segunda-feira, junho 13, 2011

Mais de 1 bi de pessoas são portadoras de deficiência, diz OMS


  Alertamos para o termo correto : Pessoas com Deficiência
Mais de um bilhão de pessoas --aproximadamente 15% da população mundial-- são portadoras de algum tipo de deficiência, e 20% delas enfrentam grandes dificuldades em seu cotidiano, revelou nesta quinta-feira um relatório conjunto da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do BM (Banco Mundial).

O documento, o primeiro de caráter global publicado sobre o tema em 40 anos, destaca que poucos países contam com mecanismos adequados para responder às necessidades dos portadores de deficiência.
O número de pessoas com necessidades especiais, além disso, aumenta devido ao envelhecimento da população e da maior ocorrência de problemas de saúde crônicos, como diabetes, doenças cardiovasculares e mentais.
Grande parte dessas pessoas --entre 110 milhões e 190 milhões-- enfrenta ainda barreiras que vão desde a discriminação até a ausência de serviços adequados de atendimento sanitário e reabilitação, passando por sistemas de transporte e edifícios inacessíveis.
Dessa forma, essa parcela representativa da população não tem acesso a um sistema de saúde de qualidade, tem menos sucesso nos estudos e possibilidades de emprego, além de sofrer com maiores taxas de pobreza.
"Devemos fazer mais para romper as barreiras que segregam essas pessoas, em muitos casos excluindo-as da sociedade", disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan.
Para isso, a OMS e o BM pedem que os governos acelerem seus esforços para permitir aos portadores de deficiência acessar serviços básicos, além de investir em programas especializados que permitam a estas pessoas desenvolverem seus potenciais.
O estudo ressalta que nos países mais pobres as crianças com necessidades especiais têm menos possibilidades de se manterem escolarizadas que as demais.
Nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico a taxa de portadores de deficiência inseridos no mercado de trabalho é de 44%, o que representa pouco mais da metade do que a das pessoas sem necessidades especiais (75%).
O estudo mostra ainda alguns exemplos positivos, entre eles Curitiba, com seu sistema público de transporte integrado, que facilita o acesso dos portadores de deficiência, adotando um design universal e conscientizando motoristas.
Em Moçambique e Tanzânia, oficinas sobre linguagem Braille e de sinais garantem que as mensagens de prevenção contra a Aids cheguem aos jovens com necessidades especiais.

domingo, junho 12, 2011

Agradecimentos...

Venho através desta postagem agradecer meu grande amigo Wagner D Silva por estar divulgando as postagens do blog em suas redes sociais...
Ele tem feito um grande trabalho,pois tem informado a muitas pessoas sobre  assuntos  referentes aos desafios que os deficientes enfrentam no seu dia-a-dia.

OBRIGADO MEU AMIGO WAGNER!!!!!

sábado, junho 11, 2011

Casas adaptadas e acessíveis (AÇÃO)

Casas adaptadas e acessíveis e informações sobre lugares onde o direito de ir e vir está garantido. Essas duas iniciativas dão dignidade aos deficientes dentro e fora de casa.
“Na opinião de todo cadeirante, as pedrinhas portuguesas tinham que acabar. Eu sei que tem uma série de justificativas para mantê-las, mas eu acho que não pode ser como a gente vê. Todo mundo passa e a manutenção é complicada. Às vezes, fica cheia de desníveis e buracos”, observa Eduardo Câmara, analista de sistema.
Eduardo está na cadeira de rodas há 12 anos. Ele circula pelas ruas do Rio de Janeiro com total independência, mesmo quando se depara com dificuldades, que não são poucas.
A avaliação de ruas e estabelecimentos acessíveis vai parar no blog Mão na Roda, criado por Eduardo há quatro anos. “Eu ajudava algumas pessoas através de comunidades da internet, por e-mail. Então, pensei sobre porque não colocar tudo isso num site. Assim, a informação vai ficar acessível para todo mundo”, justifica.
Ele está sempre atrás de novidades para o blog. O trabalho é voluntário e dividido entre cinco colaboradores. A analista de projetos Cristiana Costa também escreve para o site. Um dos assuntos é a situação das calçadas.
“Ela faz um tipo de buraco. Então, quando chove, enche de água. É horrível para andar. Eu estou sempre andando meio torta”, reclama Cristiana.
Mas os desafios da mobilidade começam antes do cadeirante sair às ruas. Os primeiros obstáculos para quem tem deficiência estão justamente dentro de casa.
No Rio de Janeiro, é desenvolvido um trabalho social que transforma residências em moradias acessíveis. São grandes reformas ou pequenas mudanças que fazem toda a diferença. Na casa, na periferia da cidade, moram três pessoas com deficiência. Entre elas está Juan, de cinco anos.
A vendedora ambulante Viviane Martins não pode pagar pelas adaptações para melhorar a locomoção do filho. “Eu trabalho vendendo bala. O dinheiro dele é dele. Eu não mexo. Compro fralda, remédio e tudo o que ele precisa. Mas para comprar a cadeira para ele, não temos nem condições”, lamenta.
A família recebeu a visita de Rosane Amaral, arquiteta do Projeto Moradia e Acesso, da ONG Rio Inclui. O programa já reformou 40 casas no Rio de Janeiro. O trabalho começa com uma avaliação. O projeto, que atende famílias de baixa renda, começou em janeiro do ano passado.
“São pessoas que tem que estar dentro do município do Rio de Janeiro. Tem que ter uma pessoa com deficiência dentro da residência e uma renda per capita de um salário mínimo por pessoa. A gente avalia quais são os gastos dessa família com saúde”, esclarece Rafael Oliveira, coordenador de projetos da ONG Rio Inclui.
A equipe de obras também conta com uma assistente social. “A assistente social entra com a proposta de fazer um levantamento sócio econômico desse grupo familiar, de compreender as relações familiares que acontecem dentro desse espaço físico”, explica a assistente social Lize Almeida.
Os professores Elza Monteiro e Jorge Souza vivem juntos há 28 anos. As pequenas modificações melhoraram muito a vida do casal.
“Eu subi o vaso sanitário dentro da norma, alarguei a porta, baixei todos os registros e coloquei barras de apoio para que eles tivessem um pouco mais de facilidade na hora do banho”, detalha a arquiteta.
A maior dificuldade era sair com o carro. “Em dia de chuva a gente se molhava todo para poder entrar. Na cadeira não dá para carregar o guarda-chuva”, diz o professor.
Algumas intervenções são maiores. Da casa original do Rian sobraram duas paredes. É uma casa nova. A obra demorou dois meses. Se fosse pagar pela reforma, a dona de casa Renata Oliveira gastaria cerca de R$ 40 mil.
“Eu queria fazer o chão e não consegui. Era um sufoco. O chão era na terra pura. Eu caía muito com ele. Não tinha como passar a cadeira”, lembra Renata.
A casa agora tem quarto, banheiro e cozinha. São ambientes novos e acessíveis.

Venho através desta postagem parabenizar o programa AÇÃO
pelo belo exemplo e por mostrar as dificuldades que as pessoas com deficiência enfrenta no seu dia a dia e por mostrar também as soluções.
Eu pude ver que por pequenas iniciativas muitas coisas podem ser feitas e muitas vidas mudadas

sexta-feira, junho 10, 2011

Superação através do esporte


Wilame Alves de Melo

Tenho 22 anos de idade sou casado e moro em Fortaleza.

Em outubro de 2006 sofri um acidente com arma de fogo,
Isso aconteceu devido uma discurção com um “rapaz” em 
novembro de 2004 em um jogo de futebol dentro da escola na qual eu estudava 
e o mesmo me fez ameaças, na hora eu fiquei com medo,
mas logo depois eu voltei as minhas atividades normais, mais com 2 anos 
após o acontecido eu voltei na mesma escola
para jogar bola com amigos, no mesmo local havia
uns dos parentes do mesmo, e ele simplesmente
foi lhe avisar para que ele fosse à quadra da escola porque eu 
estava lá, e ele incentivado pelo primo pegou uma arma e foi até o 
meu encontro e disparou um tiro na minha costa e saiu correndo. 
Na mesma hora eu caio no chão já sem sentir as minhas pernas, foi ai 
que eu recebi a noticia que tinha ficado paraplégico...



No começo foi difícil tanto pra mim como pra minha família 
que estavam sempre do meu lado me ajudando e me dando força!
Mas eu sempre fui um cara positivo e mesmo com dificuldades 
para se adaptar a uma cadeira de rodas eu levantei a 
cabeça e graças a Deus, minha família e amigos eu
consegui supera essa fase de aceitação e hoje eu to aqui
na luta de um dia poder voltar a andar e de mostra para 
sociedade que uma pessoa mesmo em cadeira de rodas pode ser muito feliz
e levar uma vida normal!



Hoje já tenho 3 anos que sou cadeirante e mais 
ou menos 1 ano eu conheci o projeto (Faça do deficiente um atleta) 
 que fica localizado em Maracanau onde comecei 
a praticar a natação, no começo era 
mais como uma atividade de reabilitação e como uma 
atividade fisioterápica, mas devido a minha disciplina e o bom 
desempenho eu fui motivado pelo projeto a participar
de competições para deficientes, na ultima 
que participei realizado na Unifor que foi os Jogos paraolímpicos da Unifor 
eu tirei oprimeiro lugar na minha categoria nos 50 metros livre 
e hoje um dos meus grandes sonhos é poder representar o Brasil em uma 
para olimpíada, mas pra isso eu preciso de patrocínio para poder manter
os custos dos treinamentos e das competições classificatórias fora do estado.



Wilame alves de melo

Classe: S5 e SB4
Conquistas: 1° lugar nos 50 livre (Vl jogos Paraolimpicos do ceará em 2009)1° lugar nos 50 peito (Vll jogos paraolimpicos do ceará em 2010) 1° lugar nos 100 costa (Vll jogos paraolimpicos do ceará em 2010)1° lugar nos 50 peito (l jogos aguaticos do ceará em 2010) 1° lugar nos 50 costa (l jogos aguaticos do ceará em 2010) 3° lugar nos 50 costa (Circuito Brasil paraolimpico de natação em 2010)1° lugar nos 50 peito (ll menting cearence de natação paraolimpica) 1° lugar nos 50 costa (ll menting cearence de natação paraolimpica)2° lugar nos 50 livre (ll menting cearence de natação paraolimpica)2° lugar nos 50 costa (Circuito Brasil paraolimpico de natação em 2011)3° lugar nos 50 peito (Circuito Brasil paraolimpico de natação em 2011)3° lugar nos 100 livre (Circuito Brasil paraolimpico de natação em 2011)2° lugar Revesamento por equipes (Circuito Brasil paraolimpico de natação em 2011) Obs: Agora em agosto dia 5 eu vou está participando em são paulo  da primeira etapa nacional do Circuito Brasil paraolimpico de natação 2011.
aqui vemos mais uma bela historia  de superação
eu sei o quanto é difícil continua nessa luta sem ter um patrocínio
 eu conheço e sei da capacidade que esse atleta tem e digo que você ta de parabéns Wilame Alves 

SEM PATROCÍNIO FICA MAIS DIFÍCIL 
Aqui estão os contatos...
Wilame Alves
         (85) 34975082 / (85) 88135858
           Presidente do Projeto:
       Edivaldo: (85) 86301718

quinta-feira, junho 09, 2011

Pessoas com deficiência poderão ter preferência em causas judiciais e administrativas


Projeto de lei dá prioridade para processos tratem da deficiência de algum cidadão

Causas judiciais e administrativas que tenham pessoas com deficiência como parte ou intervenientes poderão contar com prioridade de tramitação. Esse tratamento diferenciado é contemplado em projeto de lei (PLS 216/04) do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), aprovado em decisão terminativa , nesta quinta-feira, dia 2, pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Ao apresentar parecer favorável à proposta, o relator, senador Eduardo Amorim (PSC-SE), optou por aproveitar o teor do substitutivo aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Assim, a concessão do benefício ficará condicionada às causas que tenham vinculação com a deficiência do interessado. Essa ressalva deve-se à necessidade de respeitar o princípio constitucional da isonomia.

Para viabilizar a concessão dessa preferência, o projeto altera a Lei nº 7.853/89, que trata do apoio e da integração social das pessoas com deficiência, e o Código de Processo Civil (Lei nº 5.869/73). Segundo assinalou Alvaro Dias na justificação do PLS 216/04, a Constituição de 1988 inovou ao institucionalizar a proteção especial do Estado às pessoas com deficiência.

A intenção era, acrescentou em seguida, garantir "tratamento prioritário e apropriado aos deficiêntes, para que lhes seja efetivamente assegurado o pleno exercício dos seus direitos individuais e sociais, bem como sua completa integração social".

terça-feira, junho 07, 2011

Os deveres do Jornalista para com os Deficientes

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Sempre houve pessoas com deficiências. O que mudou foi o tratamento em relação ao tema. Como responsável pela abordagem dos temas relacionados à noção de cidadania e sua circulação na sociedade, o jornalismo tem um papel fundamental nesse processo de transformação.
Antes, as pessoas ditas "anormais" eram excluídas da categoria de cidadãos: não tinham participação ativa no mercado de trabalho,sofriam preconceitos na sociedade e inclusive no seio da família por serem consideradas no mínimo "diferentes"; era-lhes negado o direito à palavra como contribuição para o conhecimento e o debate intelectual; e também era-lhes imposto um isolamento dos círculos sociais dos "normais". Ser deficiente era trazer um problema para todos que convivessem com a pessoa.
O paradigma da exclusão, depois de uma longa luta dos deficientes e dos simpatizantes de sua causa, deu lugar ao da inclusão, que tem suas limitações, mas caminha para a eliminação das barreiras do preconceito. A discriminação provém de idéias arraigadas no imaginário coletivo das pessoas, produtor da opinião pública mais tradicional. O jornalismo, como espaço de debate e formação dessa opinião, portanto, tem responsabilidade direta sobre ela e seu preconceito.

História da Educação dos surdos

Até o final do século XV, não existiam escolas especializadas para os surdos, pois, na época, eles eram considerados pela sociedade incapazes de serem ensinados como pessoas normais. Julgadas como intelectualmente inferiores, as pessoas surdas eram em geral excluídas do convívio social. Não obstante, na intenção de auxiliar essa classe excluída e marginalizada da sociedade, alguns educadores passaram a desenvolver métodos básicos que facilitassem a comunicação entre todos. Essa comunicação incluía a língua utilizada pelos surdos naquela época com alguns gestos e sons desenvolvidos pelos educadores. Foi a partir dessa junção que se deu o desenvolvimento da Língua de Sinais que conhecemos hoje, a qual proporciona gradativamente uma facilidade no diálogo entre surdos e ouvintes, rompendo um pouco dessa "barreira” existente entre o mundo silenciado e as pessoas que eram consideradas pela sociedade como normais.
Dentre os principais educadores dos surdos, pode-se destacar como sendo o pioneiro no desenvolvimento e na educação dos não ouvintes, o professor francês Charles Michel de l’Epée. Em meados do século XIX, percebendo a necessidade que esses indivíduos tinham em se comunicar, o abade l’Epée resolveu reunir um grupo de surdos em um espaço escolar público nos subúrbios de Paris e criou métodos de comunicação para o grupo. Do ponto de vista do desenvolvimento do ensino dos surdos brasileiros, o professor l’Epée foi um grande facilitador no processo de surgimento da Língua Brasileira de Sinais.
2624847799_34e19a0095.jpg L'Épée
A partir de então, vários institutos foram desenvolvidos internacionalmente, tomando como base os princípios de l’Epée. No Brasil, a educação dos surdos também teve seu ponto de partida com os métodos de ensino desenvolvidos por tal professor. Dom Pedro II convidou o professor Huet, um surdo aprendiz dos métodos de comunicação do professor l'Epée, a praticar e desenvolver técnicas de ensino com não ouvintes brasileiros. A partir dessa vinda, em 1857, no estado do Rio de Janeiro, surgiu o primeiro instituto educacional brasileiro dos surdos: Instituto Nacional de Educação dos Surdos (INES).


A língua de sinais trazida da França pelo professor Huet, associada aos métodos de comunicação que os surdos utilizavam no Brasil naquela época, deu origem a uma junção de sinais e gestos manuais, corporais e visuais que possibilitaram o surgimento da verdadeira Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).


No INES, os surdos oriundos de diversas partes do país eram escolarizados, recebiam as primeiras lições estudantis e desenvolviam suas capacidades intelectuais e profissionais até então discriminadas pela sociedade. Aos dezoito anos retornavam aos seus locais de origem levando consigo o que aprenderam no INES e conseqüentemente a LIBRAS.

A educação dos surdos no Brasil
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Até a década de 60, como na maioria dos países, o Brasil seguia a orientação dominante, considerando como melhor alternativa para o ensino de crianças surdas o atendimento em separado, já que seus problemas lingüísticos as diferenciavam das crianças ouvintes.
Assim, apareceram muitas escolas especiais para surdos, onde os portadores de deficiência auditiva eram educados, predominantemente, sob o aspecto da reabilitação oral.
A partir dos anos 80, seguindo a tendência mundial de integração, adotou-se nova orientação no campo da educação dos surdos: a integração do aluno surdo ao sistema regular de ensino (Educação Inclusiva - processo de inclusão dos portadores de necessidades especiais ou de distúrbios de aprendizagem na rede comum de ensino em todos os seus graus).
Tal tendência encontrou respaldo filosófico, legal e político-educacional na Constituição da República Federativa do Brasil (1988) que garante, em seu artigo 208, inciso III, “o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino”.
Somando-se ao artigo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, 1990) atesta a igualdade de oportunidades que as crianças e os adolescentes com deficiência deverão possuir em termos de educação, sendo o Estado e toda sociedade responsáveis pelo seu zelamento (BRASIL, 1990).
Em 22 de dezembro de 2005,o Presidente da República assinou o Decreto n° 5.626. O capítulo IV do decreto trata especificamente do acesso dos deficientes auditivos à educação.
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A aquisição da linguagem pela criança surda

Alguns anos após a inclusão da língua de sinais nos estudos lingüísticos, foram iniciadas pesquisas sobre o processo de aquisição da linguagem em crianças surdas filhas de pais surdos. Essas crianças têm a oportunidade de acesso a uma língua de sinais em iguais condições ao acesso que as crianças ouvintes naturalmente têm em uma língua oral-auditiva. Frisa-se a palavra "oportunidade" porque representam apenas 5% das crianças surdas, ou seja, 95% das crianças surdas são filhas de pais ouvintes, os quais, quase sempre, não dominam uma língua de sinais. No Brasil, a LIBRAS começou a ser investigada em estudos na década de 80 e a aquisição da LIBRAS nos anos 90.
Estudos da aquisição da linguagem infantil realizados nas línguas de sinais e nas línguas orais revelaram a presença de algumas generalizações interlingüísticas e intermodais em relação à produção dos primeiros sinais e em relação ao desenvolvimento do vocabulário. Tais estudos trouxeram para discussão a precedência de aquisição de sinais em relação à aquisição de palavras no período de aquisição da linguagem. Definiu-se que a aquisição dos primeiros sinais representa o limite entre os estágios pré-lingüístico e o lingüístico. Logo, considerando que o processo de aquisição das línguas de sinais é análogo ao processo de aquisição das línguas faladas, os próximos tópicos apresentam os estágios de aquisição adotados nos estudos sobre a aquisição da linguagem em geral.

segunda-feira, junho 06, 2011

Mudança em benefício empregaria mais pessoas com deficiência


Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) é pago pelo governo federal e garante uma renda mínima a idosos e pessoas com deficiência.

De acordo com o senador Luiz Lindberg Farias, presidente da Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência do Senado, mudar o funcionamento do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) é fundamental para continuar avançando na inclusão de pessoas com deficiência no mercado formal.
Assegurado por lei, o benefício é pago pelo governo federal e garante uma renda mínima a idosos e pessoas com deficiência. Têm direito a receber o benefício as pessoas com deficiência cuja renda familiar per capita é inferior a um quarto de salário mínimo. O valor pago a cada uma dessas pessoas é de um salário mínimo.
No entanto, se a pessoa começa a trabalhar o benefício é suspenso. "Tem muita família que mantém uma pessoa com deficiência em casa com medo que perca o BPC e depois o emprego. Isso não ajuda. A pessoa deveria poder conseguir um emprego e não perder o benefício", afirma Lindberg.
Segundo ele, a conversa com o Ministério da Previdência para modificar as regras do BPC está em andamento. O senador também afirmou que o órgão tem mostrado abertura para o diálogo e disposição de buscar regras que respondam às necessidades da sociedade hoje.
Lindberg defende que a pessoa que recebe o BPC deverá acumulá-lo com o salário caso consiga se colocar no mercado de trabalho. "Estamos falando de pessoas que ainda vivem em situação de pobreza", disse. Para ele, garantir os direitos desse grupo, tanto em questões relativas a mercado de trabalho quanto aos demais aspectos da vida, é fundamental para o cumprimento da convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
De acordo com ele, esse será o principal assunto a ser tratado pela Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência. O tratado internacional foi adotado pela ONU em 2006 e ratificado pelo Congresso brasileiro, em 2008. O senador sugeriu que comissão de juristas auxilie a subcomissão na regulamentação do tratado. "Mas, além de novas regulamentações, é preciso fazer com que a legislação atual seja cumprida, defendeu.

Sistema de TV Japonesa NHK traduz automaticamente legendas em linguagem de sinais


Linguagem de Sinais na Rede NHK
Na semana passada, pudemos conferir uma melhoria na acessibilidade de comunicações proporcionada pela tecnologia japonesa para traduções em tempo real em conversas. Agora, os laboratórios de pesquisa da rede de televisão NHK, a maior do Japão, ajudam os deficientes auditivos com uma nova ferramenta que traduz o que está sendo dito na linguagem dos sinais com animações computadorizadas.
Linguagem de Sinais na Rede NHK
“Geralmente, legendas são suficientes para pessoas que entendem japonês e perderam a audição em algum momento, mas pessoas que nasceram surdas aprendem a linguagem dos sinais primeiro”, afirma Naoto Kato, engenheiro-chefe de pesquisas dos Laboratórios de Pesquisa em Ciência & Tecnologia da NHK. Segundo o executivo, essas pessoas acabam estudando o kanji (caracteres japoneses) naturalmente após isso, mas acham o sistema de sinais mais fácil de entender do que legendas comuns.
Revelada durante a Technology Open House 2011, o sistema da rede de televisão converte a legenda em gestos com um personagem em computação gráfica, substituindo expressões por sinônimos apropriados. Naturalmente, há alguma perda na eficácia da tradução, que ainda não se encontram fluentes, forçando os pesquisadores a ajustar manualmente os sinais. Além disso, as animações não são tão naturais, já que as expressões faciais contam bastante na hora da comunicação por sinais. Ainda assim, é uma boa oportunidade de inclusão que poderá ser, quem sabe, copiada em outros lugares do mundo, incluindo o Brasil.
O sistema visa prioritariamente ser utilizado durante emergências ou desastres naturais, podendo ajudar no alerta para pessoas com problemas auditivos.

Cardápios de restaurante não tem versão em braille


Restaurantes ignoram a lei e não têm transcrição para cegos em alto-relevo; serviço custa R$ 6 por página


"Parece que servem sopa aqui. Adoro. Ouvi a conversa na outra mesa", diz Bernadete Fonseca, 51, pouco antes de entrar no táxi que a espera, ao lado marido, na saída da Forneria San Paolo. Bernadete vê apenas contornos de luz. Sofre de uma doença que a fez perder quase toda a visão. Conheceu Geraldo Fonseca, 53, (cego desde a infância) quando procurava se adaptar - e há quatro anos estão juntos.

Gostam de frequentar restaurantes, mas nem sempre têm facilidade à mesa. Na última sexta-feira, foram à rua Amauri, o badalado endereço gastronômico do Itaim Bibi (zona sul de São Paulo). Dos 11 restaurantes dali, somente três têm cardápio em braille, como manda a lei. Acomodados à mesa da Forneria San Paolo, perguntam ao garçom sobre a especialidade da cozinha. O funcionário ensaia a leitura, mas, 15 minutos depois, finaliza poucas descrições.

Ele é interrompido, a cada instante, por perguntas como "Qual o valor desse prato?". O salão está cheio e ele não segue até o fim da lista. "O menu em braille dá privacidade. Escolho o que dá água na boca e o que posso pagar", diz Bernadete assim que o atendente se vai. Para atender aos cerca de 148 mil cegos no Brasil (número do IBGE), não é preciso investimentos altos. A transcrição, feita por instituições como a Dorina Nowill, custa R$ 60 por dez páginas.

Outro lado

A Forneria San Paolo afirma que "nunca recebeu deficientes visuais" e que "tampouco tinha conhecimento da lei". Diz nunca ter recebido a fiscalização e que vai providenciar o cardápio adaptado em breve. Segundo a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, que responde pela vigilância, "a fiscalização ocorre rotineiramente e todos os estabelecimentos da cidade são vistoriados".

quarta-feira, junho 01, 2011

Paraplégico volta a movimentar as pernas após receber células-tronco

Uma grande notícia, um grande avanço!!! Continuamos ACREDITANDO....

A terapia inédita começa a ser testada em voluntários, na Bahia. Depois de um mês e meio, o paciente já movimenta os joelhos e consegue pedalar.

Um homem que ficou paraplégico depois de um acidente há nove anos sonha em tomar banho de mar sozinho e jogar bola de novo. Há um mês e meio, ele recebeu transplante de células-tronco e, com duas sessões de fisioterapia por dia, já surpreende os médicos.
Ele já consegue mover os joelhos para cima, uma façanha para quem tem a musculatura atrofiada pela falta de uso. O paciente também está começando a levantar o corpo. O mais surpreendente para a equipe da fisioterapia é que ele está pedalando.

O policial militar, que pede para não ser identificado, não fazia nenhum movimento da cintura pra baixo. Ele ficou paraplégico depois de sofrer um acidente e passou os últimos nove anos em uma cadeira de rodas.
“Anteriormente eu tinha um tronco que estava vivo e umas pernas que não respondiam. E hoje eu percebo que eles estão vivas, pertencem a mim e só depende de mim para que elas acordem", diz.
O ponto de partida para esse progresso foi uma cirurgia realizada em 14 de abril, em Salvador. O paciente foi submetido a um transplante de células tronco. A pesquisa durou cinco anos e, antes de ser usada em humanos, a técnica mostrou bons resultados em animais.
Os médicos usam células-tronco mesenquimais, que tem grande capacidade de se transformar em vários tipos de tecido. Elas são retiradas do osso do quadril do próprio paciente e injetadas diretamente no local onde a coluna foi atingida.
A técnica pioneira foi desenvolvida por cientistas da Fundação Osvaldo Cruz, Fiocruz, e do Hospital São Rafael, onde fica um dos mais modernos centros de terapia celular do país.
Os pesquisadores estão espantados com a evolução rápida do paciente.
“Basicamente em uma semana ele já começou a ter resultados clínicos, uma melhora na sensibilidade, uma melhora na postura sentada e este paciente vem evoluindo", explica Marcus Vinícius Mendonça, neurocirurgião.
Os médicos acham cedo para dizer se ele e as outras dezenove pessoas com lesões na medula que também irão receber células-tronco vão voltar a andar normalmente.
“Esse paciente pode ter ainda outras melhoras e os outros podem ter melhoras maiores, ou iguais ou piores. Então, a gente tem que esperar", acredita Ricardo Ribeiro, coordenador do programa.
Por enquanto, o policial, entusiasmado com os primeiros resultados, faz planos. “Eu sempre gostei de praia, ir à praia, poder tomar um banho de mar sem que ninguém te carregue. Poder ir a um estádio, que eu sempre gostei de futebol, poder jogar um futebol, ir ao shopping, fazer o que eu sempre fazia".

segunda-feira, maio 30, 2011

Atleta paraolímpico tem apoio de irmão no Ironman em Florianópolis

A lição é de cumplicidade, devoção e superação de limites: como irmãos podem ser mais do que irmãos. A inspiração veio de outra história emocionante exibida no “Fantástico” há quase três anos: o exemplo do americano Dick Hoyt, um pai que não mediu esforços para ajudar Rick, o filho com paralisia cerebral, a participar de maratonas e triatlos.
“Esta história é um grande exemplo de vida para sociedade contemporânea. Para nós, é uma grande inspiração”, diz o professor de história e triatleta Arthur Pires.
Arthur é triatleta. O irmão, Chiquinho, nasceu com uma severa deformidade na coluna vertebral que limita a capacidade respiratória e desequilibra o andar. “Dificuldade, barreira e impedimento isso não tem. A cada desejo, a cada sonho é um passo a mais”, afirma Chiquinho Pires, que também é professor de história.
O novo passo de Chiquinho era gigante: participar do Ironman, o duríssimo triatlo de longas distâncias. Foi o desafio que fez ao irmão. Ao todo, são dois mil atletas inscritos e entre eles Arthur e Chiquinho. O desafio que eles têm pela frente é nadar 3,8 quilômetros, depois pedalar 180 quilômetros e por fim correr uma maratona de 42 quilômetros.
No meio de um cardume de nadadores, Arthur reboca Chiquinho em um pranchão de surfe. O ciclismo é a etapa mais longa. A bicicleta é adaptada com dois assentos. Na maratona, Chiquinho vai em uma cadeira que lembra uma espécie de triciclo. Os passos firmes de Arthur tornam realidade o sonho do irmão, que não aceita limites para viver.
“Uns nos acham ocos, outros nos acham um exemplo a ser seguido. Mas nós queremos curtir nosso barato”, disse Chiquinho.

quarta-feira, maio 18, 2011

Paraolimpíadas: A Superação do Limite


As pessoas com deficiências tradicionalmente discriminados pela sociedade, e desmotivados pela sua própria condição existencial, têm nas competições paraolímpicas uma oportunidade para elevar sua auto-estima, direta ou indiretamente, além de provar para todos o seu valor como atleta e cidadão.
Desde a XVI Olimpíada, realizada em Roma, em 1960, imediatamente após as Olimpíadas, e nas mesmas instalações são realizados as Paraolimpíadas ou os Jogos Paraolímpicos. Em Roma, a I Paraolimpíada teve a participação de 400 atletas e 23 delegações. Neste ano, em Atenas, na Grécia, as Paraolimpíadas vem crescendo também de prestígio junto à mídia, e proporcionando oportunidades de competição esportiva para aqueles que, superando as inúmeras dificuldades, treinaram duramente para o evento internacional. Os jogos de 2004 atraíram 143 países e cerca de 4000 competidores
O Brasil em Atenas competiu em 13 das 19 modalidades esportivas disputadas e obteve o 14º lugar, com 14 medalhas de ouro, 12 de prata e 7 de bronze, totalizando 33 medalhas. O crescimento do esporte paraolímpico tem uma explicação simples: financiamento, afirma o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Vital Severino Neto, que é deficiente visual. O Brasil levou a maior delegação para competir em Atenas de todos os tempos, com 98 atletas, 77 homens e 21 mulheres. Os atletas brasileiros nos jogos paraolímpicos bateram o recorde de medalhas se for comparados com os atletas que participaram das olimpíadas/ 2004.
Atletíssimos
Clodoaldo Francisco da Silva bateu o recordes e conquistou seis medalhas de ouro na natação. Clodoaldo nasceu em Natal/RN, em 1979. Deficiente físico, em razão de paralisia cerebral.
Roseane Ferreira dos Santos, conhecida como Rosinha, também é uma colecionadora de primeiros lugares. Ganhou três de ouro no Mundial da Nova Zelândia em 1999, três medalhas de ouro no Pan-Americano do México, duas de ouro nas Paraolimpíadas de Sydney em 2000. Em Atenas, alcançou o recorde mundial no lançamento do disco, mas não obteve medalha devido ao sistema de pontuação realizado no agrupamento de classes desta prova.
Contudo, a maior glória das olimpíadas dos deficientes não está somente na conquista de medalhas e na própria competição, está sobretudo no exemplo que esses atletas passam para centenas de milhares que vivem estigmatizados por suas deficiências físicas e mentais e sem perspectivas em suas casas. Mesmo quem não aspira ser atleta, pelo menos pode encontrar inspiração e coragem em acompanhar as notícias, onde termina se identificando com aqueles que superaram as inúmeras dificuldades com muita luta, coragem, persistência e dedicação por algum esporte. Saber que há pessoas que apesar das dificuldades de toda ordem foram à luta e venceram no esporte, pode irradiar otimismo, levantar a auto-estima e reorientar as perspectivas em muita gente.
A famosa frase do Barão de Coubertin, hoje desgastada nas olimpíadas, parece ganhar mais sentido como slogan dos atletas paraolímpicos, pois eles sabem e sentem que realmente “o importante não é ganhar uma medalha, mas simplesmente competir”. O atleta paraolímpico antes de competir nacional e internacionalmente teve que competir com ele mesmo; sem dúvida, superar esse primeiro obstáculo subjetivo não tem medalha que possa premiá-lo.
Cada atleta uma história
Se cada um dos atletas das olimpíadas tem sua história específica de sofrimentos e superação dos seus próprios limites, cada atleta paraolímpico carrega uma história de fazer filme para cinema. Existem aqueles que nasceram com deficiência e aqueles que adquiriram uma deficiência ao longo da vida. Há atletas com lesão medular, poliomielite, amputação de pernas e de braços, deficiência visual e mental.
Rosinha, que citamos acima, aos dezoito anos perdeu a perna esquerda quando um motorista de caminhão alcoolizado avançou sobre calçada onde ela estava. Começou a praticar esportes em 1977, depois de assistir alguns treinos a convite de um professor. Suely Rodrigues Guimarães aos sete anos quando brincava na calçada de sua casa também foi vítima de um motorista bêbado, perdendo as duas pernas e uma amiguinha. Começou pela natação, depois o tênis de mesa, halterofilismo, arremesso de peso, lançamento de disco e dardo. Tem nove medalhas de ouro em pan-americanos, ouro e recorde mundial na Paraolimpíada de 1992, e em Atenas, ouro no lançamento de disco. Heriberto Alvez Roca ficou paraplégico quando disputava um racha, sentado no banco de trás do carro que capotou. Hoje é jogador de basquete do Águia da Cadeira de Rodas de São Paulo e da Seleção Brasileira que compete em Atenas.
Adria Rocha dos Santos é deficiência visual. Aos 25 anos essa mineira soma quatro Paraolimpíadas à sua carreira. Nesta última trouxe mais medalhas para aumentar seu currículo, no atletismo, em provas de pista. Sua deficiência visual é proveniente e uma doença chamada retinose pigmentar - sem cura - que incide diretamente sobre a retina. Tal doença faz com que o portador perca, aos poucos, a visão até que, em determinado estágio, fique totalmente cego. Ádria já se encontra nesse estágio.
Os critérios
As Paraolimpíadas neste ano [2004] teve a participação apenas de atletas com deficiência física e visual. Os atletas com deficiência auditiva desde 1996, optaram por participara das Olimpíadas. À participação dos atletas com deficiência mental foi suspensa até que a Associação Internacional de Desportos para Deficientes Mentais – INAS-FID, responsável pelo sistema de classificação destes atletas, estabeleça um critério eficiente de avaliação da deficiência mental para garantir uma competição justa para todos os participantes. Em Sidney, 2000, alguns atletas do time de basquetebol para deficientes mentais da Espanha, não eram deficientes e competiram.
Os atletas com deficiência física são classificados em cada modalidade esportiva através do sistema de classificação funcional. Este sistema visa classificar os atletas com diferentes deficiências físicas em um mesmo perfil funcional para a competição. Tem como meta garantir que a conquista de uma medalha por um atleta seja fruto de seu treinamento, experiência, motivação e não devido a vantagens obtidas pelo tipo ou nível de sua deficiência. Na natação, são 10 classes para o nado de costas, livre e golfinho, 10 classes para o medley e 9 classes para o peito. Os atletas com deficiência visual, já passam por uma classificação médica, baseada em sua capacidade visual. Entre os atletas com deficiência visual, há somente 3 classes. Apesar destas classificações serem aceitas pelo Comitê Paraolímpico Internacional – IPC, existe muita polêmica em relação a estes sistemas e muitos atletas são protestados durante as competições.
Somente o bocha, o goalball, o rugby e o halterofilismo são modalidades que foram criadas especificamente para a participação dos deficientes. De maneira geral as adaptações das modalidades convencionais para a participação dos atletas com deficiência são mínimas. Como é o caso das corridas com deficientes visuais, nas classes T11 e T12 onde são permitidos guias.
A divulgação dos Jogos Paraolímpicos fez com que ficássemos admirados, ou mesmo perplexos com a performance de atletas em cadeira de rodas, no atletismo, no basquetebol, de atletas cegos seguindo uma bola com guizo no futebol e de atletas sem braços e pernas competindo na natação. Estas imagens, agora, devem ficar registradas para repensarmos sobre nossas opiniões, conceitos e ações em relação a estas pessoas que estão com certeza muito próximas de nós, mas que só adquirem visibilidade social nesse tipo de competição. De acordo com os dados do CENSO 2000, o Brasil tem cerca de 14,5% pessoas com deficiência, portanto, são demandantes de projetos de inclusão social.
Paraolimpíada só, não basta...
Todos reconhecem que à dimensão psíquica, física e social do esporte paraolímpico é muito significativa para os atletas, mas também contribui para a construção de um mundo verdadeiramente pluralista, que sabe respeitar e conviver com as diferenças, sejam elas quais forem.
As pessoas com deficiências física e mental não precisam de nossa pena, ou de nossa compaixão, mas sim de estímulo, demonstração de apoio e de luta conjunta pela democratização das oportunidades de acesso para além do âmbito dos jogos, para que tenham uma existência cotidiana digna e feliz.

segunda-feira, maio 16, 2011

Bolsa Esporte e Bolsa Atleta

O Programa Bolsa Esporte beneficiará 1.737 atletas.
A Secretaria do Esporte do Estado (Sesporte) abre o processo de inscrições para os Programas Bolsa Esporte e Bolsa Atleta de Alto Rendimento. O processo de inscrição dos candidatos do Bolsa Esporte se dará em duas fases. Na primeira fase, os candidatos deverão se inscrever gratuitamente até o dia 10  de junho. Nesta etapa inicial, não há necessidade presencial do candidato, pois a inscrição poderá ser feita pela internet, preenchendo a ficha de inscrição disponível no site da Sesporte.
Após as inscrições, os candidatos serão avaliados por um processo seletivo seguindo os seguintes critérios: Análise Cadastral, Documental e de Mérito. As avaliações serão feitas por uma comissão técnica da Sesporte. No dia 13 de junho, será divulgado no site a lista dos selecionados que deverão comparecer nas datas estabelecidas no cronograma abaixo para a entrega de documentos como declaração de renda, declaração escolar, comprovante de endereço, RG, entre outros.
BOLSA ESPORTE
O Bolsa Esporte é um Programa da Secretaria do Esporte do Estado e tem como objetivo proporcionar o desenvolvimento humano através do esporte, realizando ações que possibilitem o combate à pobreza e a melhoria da qualidade de vida, além da descoberta de novos talentos esportivos, na Capital e nos municípios do interior do Ceará.

BOLSA ATLETA DE ALTO RENDIMENTO
Para as incrições do Programa Bolsa Atleta o candidato deverá preencher a ficha de inscrição on-line disponível na página eletrônica da Secretaria do Esporte e entregar junto com a documentação exigida no edital até o dia 26 de maio de 2011 na sede da Secretaria do Esporte (Estádio Plácido Aderaldo Castelo - Av. Alberto Craveiro, 2901 - Bairro Castelão, em Fortaleza)
O Programa é destinado à atletas do Estado do Ceará com resultados expressivos nos rankings nacional e internacional e benefíciará 50 atletas, sendo 30 bolsas na categoria nacional e 20 bolsas na categoria internacional .

sábado, maio 14, 2011

Halterofilismo


O halterofilismo apareceu pela primeira vez em uma Paraolimpíada, em 1964, em Tóquio. A deficiência dos atletas era exclusivamente lesão da coluna vertebral. Até os Jogos de Atlanta (1996), somente os homens competiam. Quatro anos depois, em Sydney, as mulheres entraram de vez para a modalidade. Atualmente 109 países possuem halterofilistas paraolímpicos.
O Brasil estreou nos Jogos de Atlanta, com o atleta Marcelo Motta. Em Sydney (2000), Alexander Whitaker, João Euzébio e Terezinha Mulato competiram. Três anos depois, no Pan-Americano de Oklahoma, Estados Unidos, Marcelo Motta conquistou medalha de ouro, e um novo recorde das Américas na categoria até 60kg. João Euzébio (até 82,5kg) e Terezinha Mulato (até 60kg) ganharam prata e Walmir de Souza (até 75kg) ficou com o bronze. Em Atenas, Whitaker e Euzébio ficaram em 4º e 12º lugar, respectivamente.
No halterofilismo os atletas permanecem deitados em um banco, e executam um movimento conhecido como supino. A prova começa no momento em que a barra de apoio é retirada – com ou sem a ajuda do auxiliar central – deixando o braço totalmente estendido.  O atleta flexiona o braço descendo a barra até a altura do peito. Em seguida, elevam-na até a posição inicial, finalizando o movimento. Hoje, competem atletas com deficiência física nos membros inferiores ou paralisia cerebral. As categorias são subdivididas pelo peso corporal de cada um. São dez categorias femininas e dez masculinas. O atleta pode realizar o movimento três vezes, o maior peso é validado. Os árbitros ficam atentos a execução contínua do movimento e a parada nítida da barra no peito. No Brasil, a modalidade é organizada pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro através da Coordenação de Halterofilismo, atualmente ocupada pelo Prof. Antônio Augusto Ferreira Júnior.
 Classificação
É a única modalidade em que os atletas são categorizados por peso corporal, como no halterofilismo convencional. São eligíveis para competir atletas amputados, les autrescom limitações mínimas, atletas das classes de paralisia cerebral e atletas das classes de lesões na medula espinhal. Os competidores precisam ter a habilidade de estender completamente os braços com não mais de 20 graus de perda em ambos cotovelos para realizar um movimento válido de acordo com as regras.

terça-feira, maio 10, 2011

A Liga

O programa A Liga deu um belo exemplo do que alguns governantes deveria fazer 
pois se assim fizessem acredito que o mundo seria preparado para os D'Eficientes

 BONS EXEMPLOS TEM QUE SER MOSTRADOS



segunda-feira, maio 09, 2011

IPC lança plano estratégico para os próximos quatro anos



O Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) publicou, nesta quinta-feira, um novo plano estratégico de quatro anos. O objetivo é impulsionar os Jogos Paraolímpicos para um nível mais alto, tendo em vista o aumento do número de pessoas que participam do Esporte Paraolímpico em todo o mundo.

Desenvolvido durante o segundo semestre de 2010, o plano visa à criação de novos programas e é baseado em seis pontos estratégicos que apoiam e contribuem com a filosofia do Movimento Paraolímpico. A ideia para elaboração de um novo plano surgiu na Assembleia Geral de 2009, que aconteceu em Kuala Lumpur, na Malásia. Durante a reunião, membros do IPC destacaram a necessidade não só de continuar com a organização de Jogos Paraolímpicos e Mundiais, como também de aumentar o número de participantes nesses eventos.  “Desde que traçamos o nosso primeiro plano estratégico, em 2003, o Movimento Paraolímpico conquistou muita coisa importante”, destaca Sir. Philip Craven, presidente do IPC. “Acho que ninguém imaginava, em 2003, que algum dia conseguiríamos fazer uma Paraolimpíada como foi aquela de Pequim 2008. Isso é uma indicação real do que alcançamos.” “Mas agora chegamos a um ponto em que precisamos de um novo impulso, novas metas. Este plano estratégico 2011-2014 é um dos projetos mais importantes e complexos que o IPC já produziu, uma vez que ele explica o caminho que o Movimento Paraolímpico deve tomar. Ele servirá de referência para os nossos membros nos próximos anos.” - Os seis principais pontos do plano são: 1. Garantir êxito nos Jogos Paraolímpicos para todos os participantes 2. Promover oportunidades de participação e crescimento no Esporte Paraolímpico 3. Aumentar a compreensão da marca paraolímpica 4. Garantir o financiamento adequado e identificar oportunidades de receita 5. Reforçar as estruturas eficientes para garantir o cumprimento de promessas 6. Alavancar parcerias a fim de ampliar o alcance do Esporte Paraolímpico “Este é um momento muito emocionante para o Movimento Paraolímpico. Através deste plano, queremos manter a excelência alcançada nos últimos anos e gerar novos frutos, com mais atletas, entidades e até com a sociedade mais envolvida com o esporte paraolímpico. Este será o núcleo do nosso pensamento nos próximos anos”, adicionou Craven.

sexta-feira, maio 06, 2011

Feliz Dia das Mães

Mensagem - Foto

Mãe,
Você me ensinou a me importar com as pessoas,
A perceber seus sentimentos, e compreender seus problemas.

De tudo o que você me ensinou,

Estas devem ser as coisas mais importantes,
E são também as qualidades que eu mais gosto em você,

E eu só espero que as pessoas vejam o mesmo em mim...

Então, Mãe, no seu dia, eu quero dizer a você,
O quanto você significa para mim,
E não só porque você é a minha mãe,

Mas também por ser uma pessoa que eu admiro e amo muito.

Feliz Dia das Mães!

terça-feira, maio 03, 2011



Alguns anos atrás li uma história que ficou gravada indelevelmente em minha mente.

Uma senhora que vivia tentando por muitos anos ter um filho, viu seu sonho realizado.
Recebeu dos braços da enfermeira um lindo bebê.
Porém, qual não foi a sua surpresa quando notou que a criança havia nascido sem orelhas.
Preocupada, perguntou ao médico se o menino tinha perfeita audição.
Um exame foi realizado e ficou constatado que o aparelho auditivo era normal.
A mãe, conformada, levou o filho para casa. Seu amor não diminuiu pela criança, mas à medida que esta crescia observava o tratamento que outras crianças lhe davam.
Com freqüência seu filho voltava para casa chorando! Isso era como uma punhalada a ferir e magoar o coração daquela mãe.
Consultou o médico, novamente perguntando se algo poderia ser feito pelo filho. O doutor revelou que se encontrassem alguém que doasse um par de orelhas, poderiam tentar um implante quando o rapaz chegasse aos 21 anos.
Os anos se passaram e um dia os pais revelaram a alvissareira notícia de que tinham encontrado alguém para doar as orelhas.
A operação foi realizada com grande êxito. Qual não era a satisfação e a alegria daquela mãe ao contemplar o jovem, olhando-se no espelho e dizendo:
- Veja, mãe, sou agora como todos os outros rapazes. Voltava-se então, para sua mãe e lhe perguntava:
- Mamãe, quem foi que me doou este par de orelhas?
- Ah! Meu filho, agora não podemos revelar-lhe ma um dia irá saber.
Passaram-se os anos e o jovem casou-se e teve filhos, todos normais.
Certa feita, ocorreu uma das grandes tristezas deste mundo: havia perdido sua mãe.
Na sala funerária, pai e filho, olham pela última vez o corpo inerte, gélido, daquela senhora tão bondosa. Depois que todos saíram, o pai diz ao filho:
- Meu filho, venha comigo despedir-nos de sua mãe.
Ambos se aproximaram do esquife e ali pela última vez o filho contemplou sua querida mãe.
De repente, para surpresa daquele filho, o pai puxa de lado os longos cabelos negros de sua esposa e o filho observa, pela primeira vez que sua mãe não tinha mais orelhas.

Esta é a grande dimensão do Amor! Oferta! Sacrifício!

segunda-feira, maio 02, 2011

ESTADIOS PARA 2014 NÃO ADAPTADOS PARA DEFICIENTES...

A acessibilidade nos estádios que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014 norteou os debates da reunião do GT Inclusão de Pessoas com Deficiência, da Procuradoria Geral da Repúlica. O conselheiro federal Kleber dos Santos participou da reunião como convidado. Na ocasião, ele informou aos presentes sobre as audiências públicas “Confea/Crea em Campo”, que estão sendo realizadas nas  cidades-sede da Copa, e que  são precedidas por ações de fiscalização preventiva e integrada, nas quais é observado o cumprimento da legislação brasileira no tocante à acessibilidade. Os membros do GT manifestaram interesse em participar das próximas audiências.
O debate central na reunião foi sobre os projetos dos estádios e o atendimento ao Decreto nº 5296/2004, que regulamenta a legislação sobre prioridade ao atendimento às pessoas com deficiência e sobre normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. A maioria dos presentes é da posição de que os projetos dos estádios têm de cumprir o decreto, enquanto que os representantes do COL – Comitê Organizados da Copa do Mundo de 2014 – alegam que a adaptação dos projetos ao decreto pode causar transtornos como aumento dos custos e não atendimento dos prazos. A proposta do COL é de colocar assentos especiais nos pavimentos inferiores e térreos.
O representante do Ministério do Esporte, Luciano Portilho Mattos, informou que posição do Ministério é que se cumpra a legislação, uma vez que, inclusive, há artigos específicos sobre acessibilidade no Estatuto do Torcedor. Segundo ele, a aprovação dos projetos dos estádios sem que cumpram o disposto no decreto significa uma “afronta”. O artigo 23 do decreto estabelece que pelo menos dois por cento da lotação de estabelecimentos como teatros, cinemas, auditórios e, inclusive, estádios e ginásios de esportes, devem ser destinados a pessoas com cadeiras de rodas e distribuídos pelo recinto em locais diversos, de boa visibilidade, próximos a corredores sinalizados.
A coordenadora-geral de Acessibilidade da Subsecretaria Nacional da Pessoa com Deficiência (SNDP) (vinculada à Secretaria de Direitos Humanos), Ângela Carneiro da Cunha, citou que o Fórum da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) discutiu e entendeu que o percentual de dois por cento para pessoas em cadeiras de rodas previsto no decreto pode ser compreendido como um por cento para o cadeirante e um por cento para o acompanhante. Ela destacou que a posição da Secretaria é também para o atendimento e serviços de apoio para pessoas com outros tipos de deficiência, não exclusivamente referente à mobilidade.
Já o presidente do Conade – Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência -, Moisés Bauer Luiz, destacou sua discordância com a proposta de interpretação normativa da ABNT. Na visão dele, o decreto é claro em atribuir os dois por cento para pessoas em cadeira de rodas. Para ele, a única alternativa seria reformular o decreto diminuindo esse percentual no caso de estádios de futebol. O presidente do Conade disse acreditar que o Conselho não vetaria um percentual menor na legislação, desde que a acessibilidade plena fosse respeitada.
O decreto estabelece: “Art. 23.  Os teatros, cinemas, auditórios, estádios, ginásios de esporte, casas de espetáculos, salas de conferências e similares reservarão, pelo menos, dois por cento da lotação do estabelecimento para pessoas em cadeira de rodas, distribuídos pelo recinto em locais diversos, de boa visibilidade, próximos aos corredores, devidamente sinalizados, evitando-se áreas segregadas de público e a obstrução das saídas, em conformidade com as normas técnicas de acessibilidade da ABNT.”
Os representantes COL, no entanto, argumentam que a implantação da acessibilidade é complexa. Fábio Carvalho e Thiago Pelakauskas consideram o índice de dois por cento muito elevado. Eles ressaltaram a inviabilidade da adaptação dos projetos ao que estabelece o decreto, o que aumentaria os custos das obras em andamento e alteração nas licitações. Também destacaram a necessidade de se adaptar os meios de transporte que servem os estádios com os mesmos percentuais estabelecidos.  Presente à reunião, a gerente de Projetos do Ministério das Cidades, Magda Hennes, informou que o Pró-Transporte (programa de financiamento com recurso do FGTS) contempla acessibilidade. Além disso, ela disse que, projetos de infraestrutura viária devem estar de acordo com o Decreto nº 5296/2004 e com normas da ABNT.
O GT aguarda uma manifestação oficial do Conade, que balizará o posicionamento do Ministério Público Federal (MPF), e solicita ao COL que seja estudada a inclusão dos dois por cento de assentos para cadeirantes nos projetos dos estádios.
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