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quarta-feira, agosto 24, 2011

Equipe brasileira brilha em torneio internacional de tênis de mesa



Rio de Janeiro recebeu Aberto de Para-Tênis de Mesa no último sábado, dia 20

Com oito ouros, 12 pratas e 18 bronzes, o Brasil foi o grande campeão do Aberto de Para-Tênis de Mesa e terminou a competição em primeiro lugar no quadro geral de medalhas. Só nas disputas por equipes, foram quatro ouros: três com os homens e um com as mulheres.

Os destaques individuais do Brasil foram Claudiomiro Segatto, com o título sobre o francês Nicolas Savant, e Bruna Alexandre, campeã da classe 10 tanto nas disputas individuais, quanto na por equipes. A jovem revelação do Tênis de Mesa brasileiro ficou feliz com o resultado:

“Foram poucos atletas inscritos na minha Classe, mas estou satisfeita porque consegui bons resultados e conquistei mais duas medalhas de ouro em um evento internacional. Lamento apenas não poder fazer parte do grupo que vai ao Parapan”, avalia Bruna, que não vai à Guadalajara em novembro por conta do baixo número de atletas da classe 10 nas Américas, o que impede a realização dos jogos. Bruna já disputou algumas etapas do Ranking Mundial e obteve bons resultados.

Na cerimônia de premiação, o presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), Alaor Azevedo, agradeceu a todos que ajudaram a garantir o sucesso do evento. Entre os homenageados estavam o Árbitro Geral, Georgios Seliniotakis, e o classificador funcional da ITTF, Jurai Stefak.

Foram distribuídas 23 medalhas de durante os jogos. Delegações da América do Norte, América do Sul e Europa participaram do aberto. O torneio serviu de preparação para os Jogos Parapanamericanos de Guadalajara, em novembro

quinta-feira, março 10, 2011

TÊNIS DE MESA PARAOLÍMPICO




Tênis de Mesa: descrição e histórico.
           O tênis de mesa é um dos mais tradicionais esportes paraolímpicos, disputado desde os Jogos de Roma tanto no masculino quanto no feminino. Todas as edições dos Jogos Paraolímpicos tiveram disputas da modalidade. Com o passar dos anos, ocorreram algumas mudanças. Desde os Jogos de Roma (1960) até o Tel Aviv, em 1968, eram disputadas partidas no individual e em duplas. Em Heidelberg (1972) começaram as disputas por equipes. Toronto (1976) e Arnhem (1980), só tiveram disputas de jogos simples e por equipe. O open entrou no calendário paraolímpico oficial nos Jogos de 1984 e em Seul (1988). Em Barcelona (1992), as disputas passaram a ser apenas no individual e por equipe. Já em Atenas, também teve disputa de duplas.
            A história do tênis de mesa no Brasil se confunde com a do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), pois a modalidade começou com a fundação do Comitê, em 1995. O país é representado nos Jogos Paraolímpicos desde Atlanta (1996). Os mesatenistas Francisco Eugênio Braga, Luiz Algacir e Maria Luiza Pereira foram os pioneiros na competição. Em Sydney (2000), participaram dos Jogos Anita Sutil, Carlo Di Franco (o Carluxo), Lucas Maciel e Luiz Algacir.
            Em 2003 o CPB organizou o Parapan de Tênis de Mesa, em Brasília. Os mesatenistas Cristovam Jaques, Iranildo Espíndola, Ivanildo Freitas e Luiz Algacir carimbaram seus passaportes para Atenas ao vencer o torneio continental. A prata de Roberto Alves garantiu sua participação na Grécia. Entre os deficientes mentais, Lucas Maciel foi o representante brasileiro, cuja vaga veio com a oitava colocação no Mundial do México de 2003, que reunia atletas com esse tipo de deficiência. Nos Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007, o Brasil foi campeão geral da modalidade com 26 medalhas, sendo 11 de ouro, sete de prata e oito de bronze.
            No tênis de mesa participam atletas do sexo masculino e feminino com paralisia cerebral, amputados e cadeirantes. As competições são divididas entre atletas andantes e cadeirantes. Os jogos podem ser individuais, em duplas ou por equipes. As partidas consistem em uma melhor de cinco sets, sendo que cada um deles é disputado até que um dos jogadores atinja 11 pontos. Em caso de empate em 10 a 10, vence quem primeiro abrir dois pontos de vantagem. A raquete pode ser amarrada na mão do atleta para facilitar o jogo. A instituição responsável pela modalidade é a Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF). Em relação ao tênis de mesa convencional existem apenas algumas diferenças nas regras, como na hora do saque para a categoria cadeirante. No Brasil, a modalidade é organizada pela Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).

Classificação
Os atletas são divididos em onze classes distintas. Mais uma vez, segue a lógica de que quanto maior o número da classe, menor é o comprometimento físico-motor do atleta. A classificação é realizada a partir da mensuração do alcance de movimentos de cada atleta, sua força muscular, restrições locomotoras, equilíbrio na cadeira de rodas e a habilidade de segurar a raquete.
  • TT1, TT2, TT3, TT4 e TT5 – atletas cadeirantes
  • TT6, TT7, TT8, TT9, TT10 – atletas andantes
  • TT11 – atletas andantes com deficiência mental
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