sexta-feira, agosto 19, 2011

Passeata abre neste domingo a semana da valorização da Pessoa com Deficiência


Neste domingo (21), acontece em Porto Alegre a segunda edição da Passeata Movimento SuperAção. É a ação mais conhecida da ONGMovimento SuperAção  e abre oficialmente a Semana da Valorização da Pessoa com Deficiência, que ocorre de 20 a 26 de agosto, promovida pela Assembleia Legislativa (ALRS), através do Programa Assemblea Inclusiva (programação abaixo), paralelo à 17ª Semana Estadual e 14ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência.
A concentração tem início às 10h e a passeata sairá ás 11h30min do espelho d’água próximo à UFRGS (Avenida Setembrino), no Parque da Redenção. O evento reunirá pessoas com deficiência de todo o Brasil e contará com a presença do cadeirante, idealizador e presidente da associação, Billy Saga. Após a passeata, o público poderá curtir os shows do grupo Estado das Coisas, Sombrero Luminoso e a apresentação artística do Centro Inclusivo de Artes Legato. Os organizadores esperam mais de 500 pessoas na atividade. Virão cadeirantes (já confirmados) de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e de Estados do Nordeste, além de cadeirantes da Argentina e um representante da Alemanha.
O tema da passeata é uma adaptação da música Mi Casa Es Su Casa, do grupo Sombrero Luminoso, com rap de Billy Saga e trova de Neto Fagundes.
A passeata reúne pessoas com e sem deficiência física. O objetivo, além de chamar a atenção para os direitos das pessoas com deficiência, é combater o preconveito. “A nossa principal ação é essa passeata, pois só botando a cara na rua é que o preconceito pode sumir”, diz a cadeirante Juliana Carvalho, que é publicitária, blogueira e apresentadora do Programa Faça a Diferença, na TV Assembleia. “Queremos celebrar a vida e a diversidade humana e mudar a visão de que uma deficiência é sinônimo de desgraça. Sabemos que será um processo longo, um trabalho de formiguinha”, avalia. O movimento defende a consolidação dos dispositivos estipulados pela Convenção das Nações Unidas sobre os direitos das pessoas com deficiência. “A convenção define que todo tipo de deficiência é agravada pelo meio, por isso a necessidade de garantir a acessibilidade e espaços que pensam em todas as pessoas”, explica Juliana.
A primeira filial do SuperAção na região sul está articulada em Porto Alegre desde janeiro de 2010, ano em que ocorreu a primeira passeata organizada pelo movimento. O movimento está consolidado em São Paulo, Rio de Janeiro e em três cidades Argentinas há oito anos. “A nossa ONG trabalha basicamente com educação por meio da arte, com a promoção de ações culturais socioinclusivas, com o objetivo de educar para a inclusão”, diz Juliana.
Programação da Semana

O Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais da Assembleia (DRPAC) da Assembleia promoverá uma série de atividades para marcar a Semana, todas com entrada franca. A programação inclui mostra fotográfica, exposições de pinturas, fotos e poemas, espetáculos musicais, uma oficina de dança, demonstrações de esportes paraolímpicos e um desfile de moda. Além das atrações culturais, a Assembleia vai realizar palestras, seminários e projeção de fotos. A programação completa pode ser acessada no endereço eletrônico: www.al.rs.gov.br/assembleiainclusiva <blocked::http://www.al.rs.gov.br/assembleiainclusiva> .
Em “Toda nudez vai ser revelada”, a publicitária e fotógrafaKica de Castro, que possuiu uma agência de modelos para pessoas com deficiência,desde 2007, vai apresentar fotos sensuais de mulheres com paralisia cerebral, má formação congênita, amputações, nanismo e paraplégicas. A mostra ficará aberta ao público de 22 a 26 de agosto, das 8h30 às 18h30, na entrada da Assembleia (Praça Marechal Deodoro, 101). Na sexta-feira (26), Kica vai ministrar uma palestra, Ponto S – Sensualidade, no Vestíbulo Nobre do Legislativo, a partir das 18h.
Pinturas
Ao mesmo tempo, o Espaço Novos Talentos da Assembleia abriga a exposição “Pintando com a Boca”, da artista plástica Paula Arpini. Nascida de parto prematuro, ela tem deficiência psico-neuro-motora e há 23 anos pinta com a boca, utilizando guache sobre papel. Paula exibe seus trabalhos em individuais e coletivas desde 1988. No Parlamento, o público vai poder apreciar flores multicoloridas pintadas por ela, também de segunda a sexta, das 8h30 às 18h30.
Teatro
Na segunda-feira (22), às 19h, no Teatro Dante Barone da Assembleia, o Centro Inclusivo de Artes Legato vai apresentar o espetáculo “Celebridades”, dirigido por Renata Flores, que mescla música e teatro, com um elenco de 50 pessoas. O repertório inclui canções de Carmen Miranda e Elvis Presley. A Associação Legato funciona em Canoas desde agosto de 2008 e desenvolve projetos de inclusão de pessoas com deficiência por meio da arte, reunindo crianças, jovens e adultos.
Dança
Na quinta-feira (25), a partir das 9h, no Vestíbulo Nobre da Assembleia, será realizada uma oficina de dança integrada, com a professora Carla Vendramin. A atividade vai começar com aquecimento e seguir com tarefas de improvisação com e sem objetos cênicos, composição de sequências de movimento integrado, além de composições em grupo. Formada em Fisioterapia pela FEEVALE, de Novo Hamburgo (RS), Carla é mestre em Coreografia pela Middlesex University, de Londres, na Inglaterra.
Esportes
A programação de quinta-feira (25) terá, às 14h, uma demonstração de esportes paraolímpicos, na esplanada da Assembleia, nas seguintes modalidades: basquete em cadeira de rodas (primeira a ser disputada no Brasil), esgrima em cadeira de rodas, tênis de mesa adaptado e vela adaptada. A prática de esportes paraolímpicos no Brasil foi iniciada em 1958, no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP). A estreia dos atletas brasileiros em competições internacionais foi em 1972. Na última edição dos Jogos Paraolímpicos, em Pequim, na China, o Brasil conquistou 47 medalhas, incluindo 16 de ouro.
Música
Ainda na quinta-feira (25), às 18h30, no Teatro Dante Barone da Assembleia, o projeto musical Sarau no Solar vai apresentar um espetáculo do pianista cego Angelin Loro. Graduado em Piano e licenciado em Música pela UFRGS, o artista é pós-graduado em Educação Especial pela PUCRS. Ele integrou por diversas vezes, como solista, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Também atuou com a Orquestra Sinfônica de Brasília e fez recitais na Turquia.
Moda
Encerrando a programação, será realizado um desfile de moda, na sexta-feira (26), a partir das 19h, no Vestíbulo Nobre da Assembleia, será o primeiro desfile de Moda Inclusiva do RS. Modelos com e sem deficiência mostrarão roupas feitas sob medida e adaptadas para cada uma, conforme suas necessidades.
Atendimento Inclusivo
Antecipando as atividades da Semana da Valorização da Pessoa com Deficiência, o DRPAC organizou um curso de capacitação para o atendimento, com apoio da Escola do Legislativo. O coordenador da Divisão de Recepção e Informações, Rafael de Aguiar Pereira, explica que agora em agosto foi realizado o primeiro dos cinco módulos do curso, que será concluído até o final do ano, com o objetivo de qualificar os recursos humanos no atendimento dedicado a pessoas com deficiência.
No sábado (13) e na segunda-feira (15), no Palácio Farroupilha, três palestrantes da FADERS abordaram o histórico das lutas das pessoas com deficiência, a legislação pertinente e características de cada deficiência. Participaram da atividade estagiários e servidores que atuam na recepção da Assembleia, nas visitas guiadas pelo Solar dos Câmara, no espaço de inclusão digital AL.COM, na Escola do Legislativo, no cerimonial e na segurança do Parlamento e no Teatro Dante Barone, além de servidores da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Deficientes visuais transformam lixo em vassouras no ES





Projeto ''Cega Faz'' é desenvolvido pela União dos Cegos de Vila Velha.
Eles reciclam garrafas pet e fabricam vassouras do tipo piaçava.






Quatro deficientes visuais provam que são especiais e desenvolvem um projeto sustentável em Vila Velha. Eles reciclam garrafas pet e fabricam vassouras do tipo piaçava. Com o projeto 'Cego Faz', eles superam a deficiência e resgatam a autoestima em prol da questão ambiental.
Para se produzir uma vassoura pequena são necessárias 13 garrafas pet, enquanto, para uma vassoura grande, igual às usadas pelos garis, são utilizadas 20 garrafas. ''Produzimos 1,2 mil vassouras por mês. Com esse trabalho, o deficiente percebe que ele tem valor'', afirma o presidente da União dos Cegos, Flodoaldo da Silva.
Durante o processo de reciclagem, eles cortam o fundo da garrafa, desfiam o material e depois cozinham o plástico desfiado por 30 minutos. ''É trabalhoso, mas pegamos o jeito com o tempo. E ainda contribuímos com o meio ambiente'', ressalta Paulino Xavier, um dos participantes.
A fabricação das vassouras é uma uma saída ecológica e muito rentável para as garrafas pet que virariam lixo. ''Uma garrafa plástica jogada fora só ajuda a destruir o meio ambiente. Transformamos muitas garrafas, que iam para os lixões, em ótimas vassouras. Com esse trabalho percebi o meu valor, mesmo sendo cego'', afirma Jozir Vulpe, que ficou cego aos 20 anos.

terça-feira, agosto 16, 2011

Festival de filmes sobre deficiência.


A 5ª edição do ‘Assim Vivemos’ tem como tema a inserção social

Rio - Preocupado com a inserção social de pessoas que têm algum tipo de deficiência e com o objetivo de abrir a mente do público, o ‘Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência’ chega à sua 5ª edição expandindo horizontes. Único evento brasileiro do gênero, abre as portas do Centro Cultural Banco do Brasil hoje e traz na programação, que vai até dia 28, 28 filmes de 12 países. Desta vez, também haverá sessões no Sesc de Ramos e de Madureira. “Já somos famosos no mundo. Recebemos inscrições de filmes de todo o lugar. É legal porque mostramos como outras culturas lidam com a questão”, conta Lara Pozzobom, curadora do festival.

Divididos nas categorias ficção e documentário, as produções deste ano trazem como tema a inclusão a partir das mais variadas abordagens e estéticas. “Eu destaco o filme americano ‘Incluindo Samuel’, sobre um menino que vai estudar numa escola normal. Costumam dizer que essas escolas não estão preparadas para quem têm deficiência. Mas os pais estão preparados para ter um filho assim?”, questiona Lara.

JÚRI ESPECIAL

Outro fato inédito é a participação de Breno Viola, primeiro faixa preta de judô das Américas com Síndrome de Down, no júri. “Ele é muito inteligente. O fato de convidá-lo é um avanço”, comemora Lara. Breno também é o astro do longa ‘Colegas’, em finalização, e participa de um debate dia 26 .

O festival traz todas as acessibilidades em suas sessões, sempre gratuitas: audiodescrição, catálogos em Braille, legendas Closed Caption e salas acessíveis a cadeirantes.

sexta-feira, agosto 12, 2011

Segunda etapa de vacinação contra paralisia infantil é lançada


A segunda etapa da campanha de vacinação contra a Paralisia Infantil é lançada na manha desta sexta-feira (12) em Fortaleza. O evento acontece na Unidade Básica de Saúde José Galba de Araújo, na Av. Fernandes Távora, 3161, no bairro Genibaú.
A primeira etapa da campanha foi encerrada no último dia 15 de julho e superou a meta de imunização, atingindo 100,71% das crianças. Com o objetivo de mais uma vez superar o número de crianças, a campanha é lançada neste sábado (13) em todo o país, para uma mobilização nacional.
A Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) avisa que as crianças imunizadas na primeira etapa da vacinação devem comparecer novamente aos postos de saúde nesta nova etapa, para receber a segunda dose. Durante a campanha, os pais também vão poder vacinar as crianças contra o tétano, hepatite B e rotavírus.

quinta-feira, agosto 11, 2011

cadela paraplégica


Na cidade do Crato, que fica a 504 km de Fortaleza, um latido empolgado nas ruas vem chamando a atenção. O som é da cadela Paquita, de aproximadamente 12 anos, que recebeu um presente do dono, José Turíbio Meireles, 60: uma cadeira de rodas adaptada.
As patas traseiras de Paquita tiveram paralisia após o animal ser atropelado por uma moto há cerca de seis anos. Desde então, ela se arrastava para poder se deslocar. José Turíbio, serralheiro e dono de um estacionamento, levou a cachorra em vários veterinários da região. “Eles diziam que era melhor sacrificar, que ela não ia mais conseguir andar. E eu disse: ‘pois doutor, eu lhe provo como ela anda’”, relembra.
O serralheiro desenvolveu então um equipamento semelhante a uma cadeira de rodas, no qual Paquita fica com as patas traseiras suspensas. As rodas fazem com que o animal não se arraste mais pelas ruas.
A história de Paquita já era de superação. Ela foi encontrada por Alessandro, filho de José Turíbio, em uma lata de lixo. Anos depois, caiu de uma escada, de uma altura de mais de cinco metros, mas não sofreu nenhum arranhão. Em seguida, a cadela passou por uma gravidez de risco, mas sobreviveu. Após o atropelamento sofreu também com uma infecção urinária.
“Se dizem que gato tem sete vidas, a cadela Paquita tem, pelo menos, cinco”, conta, aos risos, José Turíbio. “E a animação dela me impressiona. Nem parece ter essa idade toda.”
Alessandro lembra que a cachorrinha também faz a segurança da família, já que avisa sobre a aproximação de estranhos no estacionamento. “Ela é muito inquieta, não quer ficar parada. É uma bênção nas nossas vidas”,

Homem com apenas metade do corpo

Peng Shuilin
Esta é a história incrível de Peng Shuilin, um empresário chinês que foi atropelado por um caminhão e conseguiu sobreviver. Agora vive sem pernas, sem órgãos genitais e sem parte do quadril. “O meu segredo é a alegria”, afirmou este exemplo de força de vontade e alegria de viver.
Peng Shuilin tem exatamente 78 cm de altura. Ele nasceu na província de Hunan, na China. Em 1995, em Shenzhen, um caminhão o atropelou e dividiu seu corpo ao meio. Não havia como recuperar a parte inferior do seu corpo.
Cirurgiões costuraram seu torso. O processo de recuperação incluiu a retirada de pele da parte superior do corpo do chinês para manter o funcionamento normal de órgãos vitais afetados durante a amputação.
Peng Shuilin
Peng Shuilin, 37, passou quase dois anos no hospital em Shenzhen, no sul da China, passando por uma série de operações. Esse tempo foi necessário para que a pele se fortalecesse o suficiente para poder conter os órgãos dentro do corpo.
Peng continuou exercitando seus braços, lavando o rosto, escovando os dentes…
Ele sobreviveu contra todas as probabilidades. Os médicos de Peng Shulin estão surpresos porque ele aprendeu a andar novamente depois de uma década.
Peng Shuilin
Considerando a situação de Peng, os médicos na China Reabilitação e Centro de Investigação em Pequim conceberam uma forma engenhosa para que Peng pudesse caminhar por conta própria. Criaram um corset para manter seu corpo, com as duas pernas biônicas. Os médicos usaram seus conhecimentos técnicos e tudo foi feito cuidadosamente.
Peng Shuilin
Peng foi andando pelos corredores do Centro de Reabilitação de Pequim com o auxílio de suas pernas especialmente adaptadas e um andador re-sized.
“Oh é tão satisfatório “andar” novamente depois de 10 anos com a metade de um corpo!” diz Peng.
Peng Shuilin abriu o seu próprio negócio, um supermercado cujo nome faz referência à sua própria história: Half Man Half-Store Price (“meio homem, metade do preço”, em tradução livre).   Aos 37 anos de idade tornou-se um empresário e é um exemplo para outros amputados. Com pouca altura, ele se movimenta em uma cadeira de rodas dando palestras sobre sua recuperação da incapacidade. Sua atitude é incrível, ele não reclama.
Peng Shuilin
O diretor do hospital Bujie (onde se encontra Peng), Lin Liu, declarou aos meios de comunicação que Shuilin “estava bem cuidado, mas o seu segredo é a alegria, nunca está deprimido”.“Acabamos de lhe fazer um exame geral e está melhor que a maioria dos homens da sua idade. É impressionante porque é a única pessoa no mundo que sobreviveu com tal “quantidade” do corpo amputado”, concluiu o médico.
Na vida reclamamos de tudo, a maior parte do tempo estamos insatisfeitos reclamando do que não temos. Agora que você conheceu um homem que sobreviveu com a metade do corpo e reconheceu que a vida é algo extraordinário, um triunfo do espírito humano para superar a adversidade extrema, quando quiser reclamar de algo banal, não reclame. Lembre-se Peng Shulin!
Peng Shuilin

quarta-feira, agosto 10, 2011

Marcos Rodrigues conquista ouro na fase nacional do Circuito Caixa Brasil Paraolímpico


Paraatleta faz marca acima do índice mínimo para os Jogos Para-Panamericanos

 
O Circuito Caixa Brasil Paraolímpico teve sua primeira etapa da fase nacional neste final de semana, em São Paulo. A equipe cubatense participou com os paraatletas Marcos Rodrigues, no Paraatletismo e Denise Consuelo, na paranatação, sob o comando dos professores Wagner Rodrigues e Renato Monteiro, especializados em esporte adaptado.
Marcos Rodrigues, que competiu na classe F54 conquistou a medalha de ouro no lançamento do disco, com a marca de 21,27 metros,e bronze no arremesso do peso, com a marca de 6,72 metros. A marca obtida por Marcos no disco é acima do índice mínimo para a qualificação aos Jogos Para-Panamericanos, “fator pré-determinado pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), para a escolha dos atletas que comporão a equipe de atletismo no México”, comemora o treinador Renato Monteiro.
Na natação, Denise Consuelo, que compete na classe S10, chegou em 5º lugar na prova dos 100 metros costas, com o tempo de 2’16: 18; 8º lugar na prova dos 50 metros livre, com 43’45; e 10º lugar nos 100 metros livres, com o tempo de 1’45”08.
Na avaliação dos treinadores Marcos Rodrigues deu um grande passo para conquistar o bi-campeonato brasileiro no disco, “já Denise que fez sua estréia em competições deste nível, mostrou potencial para progredir e se colocar em posição de destaque”, garante o professor Wagner que destaca ainda o apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, “que desde o início das atividades acreditou e investiu na modalidade, fato que proporciona a inclusão social dos deficientes, além de trazer conquistas inéditas para Cubatão”.
As próximas etapas da fase nacional do Circuito acontecerão em setembro, também em São Paulo, e em dezembro, em Fortaleza, no Ceará.
 

Paciente com deficiencia morre 8 dias após se casar em hospital de Ribeirão Preto



A paciente Rosycler Iadoccico Neves, 61, que se casou com seu companheiro de mais de 20 anos no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (313 km de SP) no último dia 30, morreu no domingo (7) vítima de uma parada respiratória.
A tetraplégica Rosicler Neves Coutinho, 61, quando se casou com Luis Antonio Nogueira, 42, no hospital


Portadora de doença degenerativa neurológica, ela vivia numa cama do hospital desde fevereiro e respirava com o auxílio de aparelhos. Como não conseguia falar, Rosy se comunicava apontando letras numa placa.

O casamento, realizado no último sábado de julho, teve bênção de um pastor e enfermeiros e médicos como convidados
Rosy e o marido, o auxiliar administrativo Luis Antonio Nogueira, 42, se aproximaram no Carnaval de 1988 e foram morar juntos seis meses depois.

Há quatro anos, Rosy sentiu fraqueza nas pernas -- uma consequência da doença-- e passou a usar cadeira de rodas. Em fevereiro, ela perdeu o movimento das mãos e a voz enfraqueceu. Desde então, vivia no hospital aos cuidados do marido, da cunhada e da filha mais velha.

RELACIONAMENTO

Foi Luis, então um jovem de 18 anos, que se aproximou de Rosy, quase 20 anos mais velha, no Carnaval de 1988. "Eu a vi tirando as medidas para as fantasias e me encantei." Seis meses depois, eles já moravam na mesma casa, com dois dos três filhos de Rosy, que estava divorciada.

O casal viveu do jeito faz-tudo: ele como servente de pedreiro e motoboy; ela como cabeleireira e manicure.

Luis diz que, quando jovem, a havia pedido em casamento, mas ela se recusou por ele ser "moleque". Anos depois, foi ele quem não quis dar o braço a torcer.

A internação foi a deixa para a oficialização. No casamento, Luis disse que não fazia planos, mas que queria viver mais 30 anos ao lado de Rosy. "É amor. Não me vejo sem ela, mesmo nessa situação."

Censo IBGE na contramão da inclusão


Caro leitor,
Não me conformo até hoje com a elaboração e aplicação do Censo IBGE 2010 no que se refere às pessoas com deficiência. Para os leitores que não acompanharam o processo, o Censo foi realizado por amostragem e não por número real. Ainda não foi divulgado o resultado oficial em relação a essa parcela da sociedade, no entanto, assim como em 2000, os dados não serão precisos, ou seja, teremos uma falsa estatística.
Por que é tão importante sabermos quantos somos?  Porque através de um número real teremos dados fidedignos em relação ao perfil desse segmento que sofreu transformações ao longo de uma década. Perfil esse que diz respeito ao nível da educação, qualificação profissional, déficit habitacional, saneamento básico e outros. Isso tudo é extremamente importante e indispensável, pois orientarão os rumos das políticas públicas destinada a nós, pessoas com deficiência.
Alguns meses antes da coleta de dados, um grupo de pessoas protocolou um documentoinformando e solicitando ao Ministério Público Federal que intervisse para que o censo IBGE 2010 não fosse realizado mais uma vez por amostragem. Entretanto houve várias justificativas, em minha opinião injustificáveis, para que a elaboração e aplicação do Censo prosseguisse da forma como havia sido determinada pelo IBGE. Por que esse grupo não foi ouvido? Por que não consultaram um membro desse grupo ou outro, na elaboração do Censo?
Definitivamente não consigo entender porque criar tantas leis, decretos, propostas, projetos, se a pessoa interessada não é ouvida, consultada, não tem participação plena em decisões importantes concernentes a sua existência. Existência?! Quando sair o resultado oficial do censo, algumas pessoas desse segmento passarão precisamente a não existir, enquanto outras sim. Mais uma prova do quanto ainda somos invisíveis aos olhos da sociedade.
“Nada sobre nós, sem nós”, segundo o consultor de inclusão social, Romeu Sassaki, esse lema tão famoso comunica a ideia de que nenhum resultado a respeito das pessoas com deficiência haverá de ser gerado sem a plena participação das próprias pessoas com deficiência”. De acordo com Sassaki em seu documento “Nada sobre nós, sem nós: Da integração â inclusão” há quatro eras de práticas sociais em relação à pessoa com deficiência: 1) era da exclusão (antiguidade até o início do século 20);  2) segregação (décadas de 20 a 40);  3) integração (décadas de 50 a 80) e  4 )inclusão (década de 90 até as próximas décadas do século 21). Após uma breve pesquisa, ao que tudo indica, fomos incluídos no Censo demográfico a partir da década de 90, ou seja, na Era da Inclusão, contudo podemos notar que o censo está muito mais para a Era da integração , uma vez  que nesse período as pessoas com deficiência eram tratadas como objetos de caridade, não podiam opinar e tinham que obedecer às decisões que os especialistas tomavam por elas.
Mais uma vez, o Censo foi elaborado e realizado contrariando às leis, declarações, convenções, ou seja, aos principais documentos referentes a evolução desse segmento. Cabe lembrar que só avançamos em algumas questões relacionadas a deficiência porque muitas pessoas lutaram e lutam, incansavelmente e bravamente desde a década de 30 até os dias atuais.
Diante desse quadro,  só posso concluir que ainda não fomos efetivamente envolvidos em programas e políticas que afetam nossa vida. Ainda não temos oportunidades iguais de participação em nossa sociedade.  Não queremos ser integrados, mas sim incluídos. E só seremos incluídos,  quando formos ouvidos, valorizados e os nossos direitos plenamente reconhecidos.
Vera Garcia

terça-feira, agosto 09, 2011

Deficientes visuais serão jurados no Carnaval de São Paulo 2012


Os desfiles de Carnaval brasileiros são uma mistura de sensações e, vez ou outra, uma escola de samba pode cativar pelos figurinos ou coreografias mas deixar a desejar no quesito bateria.

Pensando nisso, o Carnaval de São Paulo 2012 vai contar com um time de jurados deficientes visuais, que serão responsáveis pela avaliação do som e do ritmo dos sambas-enredo. O objetivo é obter uma avaliação neutra que não será influenciada pelos efeitos estéticos da escola.

A iniciativa nasceu do projeto Carnaval Paulistano: Só Não Vê Quem Não Quer, que levou deficientes visuais para os ensaios do Carnaval 2011 e percebeu que a festa poderia ser ainda mais democrática. O grupo de avaliadores começou um treinamento especial no último domingo (7), onde receberão durante três meses aulas teóricas e práticas de percussão e aprenderão as técnicas de avalição usada pelos jurados em desfiles.

sexta-feira, agosto 05, 2011

Dupla brasileira garante vaga para Londres 2012 após desempenho em Mundial de Vela Adaptada

O Campeonato Mundial de Vela Adaptada, em Weymouth (Inglaterra), entrou para a história do esporte paraolímpico brasileiro. A competição reuniu os melhores velejadores com deficiência do mundo, entre os dias 30 de junho e 8 de julho. Na classe Skud 18 (tetraplégicos), a dupla verde-amarela garantiu a inédita classificação paraolímpica.

Há dois anos na vela adaptada, a estreante Elaine Cunha, 29 anos, é a primeira mulher a integrar a seleção brasileira. Ao lado do timoneiro Bruno Neves, 25, a atleta velejou pela primeira vez no barco Skud 18. A dupla treina pelo Projeto Superação, no Clube Asbac, na represa de Guarapiranga, em São Paulo.

A conquista de uma das cinco vagas para Londres 2012 disponíveis no Mundial foi comemorada pelo presidente da Confederação Brasileira de Vela Adaptada, Walcles Alencar Osório: "Essa vitória é muito importante para a vela adaptada brasileira. Primeiro porque foi a primeira mulher a competir pelo Brasil e segundo por ser numa classe que ainda não tínhamos competido."

Elaine diz que a experiência na Inglaterra foi diferente, pois a dupla treinava num barco muito simples e numa represa sem correnteza e com vento fraco. "A conquista é uma surpresa para todos nós, principalmente por sermos estreantes e não termos experiência com o barco. Eu e o Bruno nos apaixonamos pela categoria e estamos animados. O Skud 18 nos permitiu um desempenho melhor por ter uma aerodinâmica boa, mais potente, com velas melhores", disse, entusiasmada.

Emoção

Elaine conheceu o esporte adaptado na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), há quatro anos, quando sofreu um acidente de carro. "Aprendi a nadar na associação e lá me apresentaram ao remo adaptado. Fiz um ano e depois conheci minha fisioterapeuta, que também é classificadora funcional. Ela me falou sobre a vela e eu me interessei. Isso aconteceu há dois anos e não esperava que em tão pouco tempo estaria representando o Brasil numa competição tão importante e participando de uma paraolimpíada. Foi muito emocionante", contou Elaine.

Bruno Neves compartilha a alegria de Elaine. Ele começou a treinar há dois anos e está bastante animado com a vitória. "Agora vamos trabalhar para conseguir treinar com o mesmo barco aqui no Brasil. O Mundial foi uma experiência maravilhosa e um desafio enorme. Pegamos vento de 26 nós. Alguns barcos não conseguiram sair, e nós completamos as duas regatas", afirmou o velejador.

Candidato com surdez unilateral entra em vaga de deficiente no concurso público


Pessoas com deficiência auditiva unilateral podem concorrer às vagas reservadas aos portadores de necessidades especiais nos concursos públicos. A decisão é da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em recurso da União contra candidata aprovada em concurso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF). A questão já havia sido decidida pela ministra Laurita Vaz e foi confirmada pela Turma de forma unânime.
A candidata impetrou mandado de segurança contra a União por causa da exclusão de seu nome da lista dos candidatos aprovados que se declararam portadores de necessidades especiais no concurso para técnico judiciário do TJDF de 2007. Ela alegou surdez no ouvido direito, com apresentação do laudo médico comprovando a deficiência no momento da inscrição no concurso.
O TJDF, no julgamento, concedeu a segurança, determinando a inclusão do nome da candidata na relação dos aprovados. A União recorreu ao STJ, com a alegação de que, para ser considerada deficiência auditiva, a surdez deve ser bilateral, nos termos do Decreto 3.298/99.
Entretanto, a relatora, ministra Laurita Vaz, considerou a decisão do tribunal distrital de acordo com a jurisprudência do STJ, que assegura ao portador de deficiência auditiva unilateral a reserva de vagas destinadas a deficientes no concurso público.

Proposta aumenta penas de crimes contra jovens com deficiência

A Câmara analisa proposta que aumenta as penas para os crimes ou infrações administrativas cometidas contra crianças ou adolescentes com deficiência. Para os crimes, as penas serão aumentadas em 1/3; para as infrações administrativas, em 1/4 daquelas já previstas para os jovens sem deficiência. A medida consta do Projeto de Lei 660/11, que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90).
O ECA lista crimes e infrações contra crianças e adolescentes e estabelece penas. Entre os crimes, estão: entregar filho a terceiro mediante recompensa (pena de reclusão de um a quatro anos e multa) e filmar cena de sexo envolvendo criança ou adolescente (pena de reclusão de quatro a oito anos e multa). Entre as infrações administrativas, estão: deixar de comunicar às autoridades competentes suspeita de maus-tratos contra criança ou adolescente, hospedar jovem desacompanhado dos pais ou sem autorização escrita desses ou da autoridade judiciária. Em ambos os casos as penas são de multa.
A autora da proposta, deputada Nilda Godim (PMDB-PB), argumenta que os crimes cometidos contra crianças e adolescentes com deficiência “assumem grau de crueldade ainda mais acentuado”. “As pessoas com deficiência são muitas vezes incapazes de compreender ou mesmo de se defender minimamente”, diz.
Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário

quarta-feira, agosto 03, 2011

Ford põe cegos para conhecer e dirigir carros



Cerca de 30 pessoas cegas ou com forte deficiência visual dirigiram carros que chegavam a 120 km/h e puderam tatear veículos para sentir suas formas e dimensões. 

A Ford está colocando motoristas cegos para dirigir. Sim, o Centro de Desenvolvimento da empresa em Merkenich, na Alemanha, vem realizando uma pesquisa com um grupo de pessoas com deficiência visual. Entre os objetivos do programa, está obter informações de sensibilidade e sons e contribuir para que esses usuários, seja como pedestres ou passageiros, tenham maior confiança e compreensão dos veículos.
Como parte da pesquisa, um grupo de 30 pessoas cegas ou com forte deficiência visual se reuniu na pista de testes da Ford para dirigir. Com a orientação de instrutores profissionais, o grupo acelerou pelas retas e curvas do circuito, chegando a 120 km/h. Os participantes tiveram ainda a oportunidade de tatear vários veículos para sentir suas formas e dimensões.
O projeto Direção para Pessoas com Deficiência Visual é uma parceria entre a Ford da Alemanha e o Arcebispado de Colônia, com o apoio da Associação Federal de Instrutores de Direção e o Departamento de Polícia de Colônia, além de outras entidades.
"É uma honra participar desse projeto que dá às pessoas com deficiência visual a oportunidade única de conhecer um carro e talvez, no futuro, com a ajuda da tecnologia, poder dirigir normalmente um veículo", afirma Wolfgang Schneider, vice-presidente de Assuntos Legais, Governamentais e Ambientais da Ford Europa.
"No meio do trânsito, as pessoas com deficiência visual se orientam pelos sons, e é fácil confundirem o tamanho e a velocidade dos carros. Queremos ajudar a resolver esses problemas, trazendo esclarecimento e confiança para a sua mobilidade. Essa sensibilidade também pode contribuir no desenvolvimento de veículos cada vez mais amigáveis para os portadores de deficiência."
Os instrutores ficaram impressionados com a dedicação e arrojo dos participantes no test-drive. Alguns deles dirigiram mais rápido do que aprendizes com visão normal. Com o desenvolvimento acelerado de novas tecnologias, como sistemas de segurança com câmeras, radares e comunicação entre veículos, a possibilidade de deficientes visuais dirigirem se torna mais próxima. "Talvez eles possam experimentar uma grande liberdade na direção dentro de 15 ou 20 anos", diz Schneider

segunda-feira, agosto 01, 2011

Plano de saúde não pode barrar entrada de idoso e deficiente

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou norma na sexta-feira 
que proíbe que as operadoras de planos dificultem ou impeçam a adesão de
 idosos, portadores de deficiência ou doença crônica. O plano que negar o ingresso desses 
beneficiários será multado em R$ 50 mil.
A Súmula Normativa 19, que dispõe sobre a comercialização de planos 
de saúde, já está em vigor. Ela prevê punição para operadoras que fazem venda direta
 e para aquelas em que a adesão é mediada por terceiros.

sexta-feira, julho 29, 2011

Mochila em cadeira de rodas...

Na vida tem coisas que sempre vem para o nosso bem 
e esse video mostra uma pequena coisa e simples coisa que facilita muito a vida de quem usa cadeira de rodas

VEJAM E COMENTEM

quinta-feira, julho 28, 2011

Sul-africano biamputado faz índice para correr Mundial e Olimpíada


O atleta compete na categoria T44 (amputados abaixo do joelho em apenas um perna), mesmo fazendo parte da T43 (amputados abaixo do joelho nas duas pernas).

O atleta biamputado Oscar Pistorius, 24, conseguiu fazer o tempo necessário para disputar os Jogos Olímpicos de Londres, ano que vem, e o Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, em agosto próximo.
O sul-africano que usa próteses de fibra de carbono nas duas pernas correu os 400 metros em 45s07 nesta terça-feira, em Ligano, na Itália, batendo seu recorde pessoal que era de 45s61 (o índice necessário era de 45s25).
Como comparação, o tempo de 45s07 daria ao atleta a quinta colocação na Olimpíada de Pequim, em 2008. O recorde mundial é do americano Michael Johnson, com 43s18, batido em 1999.
Com quatro medalhas de ouro na Paraolimpíada (três em Pequim-08 e uma em Atenas-04), Pistorius se tornou o primeiro amputado a conseguir classificação para um Campeonato Mundial. Para Londres-12, apesar do índice, ele ainda depende de seleção do comitê olímpico da África do Sul.
"Sinto algo surreal ao ter o tempo de qualificação A na mochila para os Jogos Olímpicos do ano que vem. Obrigado a todos pelo apoio", escreveu o sul-africano em sua conta no Twitter. "Não pude dormir de tão feliz", completou.

HISTÓRICO

Pistorius ganhou notoriedade ao ganhar o direito de lutar por uma vaga na Olimpíada de Pequim após decisão favorável da CAS (Corte Arbitral do Esporte).
Antes, sua participação estava vetada pela Associação Internacional das Federações de Atletismo, porque suas próteses de fibra de carbono, conhecidas como Cheetah Flex-Foot, supostamente dariam a ele uma vantagem competitiva diante de atletas sem deficiência.
Apesar de ter obtido o direito de competir nos Jogos Olímpicos, Pistorius não obteve o índice necessário para participar do evento e tampouco foi convocado pela África do Sul para integrar o revezamento do país na disputa do 4 x 400 m.
O sul-africano compete na categoria T44 (amputados abaixo do joelho em apenas um perna), mesmo fazendo parte da T43 (amputados abaixo do joelho nas duas pernas). Além dos 400m, Pistorius também conquistou o ouro paraolímpico nos 100 m e 200 m rasos, ambas na categoria T44.
Nascido sem a fíbula --osso que conecta o joelho ao calcanhar-- nas duas pernas, Pistorius teve que amputá-las sob o joelho quando tinha somente 11 meses de idade.

segunda-feira, julho 18, 2011

"Pegadinha" para os deficientes visuais


Além de a maioria das calçadas ainda não terem pisos táteis para alertar os deficientes visuais, eles ainda precisam estar atentos quanto à utilização inadequada desse recurso




Os pisos guias, como os da foto, indicam o caminho pelo qual os deficientes visuais podem seguir, mas não são obrigatórios. Já o alerta quanto a obstáculos precisa ser feito com o piso tátil de alerta, conhecido como "de bolinha". "No caso da colocação do piso guia na beira da calçada, não há irregularidade, porque ele não é obrigatório. O que acontece é que ele foi colocado de forma errada", explica a coordenadora da Divisão de Planejamento Físico Territorial, Tânia Maria Barcelos Nazari.
Ela ainda reconhece que há dificuldades para fiscalizar a ausência de piso tátil. "Nós pedimos que quem vai construir ou deseja regularizar a calçada venha até nós que a gente passa todas as orientações", informa. "Confesso que nós não costumamos ir atrás das calçadas onde não há piso tátil. O que estamos fazendo é agir sobre aquelas onde há buracos e coisas assim", afirma Tânia.
De acordo com o presidente da Associação de Deficientes Visuais do Sul (Adivisul), a má utilização dos pisos táteis não só não ajuda como ainda atrapalha. "Se é para colocar de forma errada, é melhor nem colocar. Então que se faça uma calçada lisa, bem feita, porque aí o cego com a bengala consegue se orientar muito bem", explica. "As pessoas que vendem o piso parecem não saber orientar", frisa.
De acordo com Nesi, o problema não fica restrito a um ou outro local. "Na maioria dos lugares em Criciúma não tem calçada e, onde tem, quase nenhuma presta", avalia. "Eles invertem as coisas, colocam piso direcional onde é para colocar o de alerta e vice-versa", afirma Nesi. "E olha que eu já conversei com todo mundo sobre isso. Ninguém faz nada, ninguém fiscaliza", desabafa.

Restaurante barra jovem com cão-guia

Policial ameaçou prender a jovem por tentar entrar no estabelecimento
Antonio Carlos Prado e Laura Daudén

Existe no Brasil, há seis anos, uma lei federal que assegura às pessoas com deficiência visual o direito de andaram em lugares públicos e ingressaram em locais privados com seus cães-guia.
No Rio de ­Janeiro, os responsáveis pelo restaurante Espelunca Chic, em Copacabana, desconhecem tal legislação e barraram a entrada no estabelecimento da estudante Camila Araújo Alves porque ela precisava se fazer acompanhar por seu cão – Camila tem deficiência visual.
O policial militar que foi chamado pela estudante também não tinha conhecimento da lei e ameaçou prendê-la por desacato à autoridade. Ela processará o restaurante.

quarta-feira, julho 13, 2011

Estudantes de medicina aprendem libras para atender pacientes surdos

   Alunos de medicina da Universidade Federal de São João Del Rei, no campus em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, estão tendo a oportunidade de fazer uma disciplina inclusiva neste semestre: um curso de libras, a língua brasileira de sinais.
   A disciplina optativa foi incluída na grade curricular com o objetivo de melhorar o atendimento a pacientes com surdez. “O profissional que sabe a línguas dos sinais vai atender com mais efetividade, vai conseguir comunicar bem, passando aquilo para o surdo, e o surdo vai se sentir seguro”, disse a professora de libras Graciele Kerlen. Dois voluntários participam das aulas e ajudam no aprendizado dos universitários. Rafael Lacerda está no quinto período de medicina e já concluiu a disciplina. Para ele, isso é um diferencial na carreira. “Eu vou levar isso para o resto da vida, eu tenho certeza que eu conseguiria atender uma pessoa deficiente com tranqüilidade. Eu acho que vai ser importante”, disse o estudante. Mariana Oliveira, que precisa da linguagem dos sinais para se comunicar com outras pessoas, aprovou a iniciativa da universidade. “Vai ser bom, vai estar nos ajudando, respeitando a nossa cultura, nossa língua. Com muita calma, nós iremos aos médicos e seremos melhor atendidos”, disse usando libras. 

terça-feira, julho 12, 2011

Homenagem ao Blog Deficiência em Evidencia

Dois vídeos muito bom um grande exemplo de superação e de vida...
vejam o blog http://www.deficienciaemevidencia.com.br/

PRATICIDADE


Acabei de assistir no jornal do SBT sobre a criação de um carro que busca facilitar a vida dos cadeirantes. O melhor de tudo é que não é necessário sair da cadeira para utilizar o carro. A porta traseira dá acesso ao interior do carro através de uma rampa que permite ao motorista entrar com a sua cadeira. 
Ele é muito prático e permite ao deficiente completa autonomia, sem precisar depender de outras pessoas ou de grande esforço para se "transportar" para dentro do carro.
O PRATYKO foi criado (ele não foi adaptado), por um cadeirante e seu amigo e através de um controle remoto, um elevador elétrico permite ao cadeirante entrar em seu carro sem grande esforço.
Seria muito bom que algum empresário se interessasse pela fabricação desse tipo de carro, pois ele veio para facilitar e muito a vida daqueles que usam cadeiras de rodas e que querem e precisam de autonomia e mais praticidade.




Parabéns pela criação!!!

quinta-feira, julho 07, 2011

Frente Parlamentar quer aumentar multas para quem descumpre cotas de deficientes

Parlamentares vão sugerir que os recursos das multas sejam destinados à formação profissional das pessoas com deficiência. A Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Deficiência deverá analisar proposta que aumenta as multas para as empresas que não cumprem a Lei de Cotas para a contratação de deficientes. A Lei de Cotas obriga as empresas com 100 ou mais funcionários a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com trabalhadores reabilitados ou com deficiência.

Mercado de trabalho e a pessoa com deficiênciaA deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que vai discutir a proposta com a frente parlamentar, para que o projeto de lei possa ser apresentado em conjunto pelos integrantes da frente. A deputada também irá sugerir que o dinheiro das multas pagas pelas empresas seja destinado à formação profissional das pessoas com deficiência.
Segundo a parlamentar, essas multas são recursos que o Estado adquiriu em função do não cumprimento de uma política de inclusão. Portanto, esses recursos devem ter uma destinação específica: para políticas de inclusão das pessoas com deficiência, como a capacitação dessas pessoas e outras formas de inclusão.”
Benefício continuado
Erika Kokay participou, nesta quarta-feira, da audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias na qual foi debatido o Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago às pessoas com deficiência. A audiência ocorreu a pedido da própria Erika Kokay e da deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL).
O BPC tem o valor de um salário mínimo e é pago todo mês a idosos com mais de 65 anos e a pessoas com deficiência que não tenham capacidade de ter uma vida independente e trabalhar. Os beneficiados devem pertencer a famílias com renda menor que 1/4 do salário mínimo por pessoa.
A deputada Rosinha da Adefal concorda com a necessidade de promover a capacitação profissional das pessoas com deficiência:”Como se coloca pela maioria dos empresários, as pessoas com deficiência não estão capacitadas. Hoje o BPC passa a ser um entrave para essa inclusão.”
Ela ressalta que o BPC tem dificultado a inclusão dos deficientes no mercado de trabalho, porque, atualmente, a legislação não permite que a pessoa continue recebendo o benefício quando é contratada, por exemplo, como aprendiz profissional de determinada função. Rosinha da Adefal explica que muitas famílias evitam a participação de seus filhos com deficiência em cursos de treinamento profissional por terem medo de que isso cancele o pagamento do BPC.
Aprovação de MP
A Medida Provisória 529/11, aprovada nesta quarta-feira pela Câmara, prevê a correção desta distorção, permitindo que pessoas com deficiência que recebam o BPC não tenham essa remuneração cancelada no caso de serem admitidas como aprendizes profissionais.
Também foi inserido na medida provisória dispositivo que permite que uma pessoa que tenha aberto mão do BPC porque começou a trabalhar volte a receber o benefício, caso não dê certo no emprego.

quarta-feira, julho 06, 2011

terça-feira, julho 05, 2011

Incrível! Marceneiro cego é exemplo de vida.

Uma história que deveria servir de lição para muita gente que reclama da sorte. Um marceneiro com deficiência visual chama a atenção na cidade de Pontes e Lacerda-MT.
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