quarta-feira, agosto 10, 2011

Marcos Rodrigues conquista ouro na fase nacional do Circuito Caixa Brasil Paraolímpico


Paraatleta faz marca acima do índice mínimo para os Jogos Para-Panamericanos

 
O Circuito Caixa Brasil Paraolímpico teve sua primeira etapa da fase nacional neste final de semana, em São Paulo. A equipe cubatense participou com os paraatletas Marcos Rodrigues, no Paraatletismo e Denise Consuelo, na paranatação, sob o comando dos professores Wagner Rodrigues e Renato Monteiro, especializados em esporte adaptado.
Marcos Rodrigues, que competiu na classe F54 conquistou a medalha de ouro no lançamento do disco, com a marca de 21,27 metros,e bronze no arremesso do peso, com a marca de 6,72 metros. A marca obtida por Marcos no disco é acima do índice mínimo para a qualificação aos Jogos Para-Panamericanos, “fator pré-determinado pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), para a escolha dos atletas que comporão a equipe de atletismo no México”, comemora o treinador Renato Monteiro.
Na natação, Denise Consuelo, que compete na classe S10, chegou em 5º lugar na prova dos 100 metros costas, com o tempo de 2’16: 18; 8º lugar na prova dos 50 metros livre, com 43’45; e 10º lugar nos 100 metros livres, com o tempo de 1’45”08.
Na avaliação dos treinadores Marcos Rodrigues deu um grande passo para conquistar o bi-campeonato brasileiro no disco, “já Denise que fez sua estréia em competições deste nível, mostrou potencial para progredir e se colocar em posição de destaque”, garante o professor Wagner que destaca ainda o apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, “que desde o início das atividades acreditou e investiu na modalidade, fato que proporciona a inclusão social dos deficientes, além de trazer conquistas inéditas para Cubatão”.
As próximas etapas da fase nacional do Circuito acontecerão em setembro, também em São Paulo, e em dezembro, em Fortaleza, no Ceará.
 

Paciente com deficiencia morre 8 dias após se casar em hospital de Ribeirão Preto



A paciente Rosycler Iadoccico Neves, 61, que se casou com seu companheiro de mais de 20 anos no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (313 km de SP) no último dia 30, morreu no domingo (7) vítima de uma parada respiratória.
A tetraplégica Rosicler Neves Coutinho, 61, quando se casou com Luis Antonio Nogueira, 42, no hospital


Portadora de doença degenerativa neurológica, ela vivia numa cama do hospital desde fevereiro e respirava com o auxílio de aparelhos. Como não conseguia falar, Rosy se comunicava apontando letras numa placa.

O casamento, realizado no último sábado de julho, teve bênção de um pastor e enfermeiros e médicos como convidados
Rosy e o marido, o auxiliar administrativo Luis Antonio Nogueira, 42, se aproximaram no Carnaval de 1988 e foram morar juntos seis meses depois.

Há quatro anos, Rosy sentiu fraqueza nas pernas -- uma consequência da doença-- e passou a usar cadeira de rodas. Em fevereiro, ela perdeu o movimento das mãos e a voz enfraqueceu. Desde então, vivia no hospital aos cuidados do marido, da cunhada e da filha mais velha.

RELACIONAMENTO

Foi Luis, então um jovem de 18 anos, que se aproximou de Rosy, quase 20 anos mais velha, no Carnaval de 1988. "Eu a vi tirando as medidas para as fantasias e me encantei." Seis meses depois, eles já moravam na mesma casa, com dois dos três filhos de Rosy, que estava divorciada.

O casal viveu do jeito faz-tudo: ele como servente de pedreiro e motoboy; ela como cabeleireira e manicure.

Luis diz que, quando jovem, a havia pedido em casamento, mas ela se recusou por ele ser "moleque". Anos depois, foi ele quem não quis dar o braço a torcer.

A internação foi a deixa para a oficialização. No casamento, Luis disse que não fazia planos, mas que queria viver mais 30 anos ao lado de Rosy. "É amor. Não me vejo sem ela, mesmo nessa situação."

Censo IBGE na contramão da inclusão


Caro leitor,
Não me conformo até hoje com a elaboração e aplicação do Censo IBGE 2010 no que se refere às pessoas com deficiência. Para os leitores que não acompanharam o processo, o Censo foi realizado por amostragem e não por número real. Ainda não foi divulgado o resultado oficial em relação a essa parcela da sociedade, no entanto, assim como em 2000, os dados não serão precisos, ou seja, teremos uma falsa estatística.
Por que é tão importante sabermos quantos somos?  Porque através de um número real teremos dados fidedignos em relação ao perfil desse segmento que sofreu transformações ao longo de uma década. Perfil esse que diz respeito ao nível da educação, qualificação profissional, déficit habitacional, saneamento básico e outros. Isso tudo é extremamente importante e indispensável, pois orientarão os rumos das políticas públicas destinada a nós, pessoas com deficiência.
Alguns meses antes da coleta de dados, um grupo de pessoas protocolou um documentoinformando e solicitando ao Ministério Público Federal que intervisse para que o censo IBGE 2010 não fosse realizado mais uma vez por amostragem. Entretanto houve várias justificativas, em minha opinião injustificáveis, para que a elaboração e aplicação do Censo prosseguisse da forma como havia sido determinada pelo IBGE. Por que esse grupo não foi ouvido? Por que não consultaram um membro desse grupo ou outro, na elaboração do Censo?
Definitivamente não consigo entender porque criar tantas leis, decretos, propostas, projetos, se a pessoa interessada não é ouvida, consultada, não tem participação plena em decisões importantes concernentes a sua existência. Existência?! Quando sair o resultado oficial do censo, algumas pessoas desse segmento passarão precisamente a não existir, enquanto outras sim. Mais uma prova do quanto ainda somos invisíveis aos olhos da sociedade.
“Nada sobre nós, sem nós”, segundo o consultor de inclusão social, Romeu Sassaki, esse lema tão famoso comunica a ideia de que nenhum resultado a respeito das pessoas com deficiência haverá de ser gerado sem a plena participação das próprias pessoas com deficiência”. De acordo com Sassaki em seu documento “Nada sobre nós, sem nós: Da integração â inclusão” há quatro eras de práticas sociais em relação à pessoa com deficiência: 1) era da exclusão (antiguidade até o início do século 20);  2) segregação (décadas de 20 a 40);  3) integração (décadas de 50 a 80) e  4 )inclusão (década de 90 até as próximas décadas do século 21). Após uma breve pesquisa, ao que tudo indica, fomos incluídos no Censo demográfico a partir da década de 90, ou seja, na Era da Inclusão, contudo podemos notar que o censo está muito mais para a Era da integração , uma vez  que nesse período as pessoas com deficiência eram tratadas como objetos de caridade, não podiam opinar e tinham que obedecer às decisões que os especialistas tomavam por elas.
Mais uma vez, o Censo foi elaborado e realizado contrariando às leis, declarações, convenções, ou seja, aos principais documentos referentes a evolução desse segmento. Cabe lembrar que só avançamos em algumas questões relacionadas a deficiência porque muitas pessoas lutaram e lutam, incansavelmente e bravamente desde a década de 30 até os dias atuais.
Diante desse quadro,  só posso concluir que ainda não fomos efetivamente envolvidos em programas e políticas que afetam nossa vida. Ainda não temos oportunidades iguais de participação em nossa sociedade.  Não queremos ser integrados, mas sim incluídos. E só seremos incluídos,  quando formos ouvidos, valorizados e os nossos direitos plenamente reconhecidos.
Vera Garcia

terça-feira, agosto 09, 2011

Deficientes visuais serão jurados no Carnaval de São Paulo 2012


Os desfiles de Carnaval brasileiros são uma mistura de sensações e, vez ou outra, uma escola de samba pode cativar pelos figurinos ou coreografias mas deixar a desejar no quesito bateria.

Pensando nisso, o Carnaval de São Paulo 2012 vai contar com um time de jurados deficientes visuais, que serão responsáveis pela avaliação do som e do ritmo dos sambas-enredo. O objetivo é obter uma avaliação neutra que não será influenciada pelos efeitos estéticos da escola.

A iniciativa nasceu do projeto Carnaval Paulistano: Só Não Vê Quem Não Quer, que levou deficientes visuais para os ensaios do Carnaval 2011 e percebeu que a festa poderia ser ainda mais democrática. O grupo de avaliadores começou um treinamento especial no último domingo (7), onde receberão durante três meses aulas teóricas e práticas de percussão e aprenderão as técnicas de avalição usada pelos jurados em desfiles.

sexta-feira, agosto 05, 2011

Dupla brasileira garante vaga para Londres 2012 após desempenho em Mundial de Vela Adaptada

O Campeonato Mundial de Vela Adaptada, em Weymouth (Inglaterra), entrou para a história do esporte paraolímpico brasileiro. A competição reuniu os melhores velejadores com deficiência do mundo, entre os dias 30 de junho e 8 de julho. Na classe Skud 18 (tetraplégicos), a dupla verde-amarela garantiu a inédita classificação paraolímpica.

Há dois anos na vela adaptada, a estreante Elaine Cunha, 29 anos, é a primeira mulher a integrar a seleção brasileira. Ao lado do timoneiro Bruno Neves, 25, a atleta velejou pela primeira vez no barco Skud 18. A dupla treina pelo Projeto Superação, no Clube Asbac, na represa de Guarapiranga, em São Paulo.

A conquista de uma das cinco vagas para Londres 2012 disponíveis no Mundial foi comemorada pelo presidente da Confederação Brasileira de Vela Adaptada, Walcles Alencar Osório: "Essa vitória é muito importante para a vela adaptada brasileira. Primeiro porque foi a primeira mulher a competir pelo Brasil e segundo por ser numa classe que ainda não tínhamos competido."

Elaine diz que a experiência na Inglaterra foi diferente, pois a dupla treinava num barco muito simples e numa represa sem correnteza e com vento fraco. "A conquista é uma surpresa para todos nós, principalmente por sermos estreantes e não termos experiência com o barco. Eu e o Bruno nos apaixonamos pela categoria e estamos animados. O Skud 18 nos permitiu um desempenho melhor por ter uma aerodinâmica boa, mais potente, com velas melhores", disse, entusiasmada.

Emoção

Elaine conheceu o esporte adaptado na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), há quatro anos, quando sofreu um acidente de carro. "Aprendi a nadar na associação e lá me apresentaram ao remo adaptado. Fiz um ano e depois conheci minha fisioterapeuta, que também é classificadora funcional. Ela me falou sobre a vela e eu me interessei. Isso aconteceu há dois anos e não esperava que em tão pouco tempo estaria representando o Brasil numa competição tão importante e participando de uma paraolimpíada. Foi muito emocionante", contou Elaine.

Bruno Neves compartilha a alegria de Elaine. Ele começou a treinar há dois anos e está bastante animado com a vitória. "Agora vamos trabalhar para conseguir treinar com o mesmo barco aqui no Brasil. O Mundial foi uma experiência maravilhosa e um desafio enorme. Pegamos vento de 26 nós. Alguns barcos não conseguiram sair, e nós completamos as duas regatas", afirmou o velejador.

Candidato com surdez unilateral entra em vaga de deficiente no concurso público


Pessoas com deficiência auditiva unilateral podem concorrer às vagas reservadas aos portadores de necessidades especiais nos concursos públicos. A decisão é da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em recurso da União contra candidata aprovada em concurso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF). A questão já havia sido decidida pela ministra Laurita Vaz e foi confirmada pela Turma de forma unânime.
A candidata impetrou mandado de segurança contra a União por causa da exclusão de seu nome da lista dos candidatos aprovados que se declararam portadores de necessidades especiais no concurso para técnico judiciário do TJDF de 2007. Ela alegou surdez no ouvido direito, com apresentação do laudo médico comprovando a deficiência no momento da inscrição no concurso.
O TJDF, no julgamento, concedeu a segurança, determinando a inclusão do nome da candidata na relação dos aprovados. A União recorreu ao STJ, com a alegação de que, para ser considerada deficiência auditiva, a surdez deve ser bilateral, nos termos do Decreto 3.298/99.
Entretanto, a relatora, ministra Laurita Vaz, considerou a decisão do tribunal distrital de acordo com a jurisprudência do STJ, que assegura ao portador de deficiência auditiva unilateral a reserva de vagas destinadas a deficientes no concurso público.

Proposta aumenta penas de crimes contra jovens com deficiência

A Câmara analisa proposta que aumenta as penas para os crimes ou infrações administrativas cometidas contra crianças ou adolescentes com deficiência. Para os crimes, as penas serão aumentadas em 1/3; para as infrações administrativas, em 1/4 daquelas já previstas para os jovens sem deficiência. A medida consta do Projeto de Lei 660/11, que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90).
O ECA lista crimes e infrações contra crianças e adolescentes e estabelece penas. Entre os crimes, estão: entregar filho a terceiro mediante recompensa (pena de reclusão de um a quatro anos e multa) e filmar cena de sexo envolvendo criança ou adolescente (pena de reclusão de quatro a oito anos e multa). Entre as infrações administrativas, estão: deixar de comunicar às autoridades competentes suspeita de maus-tratos contra criança ou adolescente, hospedar jovem desacompanhado dos pais ou sem autorização escrita desses ou da autoridade judiciária. Em ambos os casos as penas são de multa.
A autora da proposta, deputada Nilda Godim (PMDB-PB), argumenta que os crimes cometidos contra crianças e adolescentes com deficiência “assumem grau de crueldade ainda mais acentuado”. “As pessoas com deficiência são muitas vezes incapazes de compreender ou mesmo de se defender minimamente”, diz.
Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário

quarta-feira, agosto 03, 2011

Ford põe cegos para conhecer e dirigir carros



Cerca de 30 pessoas cegas ou com forte deficiência visual dirigiram carros que chegavam a 120 km/h e puderam tatear veículos para sentir suas formas e dimensões. 

A Ford está colocando motoristas cegos para dirigir. Sim, o Centro de Desenvolvimento da empresa em Merkenich, na Alemanha, vem realizando uma pesquisa com um grupo de pessoas com deficiência visual. Entre os objetivos do programa, está obter informações de sensibilidade e sons e contribuir para que esses usuários, seja como pedestres ou passageiros, tenham maior confiança e compreensão dos veículos.
Como parte da pesquisa, um grupo de 30 pessoas cegas ou com forte deficiência visual se reuniu na pista de testes da Ford para dirigir. Com a orientação de instrutores profissionais, o grupo acelerou pelas retas e curvas do circuito, chegando a 120 km/h. Os participantes tiveram ainda a oportunidade de tatear vários veículos para sentir suas formas e dimensões.
O projeto Direção para Pessoas com Deficiência Visual é uma parceria entre a Ford da Alemanha e o Arcebispado de Colônia, com o apoio da Associação Federal de Instrutores de Direção e o Departamento de Polícia de Colônia, além de outras entidades.
"É uma honra participar desse projeto que dá às pessoas com deficiência visual a oportunidade única de conhecer um carro e talvez, no futuro, com a ajuda da tecnologia, poder dirigir normalmente um veículo", afirma Wolfgang Schneider, vice-presidente de Assuntos Legais, Governamentais e Ambientais da Ford Europa.
"No meio do trânsito, as pessoas com deficiência visual se orientam pelos sons, e é fácil confundirem o tamanho e a velocidade dos carros. Queremos ajudar a resolver esses problemas, trazendo esclarecimento e confiança para a sua mobilidade. Essa sensibilidade também pode contribuir no desenvolvimento de veículos cada vez mais amigáveis para os portadores de deficiência."
Os instrutores ficaram impressionados com a dedicação e arrojo dos participantes no test-drive. Alguns deles dirigiram mais rápido do que aprendizes com visão normal. Com o desenvolvimento acelerado de novas tecnologias, como sistemas de segurança com câmeras, radares e comunicação entre veículos, a possibilidade de deficientes visuais dirigirem se torna mais próxima. "Talvez eles possam experimentar uma grande liberdade na direção dentro de 15 ou 20 anos", diz Schneider

segunda-feira, agosto 01, 2011

Plano de saúde não pode barrar entrada de idoso e deficiente

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou norma na sexta-feira 
que proíbe que as operadoras de planos dificultem ou impeçam a adesão de
 idosos, portadores de deficiência ou doença crônica. O plano que negar o ingresso desses 
beneficiários será multado em R$ 50 mil.
A Súmula Normativa 19, que dispõe sobre a comercialização de planos 
de saúde, já está em vigor. Ela prevê punição para operadoras que fazem venda direta
 e para aquelas em que a adesão é mediada por terceiros.

sexta-feira, julho 29, 2011

Mochila em cadeira de rodas...

Na vida tem coisas que sempre vem para o nosso bem 
e esse video mostra uma pequena coisa e simples coisa que facilita muito a vida de quem usa cadeira de rodas

VEJAM E COMENTEM

quinta-feira, julho 28, 2011

Sul-africano biamputado faz índice para correr Mundial e Olimpíada


O atleta compete na categoria T44 (amputados abaixo do joelho em apenas um perna), mesmo fazendo parte da T43 (amputados abaixo do joelho nas duas pernas).

O atleta biamputado Oscar Pistorius, 24, conseguiu fazer o tempo necessário para disputar os Jogos Olímpicos de Londres, ano que vem, e o Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, em agosto próximo.
O sul-africano que usa próteses de fibra de carbono nas duas pernas correu os 400 metros em 45s07 nesta terça-feira, em Ligano, na Itália, batendo seu recorde pessoal que era de 45s61 (o índice necessário era de 45s25).
Como comparação, o tempo de 45s07 daria ao atleta a quinta colocação na Olimpíada de Pequim, em 2008. O recorde mundial é do americano Michael Johnson, com 43s18, batido em 1999.
Com quatro medalhas de ouro na Paraolimpíada (três em Pequim-08 e uma em Atenas-04), Pistorius se tornou o primeiro amputado a conseguir classificação para um Campeonato Mundial. Para Londres-12, apesar do índice, ele ainda depende de seleção do comitê olímpico da África do Sul.
"Sinto algo surreal ao ter o tempo de qualificação A na mochila para os Jogos Olímpicos do ano que vem. Obrigado a todos pelo apoio", escreveu o sul-africano em sua conta no Twitter. "Não pude dormir de tão feliz", completou.

HISTÓRICO

Pistorius ganhou notoriedade ao ganhar o direito de lutar por uma vaga na Olimpíada de Pequim após decisão favorável da CAS (Corte Arbitral do Esporte).
Antes, sua participação estava vetada pela Associação Internacional das Federações de Atletismo, porque suas próteses de fibra de carbono, conhecidas como Cheetah Flex-Foot, supostamente dariam a ele uma vantagem competitiva diante de atletas sem deficiência.
Apesar de ter obtido o direito de competir nos Jogos Olímpicos, Pistorius não obteve o índice necessário para participar do evento e tampouco foi convocado pela África do Sul para integrar o revezamento do país na disputa do 4 x 400 m.
O sul-africano compete na categoria T44 (amputados abaixo do joelho em apenas um perna), mesmo fazendo parte da T43 (amputados abaixo do joelho nas duas pernas). Além dos 400m, Pistorius também conquistou o ouro paraolímpico nos 100 m e 200 m rasos, ambas na categoria T44.
Nascido sem a fíbula --osso que conecta o joelho ao calcanhar-- nas duas pernas, Pistorius teve que amputá-las sob o joelho quando tinha somente 11 meses de idade.

segunda-feira, julho 18, 2011

"Pegadinha" para os deficientes visuais


Além de a maioria das calçadas ainda não terem pisos táteis para alertar os deficientes visuais, eles ainda precisam estar atentos quanto à utilização inadequada desse recurso




Os pisos guias, como os da foto, indicam o caminho pelo qual os deficientes visuais podem seguir, mas não são obrigatórios. Já o alerta quanto a obstáculos precisa ser feito com o piso tátil de alerta, conhecido como "de bolinha". "No caso da colocação do piso guia na beira da calçada, não há irregularidade, porque ele não é obrigatório. O que acontece é que ele foi colocado de forma errada", explica a coordenadora da Divisão de Planejamento Físico Territorial, Tânia Maria Barcelos Nazari.
Ela ainda reconhece que há dificuldades para fiscalizar a ausência de piso tátil. "Nós pedimos que quem vai construir ou deseja regularizar a calçada venha até nós que a gente passa todas as orientações", informa. "Confesso que nós não costumamos ir atrás das calçadas onde não há piso tátil. O que estamos fazendo é agir sobre aquelas onde há buracos e coisas assim", afirma Tânia.
De acordo com o presidente da Associação de Deficientes Visuais do Sul (Adivisul), a má utilização dos pisos táteis não só não ajuda como ainda atrapalha. "Se é para colocar de forma errada, é melhor nem colocar. Então que se faça uma calçada lisa, bem feita, porque aí o cego com a bengala consegue se orientar muito bem", explica. "As pessoas que vendem o piso parecem não saber orientar", frisa.
De acordo com Nesi, o problema não fica restrito a um ou outro local. "Na maioria dos lugares em Criciúma não tem calçada e, onde tem, quase nenhuma presta", avalia. "Eles invertem as coisas, colocam piso direcional onde é para colocar o de alerta e vice-versa", afirma Nesi. "E olha que eu já conversei com todo mundo sobre isso. Ninguém faz nada, ninguém fiscaliza", desabafa.

Restaurante barra jovem com cão-guia

Policial ameaçou prender a jovem por tentar entrar no estabelecimento
Antonio Carlos Prado e Laura Daudén

Existe no Brasil, há seis anos, uma lei federal que assegura às pessoas com deficiência visual o direito de andaram em lugares públicos e ingressaram em locais privados com seus cães-guia.
No Rio de ­Janeiro, os responsáveis pelo restaurante Espelunca Chic, em Copacabana, desconhecem tal legislação e barraram a entrada no estabelecimento da estudante Camila Araújo Alves porque ela precisava se fazer acompanhar por seu cão – Camila tem deficiência visual.
O policial militar que foi chamado pela estudante também não tinha conhecimento da lei e ameaçou prendê-la por desacato à autoridade. Ela processará o restaurante.

quarta-feira, julho 13, 2011

Estudantes de medicina aprendem libras para atender pacientes surdos

   Alunos de medicina da Universidade Federal de São João Del Rei, no campus em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, estão tendo a oportunidade de fazer uma disciplina inclusiva neste semestre: um curso de libras, a língua brasileira de sinais.
   A disciplina optativa foi incluída na grade curricular com o objetivo de melhorar o atendimento a pacientes com surdez. “O profissional que sabe a línguas dos sinais vai atender com mais efetividade, vai conseguir comunicar bem, passando aquilo para o surdo, e o surdo vai se sentir seguro”, disse a professora de libras Graciele Kerlen. Dois voluntários participam das aulas e ajudam no aprendizado dos universitários. Rafael Lacerda está no quinto período de medicina e já concluiu a disciplina. Para ele, isso é um diferencial na carreira. “Eu vou levar isso para o resto da vida, eu tenho certeza que eu conseguiria atender uma pessoa deficiente com tranqüilidade. Eu acho que vai ser importante”, disse o estudante. Mariana Oliveira, que precisa da linguagem dos sinais para se comunicar com outras pessoas, aprovou a iniciativa da universidade. “Vai ser bom, vai estar nos ajudando, respeitando a nossa cultura, nossa língua. Com muita calma, nós iremos aos médicos e seremos melhor atendidos”, disse usando libras. 

terça-feira, julho 12, 2011

Homenagem ao Blog Deficiência em Evidencia

Dois vídeos muito bom um grande exemplo de superação e de vida...
vejam o blog http://www.deficienciaemevidencia.com.br/

PRATICIDADE


Acabei de assistir no jornal do SBT sobre a criação de um carro que busca facilitar a vida dos cadeirantes. O melhor de tudo é que não é necessário sair da cadeira para utilizar o carro. A porta traseira dá acesso ao interior do carro através de uma rampa que permite ao motorista entrar com a sua cadeira. 
Ele é muito prático e permite ao deficiente completa autonomia, sem precisar depender de outras pessoas ou de grande esforço para se "transportar" para dentro do carro.
O PRATYKO foi criado (ele não foi adaptado), por um cadeirante e seu amigo e através de um controle remoto, um elevador elétrico permite ao cadeirante entrar em seu carro sem grande esforço.
Seria muito bom que algum empresário se interessasse pela fabricação desse tipo de carro, pois ele veio para facilitar e muito a vida daqueles que usam cadeiras de rodas e que querem e precisam de autonomia e mais praticidade.




Parabéns pela criação!!!

quinta-feira, julho 07, 2011

Frente Parlamentar quer aumentar multas para quem descumpre cotas de deficientes

Parlamentares vão sugerir que os recursos das multas sejam destinados à formação profissional das pessoas com deficiência. A Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Deficiência deverá analisar proposta que aumenta as multas para as empresas que não cumprem a Lei de Cotas para a contratação de deficientes. A Lei de Cotas obriga as empresas com 100 ou mais funcionários a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com trabalhadores reabilitados ou com deficiência.

Mercado de trabalho e a pessoa com deficiênciaA deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que vai discutir a proposta com a frente parlamentar, para que o projeto de lei possa ser apresentado em conjunto pelos integrantes da frente. A deputada também irá sugerir que o dinheiro das multas pagas pelas empresas seja destinado à formação profissional das pessoas com deficiência.
Segundo a parlamentar, essas multas são recursos que o Estado adquiriu em função do não cumprimento de uma política de inclusão. Portanto, esses recursos devem ter uma destinação específica: para políticas de inclusão das pessoas com deficiência, como a capacitação dessas pessoas e outras formas de inclusão.”
Benefício continuado
Erika Kokay participou, nesta quarta-feira, da audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias na qual foi debatido o Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago às pessoas com deficiência. A audiência ocorreu a pedido da própria Erika Kokay e da deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL).
O BPC tem o valor de um salário mínimo e é pago todo mês a idosos com mais de 65 anos e a pessoas com deficiência que não tenham capacidade de ter uma vida independente e trabalhar. Os beneficiados devem pertencer a famílias com renda menor que 1/4 do salário mínimo por pessoa.
A deputada Rosinha da Adefal concorda com a necessidade de promover a capacitação profissional das pessoas com deficiência:”Como se coloca pela maioria dos empresários, as pessoas com deficiência não estão capacitadas. Hoje o BPC passa a ser um entrave para essa inclusão.”
Ela ressalta que o BPC tem dificultado a inclusão dos deficientes no mercado de trabalho, porque, atualmente, a legislação não permite que a pessoa continue recebendo o benefício quando é contratada, por exemplo, como aprendiz profissional de determinada função. Rosinha da Adefal explica que muitas famílias evitam a participação de seus filhos com deficiência em cursos de treinamento profissional por terem medo de que isso cancele o pagamento do BPC.
Aprovação de MP
A Medida Provisória 529/11, aprovada nesta quarta-feira pela Câmara, prevê a correção desta distorção, permitindo que pessoas com deficiência que recebam o BPC não tenham essa remuneração cancelada no caso de serem admitidas como aprendizes profissionais.
Também foi inserido na medida provisória dispositivo que permite que uma pessoa que tenha aberto mão do BPC porque começou a trabalhar volte a receber o benefício, caso não dê certo no emprego.

quarta-feira, julho 06, 2011

terça-feira, julho 05, 2011

Incrível! Marceneiro cego é exemplo de vida.

Uma história que deveria servir de lição para muita gente que reclama da sorte. Um marceneiro com deficiência visual chama a atenção na cidade de Pontes e Lacerda-MT.

quinta-feira, junho 30, 2011

Lan house pode ser obrigada a ter computador adaptado para deficiente visual

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 188/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG), que obriga lan houses e estabelecimentos similares a oferecer equipamentos adaptados para o atendimento de deficientes visuais – como teclados em braile, programas de informática para leitura de tela ou apresentação em caracteres gigantes, fones de ouvido e microfones. A proposta é idêntica ao PL 7151/10, do ex-deputado Edmar Moreira, que foi arquivado ao final da legislatura passada.
Lan houses são casas comerciais em que as pessoas podem pagar para ter acesso à internet e a uma rede particular de computadores, para entretenimento, busca de informações ou jogos on-line.
Conforme o texto, os equipamentos serão exigidos em locais com no mínimo dez computadores. A partir de 20 computadores, o estabelecimento também terá de oferecer piso especial para locomoção de deficientes visuais. "Infelizmente, a inclusão digital não está sendo feita de forma justa e verdadeiramente inclusiva, porque as lan houses não possuem computadores adaptados aos deficientes visuais", ressalta Prado.
A proposta dá prazo de 120 dias, após a publicação da lei, para que os estabelecimentos estejam adaptados. Os infratores estarão sujeitos às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) – por exemplo, multa, suspensão temporária ou interdição do local -, além de eventuais sanções do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90).

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

segunda-feira, junho 27, 2011

Para deficientes, trabalhar em casa é "meia inclusão"

Muitas empresas oferecem esse opção para não terem que se adaptar fisicamente

Pode ser o sonho de muita gente trabalhar em casa, com uma roupa confortável, perto da geladeira, longe do transporte público e do trânsito caótico das grandes cidades. Para as pessoas com deficiência, no entanto, esta é uma forma das empresas driblarem a lei de cotas e promoverem uma "meia inclusão". "A alternativa do trabalho no próprio domicílio deveria ser apenas para pessoas que realmente não têm condições de locomoção, mas que ainda podem ser produtivas", defende o deficiente visual Robson Batista Pereira.
Aos 32 anos, Pereira está se formando no curso de direito e ainda não conseguiu colocação no mercado de trabalho na área. "Hoje minha especialidade é call center", diz. Segundo ele, diversas empresas já ofereceram a instalação de computador e telefone em sua casa, de forma que não precisaria mais se locomover até o escritório. "Eu não aceitei porque gosto de ir para a rua, enfrentar as dificuldades, conhecer pessoas e poder pedir ajuda ao meu gestor."
Para Paula dos Santos, 43 anos, que sofre de esclerose múltipla, a interação com outras pessoas é fundamental para a verdadeira inclusão, tantos para os deficientes quanto para não deficientes. "As empresas que nos deixam em casa não estão pensando em facilitar a nossa vida exatamente. Acho que estão pensando em não ter de oferecer um ambiente acessível, nem ter de fazer os demais funcionários lidarem com a gente, olhar pra gente."
Afastada há 18 anos do mercado de trabalho, Paula faz um curso de formação no Instituto Pró Cidadania, já contratada por uma empresa, e está animada em voltar a conhecer pessoas. "Esse contato social tem sido rico para mim. Poder ver o mundo para além da minha doença", diz. O contato com os colegas de trabalho e superiores, na opinião de André Pacheco, 36 anos, também é um valioso estimula para as pessoas continuarem crescendo profissionalmente.
"Sei de muita gente que aceitou trabalhar em casa e acabou se sentindo desmotivado, algumas entraram em depressão," diz ele, que também foi diagnosticado com esclerose múltipla. Apesar das pessoas com deficiência terem uma visão negativa do trabalho em casa, também se sentem coagidas a aceitá-los.
"Como é difícil conseguir emprego, quando nos oferecem o home office é difícil negar. Você não quer passar por vagabundo. Mas a verdade é que a gente quer mesmo é trabalhar na empresa", explica Eduardo Jesus Alves, 33 anos, que perdeu uma perna em acidente de moto. Antônio Rodrigues Lins, 39 anos, resume o sentimento dos demais: "a gente quer ter a oportunidade de ver o mundo de uma forma diferente, para além do espaço da casa."

sexta-feira, junho 24, 2011

Fortaleza sedia torneio de tenis para cadeirantes

Começou nesta quinta-feira (23) e vai até domingo (26), o Torneio Internacional de Tênis Cadeirantes, em Fortaleza. A competição vale pontos no ranking mundial e também classificação para o para pan de Guadalajara e Paraolimpíada de Londres. Mas com a superação desses atletas, todos são campeões.

segunda-feira, junho 20, 2011

DIFICULDADES DO DIA A DIA

Olá a todos me chamo Leonardo e sou cadeirante a quase 4 anos
e hoje sinto na pele as dificuldades de locais não adaptado vou compartilhar uma pequena e ruim experiencia que tive ha alguns dias...
Eu sou um usuário frequente de transporte coletivo aqui em Fortaleza e sei o quanto é difícil e chato ficar tanto tempo esperando um ônibus e o pior de tudo é que quando vem, os motoristas ainda não param.
Mas por incrível que pareça tem algo mais chato,que é quando o ônibus vem e o motorista não sabe manusear o elevador ou quando o ônibus estar circulando com o elevador com defeito  e  vc não tem como reclamar.
Agora falarei o que aconteceu comigo, certa vez, aconteceu comigo as coisas que foram citadas acima, e decidi ir até a administração do terminal do Siqueira aqui em Fortaleza e eu fiquei muito surpreso quando eu vi que o terminal só tem uma rampa de acesso bem perto da administração porém pra se chegar até essa rampa temos muitos outros obstáculos e infelizmente não tem nenhuma outra rampa fiquei um bom tempo esperando que uma pessoa saísse da sala e fosse até onde eu estava pra que eu pudesse fazer a reclamação.
Daí eu pergunto: Onde está o direito de ir e vir do cidadão brasileiro?
Um terminal de ônibus de uma cidade tao grande como fortaleza
não dar tal liberdade as pessoas com deficiência?




Eu faço um apelo a todos, quando verem essas irregularidades, denunciem pois acredito que quando todos estiverem lutando pelo mesmo objetivo "talvez" consigamos fazer com que as coisas aconteçam da forma que tem que ser.

sexta-feira, junho 17, 2011

EX-BBB SUPERA SEUS LIMITES EM PARACANOAGEM, E AGORA QUER MOTOCROSS

Fernando FernandesDono dos títulos brasileiro, sul-americano e mundial em paracanoagem, atleta pretende se superar praticando também motocross
Depois de sofrer um acidente de carro em 2009, que causou uma lesão na medula e o deixou paraplégico, o ex-BBB Fernando Fernandes descobriu um talento no esporte e se tornou campeão mundial de paracanoagem. Sem pensar em abandonar os remos, o atleta, apesar da deficiência, agora já pensa em participar de outras modalidades mais radicais, como o motocross.
- Antes do acidente, andar de moto era algo que eu já fazia. Agora um amigo inventou uma moto (adaptada) e eu já estou treinando – revelou.
O Zona de Impacto foi até São Bernardo do Campo, a 40 minutos de São Paulo, para acompanhar um dia de treino de Fernando, que começa bem cedo. Após um leve aquecimento, o canoísta se concentra para evitar lesões ao entrar no caiaque.
- Meu glúteo é minha sola do pé. Fico sentado o tempo inteiro. Então qualquer machucado nesse momento de transição, acabou. São de dois a três meses parado. É o momento mais tenso – disse à apresentadora Roberta Garcia.

Uma vez na água, Fernando explica que a grande diferença entre ele e um atleta sem limitações é que as pernas ajudam o caiaque se movimentar. Sem os movimentos da cintura para baixo, o ex-participante do Big Brother Brasil precisa utilizar toda a força dos braços para compensar a falta que as pernas fazem.
- Para eu estar bem firme em cima do caiaque, tenho que deixar minha perna em hiperextensão. Então o que eu faço: eu sento aqui e encaixo a minha perna para que o caiaque faça realmente parte do meu corpo. Como eu não tenho a musculatura da perna, ficando em hiperextensão eu consigo controlar, projetar força – explicou.
A história de superação de Fernando contagiou futuros paratletas, como Cleuton Nunes e Luiz Carlos da Silva. Os dois estão empenhados nos treinamentos e, para eles, a canoagem se tornou uma forma de se tornar independente.
- Experimentei basquete, experimentei o rúgbi, mas não me vi com liberdade. Como sou ex-atleta, não me via com a liberdade que eu vi na canoagem – disse Cleuton.

quarta-feira, junho 15, 2011

Descaso e desrespeito!

Eduardo Albuquerque

DESCASO E DESRESPEITO!

Quem acha que a vida é difícil e costuma reclamar de tudo, não conhece a história de Eduardo Albuquerque, 37 anos, ambulante e, principalmente, cadeirante. Não sabe o que é sacrifício. Nem faz ideia das dificuldades enfrentadas para executar coisas simples do dia a dia, como pegar ônibus. Não por causa dos problemas comuns ao transporte de massa, como coletivos que demoram ou andam superlotados. Os obstáculos de Eduardo começam muito antes.
A luta do cadeirante, contada a seguir, não é apenas dele. Representa a história de pelo menos 600 pessoas. Gente que tem acesso gratuito aos ônibus da Região Metropolitana do Recife por causa da deficiência motora. Gente que precisa da cadeira de rodas para se locomover. E o curioso é que, o que no passado era o principal obstáculo, a falta do elevador nos ônibus, agora está minimizado. Existem 1.027 coletivos com o equipamento. Mas é muito comum os elevadores apresentarem defeitos, o que prejudica os cadeirantes e, principalmente, irrita os passageiros.
Esse é um dos principais obstáculos aos cadeirantes. Eles se sentem intimidados pela falta de compreensão de alguns usuários. Outras pessoas no lugar de Eduardo Albuquerque desistiriam de sair de casa. Ou iriam à rua somente nas situações de extrema necessidade. Mas Eduardo não desiste. Começou abordando a reportagem do JC na rua para relatar o drama que vive diariamente. Convenceu a equipe a fazer a matéria e constatar as limitações que enfrenta todos os dias. Depois de acompanhá-lo, a vontade, realmente, é de desistir.
Eduardo tem aposentadoria, mas precisa trabalhar diariamente no cruzamento da Rua Joaquim Nabuco com a Avenida Agamenon Magalhães, área central do Recife. É conhecido de muita gente. A cadeira de rodas é um fiteiro ambulante. Vende pipoca, balas, chicletes, canetas. Um guarda-chuva preto o protege da chuva e do sol. Mas para chegar lá todos os dias, pena bastante. Sai de casa, na Cidade Tabajara, Olinda, pouco antes das 5h para conseguir estar no trabalho às 6h30. Pega dois ônibus para ir e outros dois para voltar. Não paga passagem, é verdade. Mas paga caro para conseguir se deslocar, para ver seus direitos respeitados.
Não tem sequer um espaço para andar. Precisa circular pela Avenida Agamenon Magalhães, pulmão viário da capital, por onde trafegam 60 mil veículos dirigidos por motoristas sempre apressados. Arrisca-se pelo canto das ruas, no sentido contrário do tráfego, para chegar à parada de ônibus. Não pode usar a estação mais próxima do seu ponto de trabalho. Não serve por ser inclinada e não ter acesso para a cadeira. Precisa ir até a parada seguinte, no Derby, uma das poucas que têm algo parecido com uma rampa. No trajeto, depende da boa vontade dos motoristas em parar para ele, abrirem passagem. Eduardo corre riscos diários, frequentes. A qualquer momento pode ser atropelado.
Chegar à parada também não é garantia de nada. As estações são estreitas e estão sempre cheias de gente e ambulantes. Carroças ocupam o acesso, não deixam espaço. O jeito é ir pedindo, pedindo. “O pior de tudo é ver que tem gente que não entende. Fica irritada porque preciso passar. Se não ficar pelo menos no meio da parada, perco o ônibus porque o motorista não me vê”, explica Eduardo, paciente e sempre com voz calma. Depois de posicionado, a expectativa é transferida para a chegada do coletivo.
Muitas vezes, ele passa lotado e a operação do elevador é complicada. “É muito comum o equipamento estar com problemas. Outras vezes, a falta de manutenção faz com que ele quebre na hora da operação. É o pior de tudo. Eu prefiro que nem pare, porque os passageiros ficam muito irritados. Em vez de culpar as empresas de ônibus pela falta de manutenção, me responsabilizam. Parece que não compreendem o que enfrentamos diariamente”, afirma. Para seguir em frente, realmente só com persistência e a força de Nossa Senhora, cuja imagem está no terço que o cadeirante hora carrega preso à cadeira de rodas, hora pendurado no pescoço.

A inclusão que exclui

Marilia do Rosário e seu filho Thiago
Marília do Rosário retirou o filho Thiago, que sofre de epilepsia, da escola após a instituição dizer que não o aceitaria mais
Não haverá sociedade inclusiva, enquanto não tivermos pessoas inclusivas” (Profª Susana Sarmiento).
No último Dia das Mães Marília Vieira do Rosário, 29 anos, não ganhou um abraço do filho Thiago, 3 anos. Também não recebeu um cartão nem se emocionou com a apresentação na festa da escolinha. Na ocasião, enquanto as outras crianças cantavam, Thiago permaneceu parado, com as mãos nos ouvidos. Desde que ele nasceu Marília convive com a síndrome de West do filho, um tipo grave de epilepsia, e está acostumada com o comportamento evasivo do garoto, que não fala. O que a frustrou, porém, não foi a reação da criança, mas a decisão da direção da escola, que, após a festa, comunicou que não aceitaria mais o menino.
“Foi muito difícil. Um mês antes, quando o aceitaram, eu disse que ele tomava os comprimidos, que não tinha mais crises e assinei um termo de responsabilidade por ele no período em que passaria na escola. Ficaram com medo de ele ser agressivo, de outros pais reclamarem, mas aceitaram quando expliquei mais sobre a síndrome. Ele poderia ficar até que eu encontrasse outra escola, mas achei melhor tirá-lo [após o comunicado] e ele está em casa.”
Do outro lado, a coordenadora pedagógica da escola, Tatiana Malinverni, explica o porquê da decisão e argumenta que os pais têm dificuldades em entender quando a escola assume não estar preparada para atender algum aluno. “Eu penso no bem do aluno. Seria fácil aceitá-lo aqui, mas ele não estaria desenvolvendo as capacidades de que precisa. Eu gostaria de ter pessoas especializadas ou o espaço necessários, mas no momento não temos e não acho correto aceitar um aluno sem garantir a ele a educação especializada que requer”, diz.
O caso de Thiago, infelizmente, não é raro. Enquanto as escolas públicas caminham para estarem cada vez mais preparadas para atender alunos com qualquer tipo de deficiência, seja física ou intelectual, nas particulares ainda há dificuldade em achar vagas de inclusão. Das dez escolas particulares procuradas pela reportagem, apenas duas se mostraram abertas a receber um aluno de inclusão intelectual fictício. As outras disseram já ter um aluno de inclusão nas turmas da série em questão, o que seria o limite.
Segundo o presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná, Ademar Batista Pereira, não há uma regra que diga que cada turma das escolas particulares possa ter apenas um aluno com necessidades especiais. Mas essa é uma estratégia pedagógica tomada para não prejudicar as aulas. “Essa limitação não existe porque a escola não quer atender os alunos com necessidades especiais, mas porque ela tem de ter consciência de suas limitações e agir com responsabilidade. De que adianta um pai entrar na Justiça para que a escola aceite o filho dele na marra? Educação é parceria entre escola e família, se a inclusão acontecer à força, que tipo de parceria vai existir? Como vai ser o trabalho com esse aluno?”, afirma.
Particular ou pública?
A pedagoga e doutoranda em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Maria Silvia Bacila Winkeler lembra que perante a lei todos devem ter acesso à educação. E que, dentro da escola, o atendimento pode ser mais facilitado nas instituições públicas, que podem estar melhor equipadas. “Se formos pensar em estrutura física, a pública é melhor, pois recebe financiamentos para espaços diferenciados e salas multifuncionais, o que não existe em muitas escolas particulares”, diz. Mas nem todos estão convencidos da qualidade do atendimento prestado nas escolas públicas, como afirma a psicóloga Miriam Pan, pós-doutoranda em Psicologia na Univer­sidade de Austin, no Texas, Estados Unidos. “Se tivéssemos de fato uma escola pública de qualidade, fazendo uma inclusão de qualidade, provavelmente todos os pais de crianças com deficiências estariam lá e não precisariam bater de porta em porta implorando por vagas nas escolas particulares”, diz.
Acesso não garante qualidade
O grande problema da inclusão é justamente expandir o número de vagas, sem se preocupar com a qualidade do ensino e do atendimento, segundo a psicóloga Miriam Pan, pós-doutoranda em Psicologia na Universidade de Austin, no Texas, Estados Unidos. “Colocamos todos pra dentro da escola, mas para quê?”, questiona. Morando nos Estados Unidos, onde pesquisa a inclusão para seu pós-doutorado, Miriam comenta que o Brasil é um país que tem uma política de inclusão bastante recente e que precisa amadurecer. “Em países como os europeus ou os Estados Unidos a inclusão tem o mesmo discurso, mas é feita com base no fortalecimento da estrutura da educação e investimento em professores e recursos humanos. É um direito da criança com dificuldades estar na escola e ser bem atendida. Nas salas, vai sempre haver um professor regente e um outro habilitado para trabalhar com crianças com necessidades especiais ou um especialista, e não um auxiliar como acontece aqui no Brasil”, diz. Ela também explica que aqui o acesso acontece, mas sem o tratamento que os estudantes precisam. “A inclusão chega sem que a estrutura necessária chegue junto. E não estamos falando só das rampas de acesso ou barreiras arquitetônicas, nós percebemos barreiras em termos de discriminação, preconceito e até indiferença”, diz.
Parceria
O diálogo e o trabalho em conjunto é o que pode fazer com que a inclusão realmente aconteça. E, para que funcione, nada pode ser imposto ou escondido, segundo a pedagoga Maria Silvia Bacila Winkeler. “Um professor que recebe uma criança com deficiência deve ser consultado antes, até para que possa se preparar, assim como os colegas também precisam ser informados para que aprendam a lidar com a situação. Sempre, se temos um novo colega, ele precisa ser apresentado. Precisamos nos conhecer e nos compreender para sabermos agir”, afirma.
Mas ela lembra que, apesar de não ser fácil achar uma instituição adequada para a criança, a luta maior começa com o filho dentro da escola. “Eles precisam olhar com cuidado se a escola do filho realmente aceita a criança e investe na educação dela. Porque,sem isso, é perda de tempo para o aluno e desgaste para a escola e para os pais”, diz. O entendimento entre as partes é fundamental para o aluno e deve ser o objetivo quando se pensa na inclusão, mesmo que ela venha depois de terem sido encontradas muitas portas fechadas.

terça-feira, junho 14, 2011

Conheça o primeiro tetraplégico a saltar de paraquedas

Um salto de paraquedas muito diferente. Luiz Sabiá levou o tetraplégico Fábio Fernandes para voar pelos céus de Cabo Frio. Pela primeira vez na história um cadeirante faz este tipo de salto.

Para isso acontecer houve toda uma preparação, principalmente em relação as pernas. Fábio teve que fazer muita musculação.
A altura do salto era de 4500 metros. A adrenalina foi muito grande e a preocupação redobrada para nada dar errado. Enquanto assistia a matéria, Fábio emocionado dizia que os profissionais que ali estavam eram maravilhosos.
Durante a reportagem um depoimento bastante emocionante. O ex-baterista da banda O Rappa Marcelo Yuka falou sobre a superação deste problema. Ele sofreu um assalto, foi baleado e ficou paraplégico.
Depois de 45 segundos no ar Fábio chega à água e é recebido pela equipe de terra. “O cara me pegou ali na água me deu um abraço, muito feliz.”
No fim o agradecimento para todos que participaram deste projeto. “Obrigado gente por realizar esse sonho, muito obrigado mesmo”.
E para quem está em casa fica o recado dele. “Nossa vida serve de instrumento para abrilhantar e ajudar outras pessoas. Não existe limite para o ser humano e se existe, nós podemos quebrar.”

segunda-feira, junho 13, 2011

Contra a Paralisia Infantil


A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite acontecerá no próximo dia 18, um sábado. A segunda etapa será no dia 13/08.

Vai ao ar a partir do próximo domingo, 12 de junho, a campanha publicitária de Vacinação Infantil, que contará com uma expressiva ação de divulgação nas mídias impressa, eletrônica e digital. Produzidas pela agência de propaganda Agnelo Pacheco, as peças têm o objetivo de estimular a imunização de 15 milhões de crianças menores de cinco anos.
O protagonista da campanha será o famoso Zé Gotinha, que, após um período como coadjuvante das campanhas, voltou à cena nos últimos anos como símbolo da vacinação infantil.
“Nós resgatamos a força e o carisma do Zé Gotinha. A diferença agora é que ele se modernizou, deixando de ser um personagem formado apenas por traços. Ele ganhou volume, e passou a ter três dimensões. É um personagem superquerido”, destaca o diretor da Agnelo Pacheco em Brasília, Gui Pacheco.
Os filmes são uma continuação da campanha do ano passado, quando um boneco do Zé Gotinha ganhava vida para lembrar os pais de uma garotinha, sua dona, sobre a necessidade de vacinar as crianças contra a paralisia infantil. Os novos filmes usam o mesmo argumento, e têm como inspiração o longa-metragem de animação “Toy Story”. Neles, Zé Gotinha deixa a prateleira de brinquedos para conduzir sua família até o posto de vacinação.
“Nosso público-alvo é, na verdade, os pais das crianças, que são os responsáveis por levá-las ao posto de vacinação”, pontua Gui Pacheco.
A campanha contará ainda com peças para o rádio, mídia exterior e Internet. De acordo com o publicitário, a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é a manutenção do índice atual de imunização, de 95% de crianças nesta faixa etária vacinadas contra a pólio.

Fique atento

A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite acontecerá no próximo dia 18, um sábado, e será conduzida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A segunda etapa será no dia 13 de agosto, também um sábado. Nesta data, os pais ou responsáveis devem levar as crianças novamente aos postos de vacinação para que recebam mais duas gotinhas contra a pólio. Os pais devem lembrar sempre delevar a carterinha de vacinação de seus filhos aos postos da Campanha para oregistro da imunização.
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada e transmitida por um vírus (o poliovírus) e a infecção se dá principalmente por via oral.

Depois de cirurgia pioneira, menina que tinha paralisia cerebral realiza sonho de dançar.

Sophie Nugent

Sophie Nugent, 6, sempre quis dançar, mas os efeitos colaterais de uma paralisia cerebral impedia a menina de realizar o seu sonho. A doença foi diagnosticada quando ela tinha 18 meses e, durante os 5 primeiros anos de vida, a garota não pode andar. A historia mudou quando, no ano passado, Sophie sofreu uma cirurgia pioneira nos Estados Unidos. Quatro dias depois do complexo procedimento na coluna vertebral, a menina deu os primeiros passos e já ganhou uma bolsa de estudos para estudar jazz em um estúdio.
“Quando ela foi diagnosticada, cheguei a pensar que jamais a veria andar, muito menos dançar”, afirmou Debra, mãe da garota, ao jornal Daily Mail. A mulher ainda contou que o dia de comprar o primeiro collant de Sophie foi um dos momentos mais felizes de sua vida. “Eu nunca tinha visto ela sorrir com tanta vontade. Ela também não queria mais tirar a malha”, explicou.
Na época da descoberta da doença, os médicos disseram aos pais da menina que ela jamais andaria sozinha – somente com o apoio de andador ou em uma cadeira de rodas. Isso porque a paralisia teve como conseqüência um distúrbio que causa alteração na contração e relaxamento de músculos dos pés (espasticidade muscular). Resignados com o diagnóstico, os pais recuperaram a esperança de ver a filha andar depois de ouvir falar de um procedimento novo realizado no hospital infantil St Louis, localizado nos Estados Unidos. A cirurgia teria que ser complementada com sessões de fisioterapia por muitos anos.
O médico que operou Sophie, Dr.T S Park, é o único do mundo capaz de realizar a cirurgia – que ainda não está disponível na rede pública de saúde. Para pagar o procedimento, de 40 mil libras (cerca de R$ 104 mil), os pais da garota fizeram um empréstimo bancário. A comunidade onde a família vive também ajudou a levantar fundos. Segundo o Dr.T S Park, cerca de 2 mil crianças já passaram pela cirurgia. O especialista tem sido procurado por colegas do mundo inteiro para falar sobre sua técnica, que consiste em cortar os nervos para dar de novo a mobilidade correta à área afetada pela espasticidade muscular.
Debra explicou ao jornal britânico que teve apenas seis meses para levantar o dinheiro, já que o procedimento precisaria ser feito nas férias de verão. “Sophie acabou se tornando uma espécie de celebridade na região em que vivemos. Todos foram muito generosos conosco”, afirmou. A primeira coisa que a menina teria dito assim que soube da cirurgia foi: “Vou dançar”. E, de fato, conseguiu.
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