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segunda-feira, junho 20, 2011

DIFICULDADES DO DIA A DIA

Olá a todos me chamo Leonardo e sou cadeirante a quase 4 anos
e hoje sinto na pele as dificuldades de locais não adaptado vou compartilhar uma pequena e ruim experiencia que tive ha alguns dias...
Eu sou um usuário frequente de transporte coletivo aqui em Fortaleza e sei o quanto é difícil e chato ficar tanto tempo esperando um ônibus e o pior de tudo é que quando vem, os motoristas ainda não param.
Mas por incrível que pareça tem algo mais chato,que é quando o ônibus vem e o motorista não sabe manusear o elevador ou quando o ônibus estar circulando com o elevador com defeito  e  vc não tem como reclamar.
Agora falarei o que aconteceu comigo, certa vez, aconteceu comigo as coisas que foram citadas acima, e decidi ir até a administração do terminal do Siqueira aqui em Fortaleza e eu fiquei muito surpreso quando eu vi que o terminal só tem uma rampa de acesso bem perto da administração porém pra se chegar até essa rampa temos muitos outros obstáculos e infelizmente não tem nenhuma outra rampa fiquei um bom tempo esperando que uma pessoa saísse da sala e fosse até onde eu estava pra que eu pudesse fazer a reclamação.
Daí eu pergunto: Onde está o direito de ir e vir do cidadão brasileiro?
Um terminal de ônibus de uma cidade tao grande como fortaleza
não dar tal liberdade as pessoas com deficiência?




Eu faço um apelo a todos, quando verem essas irregularidades, denunciem pois acredito que quando todos estiverem lutando pelo mesmo objetivo "talvez" consigamos fazer com que as coisas aconteçam da forma que tem que ser.

quarta-feira, junho 15, 2011

Descaso e desrespeito!

Eduardo Albuquerque

DESCASO E DESRESPEITO!

Quem acha que a vida é difícil e costuma reclamar de tudo, não conhece a história de Eduardo Albuquerque, 37 anos, ambulante e, principalmente, cadeirante. Não sabe o que é sacrifício. Nem faz ideia das dificuldades enfrentadas para executar coisas simples do dia a dia, como pegar ônibus. Não por causa dos problemas comuns ao transporte de massa, como coletivos que demoram ou andam superlotados. Os obstáculos de Eduardo começam muito antes.
A luta do cadeirante, contada a seguir, não é apenas dele. Representa a história de pelo menos 600 pessoas. Gente que tem acesso gratuito aos ônibus da Região Metropolitana do Recife por causa da deficiência motora. Gente que precisa da cadeira de rodas para se locomover. E o curioso é que, o que no passado era o principal obstáculo, a falta do elevador nos ônibus, agora está minimizado. Existem 1.027 coletivos com o equipamento. Mas é muito comum os elevadores apresentarem defeitos, o que prejudica os cadeirantes e, principalmente, irrita os passageiros.
Esse é um dos principais obstáculos aos cadeirantes. Eles se sentem intimidados pela falta de compreensão de alguns usuários. Outras pessoas no lugar de Eduardo Albuquerque desistiriam de sair de casa. Ou iriam à rua somente nas situações de extrema necessidade. Mas Eduardo não desiste. Começou abordando a reportagem do JC na rua para relatar o drama que vive diariamente. Convenceu a equipe a fazer a matéria e constatar as limitações que enfrenta todos os dias. Depois de acompanhá-lo, a vontade, realmente, é de desistir.
Eduardo tem aposentadoria, mas precisa trabalhar diariamente no cruzamento da Rua Joaquim Nabuco com a Avenida Agamenon Magalhães, área central do Recife. É conhecido de muita gente. A cadeira de rodas é um fiteiro ambulante. Vende pipoca, balas, chicletes, canetas. Um guarda-chuva preto o protege da chuva e do sol. Mas para chegar lá todos os dias, pena bastante. Sai de casa, na Cidade Tabajara, Olinda, pouco antes das 5h para conseguir estar no trabalho às 6h30. Pega dois ônibus para ir e outros dois para voltar. Não paga passagem, é verdade. Mas paga caro para conseguir se deslocar, para ver seus direitos respeitados.
Não tem sequer um espaço para andar. Precisa circular pela Avenida Agamenon Magalhães, pulmão viário da capital, por onde trafegam 60 mil veículos dirigidos por motoristas sempre apressados. Arrisca-se pelo canto das ruas, no sentido contrário do tráfego, para chegar à parada de ônibus. Não pode usar a estação mais próxima do seu ponto de trabalho. Não serve por ser inclinada e não ter acesso para a cadeira. Precisa ir até a parada seguinte, no Derby, uma das poucas que têm algo parecido com uma rampa. No trajeto, depende da boa vontade dos motoristas em parar para ele, abrirem passagem. Eduardo corre riscos diários, frequentes. A qualquer momento pode ser atropelado.
Chegar à parada também não é garantia de nada. As estações são estreitas e estão sempre cheias de gente e ambulantes. Carroças ocupam o acesso, não deixam espaço. O jeito é ir pedindo, pedindo. “O pior de tudo é ver que tem gente que não entende. Fica irritada porque preciso passar. Se não ficar pelo menos no meio da parada, perco o ônibus porque o motorista não me vê”, explica Eduardo, paciente e sempre com voz calma. Depois de posicionado, a expectativa é transferida para a chegada do coletivo.
Muitas vezes, ele passa lotado e a operação do elevador é complicada. “É muito comum o equipamento estar com problemas. Outras vezes, a falta de manutenção faz com que ele quebre na hora da operação. É o pior de tudo. Eu prefiro que nem pare, porque os passageiros ficam muito irritados. Em vez de culpar as empresas de ônibus pela falta de manutenção, me responsabilizam. Parece que não compreendem o que enfrentamos diariamente”, afirma. Para seguir em frente, realmente só com persistência e a força de Nossa Senhora, cuja imagem está no terço que o cadeirante hora carrega preso à cadeira de rodas, hora pendurado no pescoço.

segunda-feira, junho 06, 2011

Sistema de TV Japonesa NHK traduz automaticamente legendas em linguagem de sinais


Linguagem de Sinais na Rede NHK
Na semana passada, pudemos conferir uma melhoria na acessibilidade de comunicações proporcionada pela tecnologia japonesa para traduções em tempo real em conversas. Agora, os laboratórios de pesquisa da rede de televisão NHK, a maior do Japão, ajudam os deficientes auditivos com uma nova ferramenta que traduz o que está sendo dito na linguagem dos sinais com animações computadorizadas.
Linguagem de Sinais na Rede NHK
“Geralmente, legendas são suficientes para pessoas que entendem japonês e perderam a audição em algum momento, mas pessoas que nasceram surdas aprendem a linguagem dos sinais primeiro”, afirma Naoto Kato, engenheiro-chefe de pesquisas dos Laboratórios de Pesquisa em Ciência & Tecnologia da NHK. Segundo o executivo, essas pessoas acabam estudando o kanji (caracteres japoneses) naturalmente após isso, mas acham o sistema de sinais mais fácil de entender do que legendas comuns.
Revelada durante a Technology Open House 2011, o sistema da rede de televisão converte a legenda em gestos com um personagem em computação gráfica, substituindo expressões por sinônimos apropriados. Naturalmente, há alguma perda na eficácia da tradução, que ainda não se encontram fluentes, forçando os pesquisadores a ajustar manualmente os sinais. Além disso, as animações não são tão naturais, já que as expressões faciais contam bastante na hora da comunicação por sinais. Ainda assim, é uma boa oportunidade de inclusão que poderá ser, quem sabe, copiada em outros lugares do mundo, incluindo o Brasil.
O sistema visa prioritariamente ser utilizado durante emergências ou desastres naturais, podendo ajudar no alerta para pessoas com problemas auditivos.

segunda-feira, maio 02, 2011

ESTADIOS PARA 2014 NÃO ADAPTADOS PARA DEFICIENTES...

A acessibilidade nos estádios que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014 norteou os debates da reunião do GT Inclusão de Pessoas com Deficiência, da Procuradoria Geral da Repúlica. O conselheiro federal Kleber dos Santos participou da reunião como convidado. Na ocasião, ele informou aos presentes sobre as audiências públicas “Confea/Crea em Campo”, que estão sendo realizadas nas  cidades-sede da Copa, e que  são precedidas por ações de fiscalização preventiva e integrada, nas quais é observado o cumprimento da legislação brasileira no tocante à acessibilidade. Os membros do GT manifestaram interesse em participar das próximas audiências.
O debate central na reunião foi sobre os projetos dos estádios e o atendimento ao Decreto nº 5296/2004, que regulamenta a legislação sobre prioridade ao atendimento às pessoas com deficiência e sobre normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. A maioria dos presentes é da posição de que os projetos dos estádios têm de cumprir o decreto, enquanto que os representantes do COL – Comitê Organizados da Copa do Mundo de 2014 – alegam que a adaptação dos projetos ao decreto pode causar transtornos como aumento dos custos e não atendimento dos prazos. A proposta do COL é de colocar assentos especiais nos pavimentos inferiores e térreos.
O representante do Ministério do Esporte, Luciano Portilho Mattos, informou que posição do Ministério é que se cumpra a legislação, uma vez que, inclusive, há artigos específicos sobre acessibilidade no Estatuto do Torcedor. Segundo ele, a aprovação dos projetos dos estádios sem que cumpram o disposto no decreto significa uma “afronta”. O artigo 23 do decreto estabelece que pelo menos dois por cento da lotação de estabelecimentos como teatros, cinemas, auditórios e, inclusive, estádios e ginásios de esportes, devem ser destinados a pessoas com cadeiras de rodas e distribuídos pelo recinto em locais diversos, de boa visibilidade, próximos a corredores sinalizados.
A coordenadora-geral de Acessibilidade da Subsecretaria Nacional da Pessoa com Deficiência (SNDP) (vinculada à Secretaria de Direitos Humanos), Ângela Carneiro da Cunha, citou que o Fórum da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) discutiu e entendeu que o percentual de dois por cento para pessoas em cadeiras de rodas previsto no decreto pode ser compreendido como um por cento para o cadeirante e um por cento para o acompanhante. Ela destacou que a posição da Secretaria é também para o atendimento e serviços de apoio para pessoas com outros tipos de deficiência, não exclusivamente referente à mobilidade.
Já o presidente do Conade – Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência -, Moisés Bauer Luiz, destacou sua discordância com a proposta de interpretação normativa da ABNT. Na visão dele, o decreto é claro em atribuir os dois por cento para pessoas em cadeira de rodas. Para ele, a única alternativa seria reformular o decreto diminuindo esse percentual no caso de estádios de futebol. O presidente do Conade disse acreditar que o Conselho não vetaria um percentual menor na legislação, desde que a acessibilidade plena fosse respeitada.
O decreto estabelece: “Art. 23.  Os teatros, cinemas, auditórios, estádios, ginásios de esporte, casas de espetáculos, salas de conferências e similares reservarão, pelo menos, dois por cento da lotação do estabelecimento para pessoas em cadeira de rodas, distribuídos pelo recinto em locais diversos, de boa visibilidade, próximos aos corredores, devidamente sinalizados, evitando-se áreas segregadas de público e a obstrução das saídas, em conformidade com as normas técnicas de acessibilidade da ABNT.”
Os representantes COL, no entanto, argumentam que a implantação da acessibilidade é complexa. Fábio Carvalho e Thiago Pelakauskas consideram o índice de dois por cento muito elevado. Eles ressaltaram a inviabilidade da adaptação dos projetos ao que estabelece o decreto, o que aumentaria os custos das obras em andamento e alteração nas licitações. Também destacaram a necessidade de se adaptar os meios de transporte que servem os estádios com os mesmos percentuais estabelecidos.  Presente à reunião, a gerente de Projetos do Ministério das Cidades, Magda Hennes, informou que o Pró-Transporte (programa de financiamento com recurso do FGTS) contempla acessibilidade. Além disso, ela disse que, projetos de infraestrutura viária devem estar de acordo com o Decreto nº 5296/2004 e com normas da ABNT.
O GT aguarda uma manifestação oficial do Conade, que balizará o posicionamento do Ministério Público Federal (MPF), e solicita ao COL que seja estudada a inclusão dos dois por cento de assentos para cadeirantes nos projetos dos estádios.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Espaços pulblicos


O maior obstáculo que um cadeirante enfrenta ao tentar levar uma vida "normal", na minha opinião, é sair sozinho na rua e chegar sem ajuda ao destino. Por mais perto de casa que seja, na grande maioria das vezes encontramos os mais diversos obstáculos, desde degraus na calçada a inclinações perigosas.
Mas nem tudo está perdido, a cada dia saem leis que exigem dos estabelecimentos acessos adaptados e as prefeituras trabalham (depois de muita reclamação) para tornar as ruas "viáveis" aos que tem limitações de locomoção. O pior mesmo é quando, apesar de haver acessos, as pessoas 'normais' estacionam seus veículos em frente às rampas e acessos, ou ainda ocupam as calçadas com os mais diversos obstáculos. Neste sentido me impressionou o Projeto PróRampas, desenvolvido pelo Instituto UniGente e pela empresa Via Urbana, com o aval do Governo da Paraíba. O projeto é tão bem bolado que conta com sinalização aérea e um poste com placas indicativas e para uso de propagandas de empresas (foto acima). Parte do dinheiro arrecadado com este serviço é destinado às associações de portadores de deficiência.
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