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terça-feira, setembro 06, 2011

Através do tênis, jovem iraquiana supera amputação e perda da família.

SUPERAÇÃO

Zainab Khadim Alwan perdeu as pernas, após um míssil cair sobre a sua casa durante a guerra. Hoje, em cadeira de rodas, ela é bicampeã nacional

Ser uma menina de 15 anos não é fácil. Viver em um país em guerra, também não. Mas, através do esporte, uma adolescente iraquiana venceu todas as adversidades e deu um novo significado para a palavra superação.

- Eu estava em casa com minha família no dia 27 de dezembro, três dias antes do Festival Eid Adha, quando ouvi mísseis sendo disparados na vizinhança de Shhuhadaa, em frente a nossa casa. Fomos ver o que tinha acontecido quando um míssil caiu no meio da nossa casa. Corremos para a porta, mas antes de alcançá-la outro míssil nos atingiu – conta Zainab Khadim Alwan.

Com apenas 15 anos, a menina perdeu a irmã, a cunhada e as duas pernas quando um míssil atingiu a casa onde morava durante a guerra do Iraque. Muito abalada, a jovem desistiu da escola e quase abdicou da própria vida.

- Eu queria fechar meus olhos e morrer para sair daquela vida miserável. É muito duro para um garota de repente perceber que falta parte de seu corpo. Eu sentia que minha vida estava destruída – relembra.

Mas, através do esporte, ela encontrou forças para seguir em frente. Tentou várias opções e se apaixonou pelo tênis. Hoje, ela é a única mulher na seleção iraquiana de tênis em cadeira de rodas e bicampeã nacional, tendo vencido os campeonatos na categoria individual em 2008 e 2009.

- Depois de 3 meses, pensei em me envolver com algum esporte. Me ofereceram a chance de tentar praticar esgrima, basquete e tênis. Depois de conversar com os treinadores eu decidi escolher o tênis, me apaixonei à primeira vista. Era bem difícil no início. Era difícil aceitar a deficiência e sentar numa cadeira de rodas, mas agora consegui alcançar meu sonho – comemora.

quinta-feira, agosto 11, 2011

Homem com apenas metade do corpo

Peng Shuilin
Esta é a história incrível de Peng Shuilin, um empresário chinês que foi atropelado por um caminhão e conseguiu sobreviver. Agora vive sem pernas, sem órgãos genitais e sem parte do quadril. “O meu segredo é a alegria”, afirmou este exemplo de força de vontade e alegria de viver.
Peng Shuilin tem exatamente 78 cm de altura. Ele nasceu na província de Hunan, na China. Em 1995, em Shenzhen, um caminhão o atropelou e dividiu seu corpo ao meio. Não havia como recuperar a parte inferior do seu corpo.
Cirurgiões costuraram seu torso. O processo de recuperação incluiu a retirada de pele da parte superior do corpo do chinês para manter o funcionamento normal de órgãos vitais afetados durante a amputação.
Peng Shuilin
Peng Shuilin, 37, passou quase dois anos no hospital em Shenzhen, no sul da China, passando por uma série de operações. Esse tempo foi necessário para que a pele se fortalecesse o suficiente para poder conter os órgãos dentro do corpo.
Peng continuou exercitando seus braços, lavando o rosto, escovando os dentes…
Ele sobreviveu contra todas as probabilidades. Os médicos de Peng Shulin estão surpresos porque ele aprendeu a andar novamente depois de uma década.
Peng Shuilin
Considerando a situação de Peng, os médicos na China Reabilitação e Centro de Investigação em Pequim conceberam uma forma engenhosa para que Peng pudesse caminhar por conta própria. Criaram um corset para manter seu corpo, com as duas pernas biônicas. Os médicos usaram seus conhecimentos técnicos e tudo foi feito cuidadosamente.
Peng Shuilin
Peng foi andando pelos corredores do Centro de Reabilitação de Pequim com o auxílio de suas pernas especialmente adaptadas e um andador re-sized.
“Oh é tão satisfatório “andar” novamente depois de 10 anos com a metade de um corpo!” diz Peng.
Peng Shuilin abriu o seu próprio negócio, um supermercado cujo nome faz referência à sua própria história: Half Man Half-Store Price (“meio homem, metade do preço”, em tradução livre).   Aos 37 anos de idade tornou-se um empresário e é um exemplo para outros amputados. Com pouca altura, ele se movimenta em uma cadeira de rodas dando palestras sobre sua recuperação da incapacidade. Sua atitude é incrível, ele não reclama.
Peng Shuilin
O diretor do hospital Bujie (onde se encontra Peng), Lin Liu, declarou aos meios de comunicação que Shuilin “estava bem cuidado, mas o seu segredo é a alegria, nunca está deprimido”.“Acabamos de lhe fazer um exame geral e está melhor que a maioria dos homens da sua idade. É impressionante porque é a única pessoa no mundo que sobreviveu com tal “quantidade” do corpo amputado”, concluiu o médico.
Na vida reclamamos de tudo, a maior parte do tempo estamos insatisfeitos reclamando do que não temos. Agora que você conheceu um homem que sobreviveu com a metade do corpo e reconheceu que a vida é algo extraordinário, um triunfo do espírito humano para superar a adversidade extrema, quando quiser reclamar de algo banal, não reclame. Lembre-se Peng Shulin!
Peng Shuilin

sexta-feira, agosto 05, 2011

Dupla brasileira garante vaga para Londres 2012 após desempenho em Mundial de Vela Adaptada

O Campeonato Mundial de Vela Adaptada, em Weymouth (Inglaterra), entrou para a história do esporte paraolímpico brasileiro. A competição reuniu os melhores velejadores com deficiência do mundo, entre os dias 30 de junho e 8 de julho. Na classe Skud 18 (tetraplégicos), a dupla verde-amarela garantiu a inédita classificação paraolímpica.

Há dois anos na vela adaptada, a estreante Elaine Cunha, 29 anos, é a primeira mulher a integrar a seleção brasileira. Ao lado do timoneiro Bruno Neves, 25, a atleta velejou pela primeira vez no barco Skud 18. A dupla treina pelo Projeto Superação, no Clube Asbac, na represa de Guarapiranga, em São Paulo.

A conquista de uma das cinco vagas para Londres 2012 disponíveis no Mundial foi comemorada pelo presidente da Confederação Brasileira de Vela Adaptada, Walcles Alencar Osório: "Essa vitória é muito importante para a vela adaptada brasileira. Primeiro porque foi a primeira mulher a competir pelo Brasil e segundo por ser numa classe que ainda não tínhamos competido."

Elaine diz que a experiência na Inglaterra foi diferente, pois a dupla treinava num barco muito simples e numa represa sem correnteza e com vento fraco. "A conquista é uma surpresa para todos nós, principalmente por sermos estreantes e não termos experiência com o barco. Eu e o Bruno nos apaixonamos pela categoria e estamos animados. O Skud 18 nos permitiu um desempenho melhor por ter uma aerodinâmica boa, mais potente, com velas melhores", disse, entusiasmada.

Emoção

Elaine conheceu o esporte adaptado na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), há quatro anos, quando sofreu um acidente de carro. "Aprendi a nadar na associação e lá me apresentaram ao remo adaptado. Fiz um ano e depois conheci minha fisioterapeuta, que também é classificadora funcional. Ela me falou sobre a vela e eu me interessei. Isso aconteceu há dois anos e não esperava que em tão pouco tempo estaria representando o Brasil numa competição tão importante e participando de uma paraolimpíada. Foi muito emocionante", contou Elaine.

Bruno Neves compartilha a alegria de Elaine. Ele começou a treinar há dois anos e está bastante animado com a vitória. "Agora vamos trabalhar para conseguir treinar com o mesmo barco aqui no Brasil. O Mundial foi uma experiência maravilhosa e um desafio enorme. Pegamos vento de 26 nós. Alguns barcos não conseguiram sair, e nós completamos as duas regatas", afirmou o velejador.
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