os três estados brasileiros com o maior percentual de pessoas que apresentam algum tipo de deficiência. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 27,7% da população cearense, aproximadamente 2,3 milhões de pessoas, apresentam limitações motora, visual, auditiva ou psicológica.
O dado foi divulgado nesta sexta-feira (27)  com base no censo populacional de 2010.
Os maiores percentuais foram encontrados nos estados do Rio Grande do Norte (27,8%) e Paraíba (27,8%).  Já os estados de Roraima (21,2%), Santa Catarina (21,3%) e Mato Grosso do Sul (21,5%) apresentam as menores incidências.
No Brasil, 45,6 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência investigada, o que representa 23,9% do país.
Dos oito milhões e meio de habitantes que residem noCeará, 1,8 milhão de pessoas disseram apresentar deficiências visuais. Outras 526 mil mostraram dificuldade auditiva, enquanto que 628 mil tinham problemas motores e 125 mil apresentaram problemas mentais. Ainda de acordo com o estudo do IBGE, 6,1 milhões não tinham nenhuma dessas deficiências.

terça-feira, abril 10, 2012

Internada há 36 anos em UTI lança livro de memórias escrito com a boca


Faz 36 anos que Eliana Zagui vive deitada num leito de UTI do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Vítima de paralisia infantil aos dois anos, ela perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Respira com ajuda de equipamentos.
Na cama, a menina se formou no ensino médio, aprendeu inglês, italiano, fez curso de história da arte e tornou-se pintora. Tudo isso usando a boca para escrever, pintar e digitar. Hoje, lança (só para convidados) seu primeiro livro: "Pulmão de Aço - uma vida no maior hospital do Brasil" (Belaletra Editora).
Pulmão de aço é o nome de uma máquina, inventada na década de 1920, parecida com um forno. As pessoas com insuficiência respiratória eram colocadas dentro dela, com a cabeça de fora.
Eliana ficou cinco dias lá dentro, mas não funcionou. A pólio havia paralisado completamente o diafragma e a deglutição. Ela teve, então, que ser conectada para sempre a um respirador artificial. Só consegue ficar poucas horas longe do aparelho.




 Entre 1955 e o final da década de 70, 5.789 crianças vítimas da pólio foram internadas no HC. Sete delas, atingidas com mais severidade, ficavam lado a lado na UTI. "Nós nos apegávamos um ao outro, como numa grande família. Era a única maneira de suportar aquilo tudo", lembra Eliana.
Da turminha, só sobreviveram ela e Paulo Machado, 43, que divide o quarto com a amiga e cuja história de vida também aparece no livro. "A Eliana é minha irmã, a minha família. Tem temperamento forte. Quando vejo que ela está brava, coloco os fones de ouvido e fico na minha", diz.
Eles poderiam viver com suas famílias, com o apoio do hospital. Mas nunca houve interesse por parte delas. Os parentes raramente os visitam. "Não me magoo mais. Já sofri muito e hoje aprendi que cada um é cada um."
Eliana e Paulo passam a maior parte do tempo na internet. Ela gosta de sites de relacionamentos, de pintura e artesanato. Paulo é aficionado por cinema. Está envolvido na produção de uma animação cuja protagonista é Teca, o apelido carinhoso pelo qual chama Eliana. E, para ela, o amigo é o Teco.
Quando é necessário, ele faz as vezes de irmão mais velho. "Dias atrás, eu me irritei no Face [Facebook] e postei uma mensagem malcriada. O Paulo viu e me chamou a atenção", conta Eliana, que chegou a ter 3.000 amigos virtuais. "Fiz uma limpa no final do ano e só deixei uns cem. Agora tenho uns 300, mas preciso limpar de novo."
A saudade dos amigos reais, os quais viu morrer um a um, é o que mais a entristece. "Foram momentos tão bons. Mas não voltam mais."
No livro, ela relata que flertou com o suicídio. "Avaliava as possibilidades: arrancar a cânula da traqueia com a boca, cortar ou furar o pescoço." E encerra com humor. "Descobrimos que até para morrer antes da hora precisamos da ajuda de alguém."
Eliana diz que, volta e meia, essas ideias ainda a visitam, mas que hoje tenta aliviar suas angústias nas sessões semanais de análise.

Marisa Cauduro/Folhapress
Eliana Zagui, que desde os dois anos vive em hospital, escreve em seu livro dedicatória
Eliana Zagui, que desde os dois anos vive em hospital, escreve em seu livro dedicatória
Pergunto se sonha em viver na casa dos pais. "Não. Eu iria estagnar", responde convicta. Mas, sim, ela sonha em morar fora do hospital.
Em dezembro último, pela primeira vez em 36 anos, passou o Natal fora do HC, na casa de amigos. Foi de maca e com respirador artificial portátil. "Foi uma experiência ótima, indescritível."
Quanto ao livro, Eliana diz esperar que ele ajude "aqueles que não querem nada com a vida". "É claro que cada um tem as suas dores. A minha desgraça não é maior que a sua nem a sua é maior que a minha. Mas é sempre bom poder aprender a tirar o que vale a pena da vida."
PULMÃO DE AÇO
AUTORA Eliana Zagui
PREÇO R$ 36
PÁGINAS 240
EDITORA Belaletra

Projeto de acessibilidade inscreve cegos para uso de computadores

A Secretaria de Acessibilidade da Universidade Federal do Ceará seleciona 20 novos usuários para o Projeto Acessibilidade e Inclusão, iniciado em 2004 e que oferece serviço de uso de computadores por pessoas cegas e/ou com baixa visão, em laboratório de informática.


Os computadores dispõem do sistema Dosvox e leitores de tela como o NVDA e ORCA, que permitem aos usuários editar textos, acessar a Internet, enviar e receber e-mails e usar outros aplicativos computacionais. Com orientação de bolsistas e professores da UFC, os participantes com deficiência visual podem estudar, realizar pesquisas e desenvolver outras atividades ligadas à educação e profissionalização.

O serviço – totalmente gratuito – será oferecido todos os dias, exceto quarta-feira à tarde, nos seguintes horários: pela manhã, de 8h às 10h e de 10h às 12h; e à tarde, de 14h às 16h e de 16h às 18h. O período de inscrições se encerra quando todas as vagas forem preenchidas. Os documentos necessários para a inscrição são os seguintes: xerox do RG e comprovante de vínculo escolar e/ou documento comprobatório de vínculo com instituição especializada para cegos.

Para inscrever-se, é necessário ter idade mínima de 13 anos, ser alfabetizado, estar vinculado a uma instituição de ensino e/ou especializada para cegos e estar disposto a participar das atividades de interesse do Projeto. As inscrições podem ser feitas na sede do Projeto Acessibilidade e Inclusão, na Secretaria de Acessibilidade da UFC (Av. da Universidade, 2683 – Bloco 4 da Área 1 do Centro de Humanidades, vizinho à Biblioteca da unidade acadêmica, no Campus do Benfica), de 8h às 12h e de 14h às 17h. No mesmo horário, mais informações podem ser obtidas através do telefone (85) 3366.7660. 


Fonte: Portal da UFC

quarta-feira, março 21, 2012

Abandone sete mitos sobre a Síndrome de Down

Com uma dose a mais de cuidados especiais e carinho, quem tem Síndrome de Down pode ter uma vida marcada por grandes conquistas. Ilka irá se casar em dezembro, Leonardo é campeão de natação e Thiago está divulgando um livro em Nova York. Todos apresentam a terceira cópia do cromossomo 21, característica da síndrome, mas possuem muita autonomia por serem estimulados desde pequenos.

"Quanto mais cedo for iniciado um trabalho de estímulo e aprendizagem, maior a independência das pessoas com Down", afirma o geneticista e pediatra Zan Mustacchi, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo (CEPEC-SP). No Dia Internacional da Síndrome de Down, 21 de março, derrube mitos sobre essa alteração genética e conheça exemplos de superação que confirmam a fala dos especialistas.

Mito: a criança com Down só pode estudar em uma escola especial
O geneticista Zan recomenda exatamente o oposto: a família deve colocar o filho em uma escola comum. "Com o incentivo da aceitação dessa criança dentro da sala de aula, tanto ela quanto os colegas crescem acostumados às diferenças e derrubam barreiras de preconceito presentes na sociedade", afirma o profissional.

A psicóloga clínica e psicopedagoga Fabiana Diniz, da Unimed Paulistana, conta que a pessoa com a síndrome pode ter um retardo mental que vai do leve ao moderado, mas isso não a impede de se desenvolver cognitivamente. "Além da intervenção precoce na aprendizagem, é preciso carinho e estímulo por parte da família, terapias e tratamento medicinal quando necessário, além de incentivo à brincadeiras com jogos educativos", diz a especialista. 

sexta-feira, março 16, 2012

RIO 2016 cria plano para contratar pessoas com deficiência

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 divulgou na quarta-feira a criação de um banco de dados de pessoas com deficiência que sejam candidatos a trabalharem nos eventos esportivos na cidade do Rio de Janeiro. O banco de dados também deve fortalecer a colaboração de instituições que, direta ou indiretamente, trabalham, auxiliam ou atendem pessoas com deficiência no Rio de Janeiro.
A ideia é que a organização de Rio 2016 cumpra a legislação brasileira no que diz respeito à reserva de cotas de empregados para profissionais com deficiência. Segundo informou o comitê, a expectativa é de que, daqui a quatro anos, mais de 200 pessoas com deficiência estejam trabalhando na organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
"Buscamos recrutar pessoas com deficiência para além da cota definida pela lei e não acreditamos em criar vagas específicas para essas pessoas. Queremos que se candidatem para todas as posições de trabalho para as quais acreditem ter o perfil e iremos avaliá-los de acordo com o perfil desejado para a vaga", afirmou Carlos Arthur Nuzman, presidente do comitê organizador.
O programa de contratação de funcionários também se estenderá ao programa de voluntários. O anúncio do plano contou com a participação do diretor de Recursos Humanos do Rio 2016, Henrique Gonzalez, de representantes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e integrantes de organizações não-governamentais que desenvolvem atividades voltadas para pessoas com deficiência.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Deficiência visual não impede que radialista trabalhe e viva o futebol

A cada dia, o futebol é visto por mais ângulos. As transmissões possuem tecnologia de alta definição e são dezenas de câmeras para trazer ao telespectador os mínimos detalhes de cada jogada. Agora, imagine fechar essa janela e acompanhar o futebol só pelos sons da torcida ou pela voz do narrador.
Essa é a realidade do radialista da 98 FM,Henry Xavier, apaixonado por futebol e profissional da comunicação há 11 anos. A sua deficiência visual não o impede de fazer o que mais gosta e, pelo contrário, o obriga a desenvolver uma criatividade que o auxilia no trabalho.
- Você imagina o campo e com o tempo passa ter noção de onde está cada jogador, onde se colocam dentro de campo. Muitas das vezes, tudo que você imagina é o que você está pensando.
No trabalho, Henry é recebido como qualquer outra funcionário. Ajuda na produção dos programas, grava entrevistas e, quando é chamado, entra no ar ao vivo .
- Vejo todas as funções que ele faz como uma coisa natural, como o uso do computador que, claro, é adaptado, mas não vejo como algo diferente – argumenta o comentarista Guilherme de Paula.
Não tem que ficar se lamentando. Tem que chegar e trabalhar. Mostrar que se pode fazer"  Henry Xavier
Através de um programa especial, o computador diz tudo que está na tela e Henry vai transformando para a linguagem do braile. Xavier também não foge da correria dos dias de jogos, onde precisa desempenhar mais do que uma função ao mesmo tempo.
- Dia de jogo fico com dois, três fones de ouvido ouvindo a 98 FM, uma rádio de fora e o computador. O plantão tem sempre que estar preparado, quando o narrador chama para passar a informação pedida.
E os elogios vêm de todos pela sua capacidade.
- Quando conheci o Henry e, sabendo que é deficiente visual, foi um motivo a mais para saber que ele é muito bom. Ele tem facilidade em muitas coisas, tem uma memoria privilegiada.
Receber elogios não muda a característica do radialista, que também demonstra que a sua deficiência não é motivo para ser considerado diferente ou motivo de pena.
- As pessoas passam a ver de outra forma. Não tem que ficar se lamentando. Tem que chegar e trabalhar. Mostrar que se pode fazer.

Portadores de deficiência ainda encontram desafios

Encontrar uma fórmula correta é a principal dificuldade para a inserção do portador de deficiência no mundo do trabalho. E recente projeto de lei do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que aumenta a cota obrigatória para contratação por empresas privadas de portadores de deficiência e pessoas
A solução deste problema atinge várias esferas, sobretudo pela carga emocional envolvida — muitas vezes inseparável do campo técnico da questão. Contudo, o quadro tem merecido amplo debate no mundo jurídico, sempre com o objetivo de encontrar a melhor forma de aplicação do conjunto normativo, atendendo os anseios da inclusão social do portador de necessidades especiais.

A atual Lei de Cotas (Lei 8.213/1991) obriga as empresas com cem ou mais empregados a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com portadores de deficiência. De acordo com o novo projeto, essa obrigação passaria a ser instituída para as empresas com mais de 30 empregados e amplia o percentual máximo para 8%, em vez dos 5% atuais.

É importante ressaltar que a simples inclusão do portador de necessidades especiais no mercado de trabalho, sem um estudo e trabalho específico, tem como resultado sua total exclusão. O simples cumprimento de cotas pela iniciativa privada não significa inclusão. Atualmente, é quase impossível que as empresas consigam cumprir as cotas estabelecidas por lei. E não é por falta de vontade. A inclusão atual é realizada sem a preocupação adequada por parte do Estado, quanto à adequação (habilitação e reabilitação) do deficiente ao exercício da função e ao novo mundo do trabalho.

Entre os direitos fundamentais da República Federativa do Brasil encontramos a defesa da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho. Ambos destacados na Constituição Federal como “direitos fundamentais”. E nesses princípios fundamentais está também a inclusão do portador de necessidades especiais no mercado de trabalho. Isso porque o trabalho é livre, desde que atendidas as qualificações profissionais que a lei estabeleça, ou seja, a própria liberdade de trabalhar pode encontrar limites na qualificação da pessoa.
E por isso acredito que este novo projeto de lei, que estabelece novas cotas e porcentagens, com todo respeito, é um equívoco. Hoje em dia, as Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs) o Ministério Público e iniciativa privada tem absoluta consciência da impossibilidade do cumprimento das costas. Principalmente, porque o Estado, através do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), não tem condição de atender a demanda para a reabilitação dos portadores de necessidade especiais.

E aí que está o equívoco do projeto, pois não se discute as possibilidades para habilitar o deficiente físico para uma determinada função para depois pensar em inserção no mercado de trabalho. Atualmente, muitas empresas contratam estes profissionais sem a real capacidade para função apenas para que constem num documento, com o objetivo de não ter problemas futuros com a fiscalização trabalhista. E podemos chamar isso de inclusão?

Na verdade essa atitude gera uma exclusão completa do deficiente físico. Isso porque, mesmo ele sendo um funcionário registrado, sequer comparece à empresa. Este novo projeto deveria sim debater e exigir uma nova política pública que permita a reabilitação ou habilitação do deficiente físico para exercer uma atividade no mercado de trabalho. Este sim seria o melhor horizonte para o cenário negro atual.

Talvez fosse interessante observar a postura, quanto à inclusão de deficientes, de outros países, como Espanha, França e Alemanha. Na Alemanha existem incentivos especiais para a contratação, contribuição para um fundo destinado à habilitação e reabilitação, assim como incentivos fiscais para as empresas que cumpram cotas. Na Espanha, há incentivos fiscais e subsídios para o cumprimento das cotas. E se destaca a existência de agências oficiais de empregos, sendo permitido às empresas o não cumprimento de cotas, desde que não haja mão-de-obra disponível. Isso parece bem adequado à realidade brasileira.

Independente da fórmula, o importante é reconhecer que o objetivo de cumprimento de cotas é de toda a sociedade. Mas tornar o regime de cotas ainda mais difícil, isoladamente, não resolve hoje e não resolverá no futuro o problema da inclusão do deficiente. O que acontecerá será a perpetuação da posição adotada hoje pelos principais atores: de um lado o Estado que cobra o cumprimento de cotas e de outro lado a empresa, sustentando a inviabilidade do cumprimento. Enquanto isso, o deficiente continua a ser um “pseudo inserido” no mundo do trabalho.

Portadores de deficiência não vão pagar por adaptações em residências do Minha Casa, Minha Vida

A acessibilidade pode se tornar obrigatória no Programa Minha Casa, Minha Vida, de habitação popular. A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) aprovou nesta terça-feira (14) o Projeto de Lei do Senado 650/11, que obriga as construtoras a atender às demandas de acessibilidade de portadores de deficiências beneficiárias do programa habitacional do governo.
A proposta determina que, além dos 3% de unidades imobiliárias que devem ser entregues já adaptadas para idosos ou pessoas com deficiência, as construtoras devem arcar com os custos de adaptação de outras unidades sempre que houver demandas por parte de beneficiários idosos ou com deficiência.
De autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), o PLS 650/2011 teve voto favorável do relator, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
- Embora a lei vigente já destine 3% dos imóveis construído no Programa Minha Casa, Minha Vida, não parece justo que uma vez comercializada as unidades acessíveis, os idosos ou portadores de deficiência tenham de arcar pessoalmente com os custos das adaptações necessárias para moradia - explicou o relator.
Rollemberg lembrou que, segundo o IBGE, pelo menos 10% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência. Mesmo assim, o senador acredita que não será grande o número de unidades a serem adaptadas além dos 3% previstos na lei. Aprovada na CDR, a proposta segue agora para análise da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) em caráter terminativo.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

QUANTAS CALORIAS SE QUEIMA EM UMA CADEIRA DE RODAS

 Uma pessoa que usa cadeira de rodas manual pode queimar até 120 calorias em meia hora, enquanto caminha a 3 km/h em uma superfície plana, que é três vezes mais do que alguém fazendo a mesma ação em uma cadeira de rodas motorizada.
Isso baseia-se em um recente artigo de revisão do Professor David Bassett Jr., da Universidade de Tennessee. Ele calcula os custos de calorias de várias atividades físicas para pessoas que usam cadeiras de rodas manuais e os resume em uma única fonte. O artigo foi publicado na Quarterly Atividade Física Adaptada.
A revisão deve ser útil para aqueles que querem criar questionários de atividade física e desenvolver recomendações para pessoas com deficiência. Ele também mostra a pessoas com deficiência que podem obter benefícios de saúde, os quais são aumentados quando se exercitam de forma moderada ou vigorosa, disse Bassett.
Pode ser simplesmente empurrando sua cadeira junto enquanto leva seu cão para uma caminhada, ou jogar basquete de cadeira de rodas, mas a mensagem é de que existe uma possibilidade de gastarem um número significativo de calorias.
Bassett foi co-autor de outro documento intitulado "Compêndio de Atividades Físicas de 2011" para pessoas saudáveis. O estudo, que foi financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, contém uma lista de atividades que é atualizado continuamente e é amplamente utilizada. Mas ele viu a necessidade de desenvolver um recurso comparável para aqueles que usam cadeiras de rodas.
A revisão contou com mais de 250 estudos com dados de gasto energético em atividades físicas de indivíduos que usam cadeiras de rodas. Eles identificaram 63 atividades, que incluem situações de sedentarismo, tarefas domésticas, transporte/locomoção, e exercício.
O Departamento de Saúde dos EUA e Ciências Humanas recomenda que os adultos com deficiência devem receber pelo menos 150 minutos por semana de exercício moderado ou 75 minutos de exercício vigoroso por semana. A sugestão é a mesma para pessoas não cadeirantes.
Segue uma lista parcial de atividades relacionadas com cadeira de rodas e sua queima calórica (realizada por um adulto com aproximadamente 70 quilos em 30 minutos):
• Assistir TV: 40 kcal
• Ténis de mesa: 80 kcal
• Passar aspirador: 98 kcal
• Basquetebol (arremesos): 116 kcal
• Basquetebol (jogo): 221
• Tenis: 149 kcal
Referência do estudo:
Scott A. Conger, David R. Bassett, Jr. A Compendium of Energy Costs of Physical Activities for Individuals Who Use Manual Wheelchairs. Adapted Physical Activity Quarterly, 2011.
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