terça-feira, fevereiro 14, 2012

Portadores de deficiência não vão pagar por adaptações em residências do Minha Casa, Minha Vida

A acessibilidade pode se tornar obrigatória no Programa Minha Casa, Minha Vida, de habitação popular. A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) aprovou nesta terça-feira (14) o Projeto de Lei do Senado 650/11, que obriga as construtoras a atender às demandas de acessibilidade de portadores de deficiências beneficiárias do programa habitacional do governo.
A proposta determina que, além dos 3% de unidades imobiliárias que devem ser entregues já adaptadas para idosos ou pessoas com deficiência, as construtoras devem arcar com os custos de adaptação de outras unidades sempre que houver demandas por parte de beneficiários idosos ou com deficiência.
De autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), o PLS 650/2011 teve voto favorável do relator, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
- Embora a lei vigente já destine 3% dos imóveis construído no Programa Minha Casa, Minha Vida, não parece justo que uma vez comercializada as unidades acessíveis, os idosos ou portadores de deficiência tenham de arcar pessoalmente com os custos das adaptações necessárias para moradia - explicou o relator.
Rollemberg lembrou que, segundo o IBGE, pelo menos 10% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência. Mesmo assim, o senador acredita que não será grande o número de unidades a serem adaptadas além dos 3% previstos na lei. Aprovada na CDR, a proposta segue agora para análise da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) em caráter terminativo.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

QUANTAS CALORIAS SE QUEIMA EM UMA CADEIRA DE RODAS

 Uma pessoa que usa cadeira de rodas manual pode queimar até 120 calorias em meia hora, enquanto caminha a 3 km/h em uma superfície plana, que é três vezes mais do que alguém fazendo a mesma ação em uma cadeira de rodas motorizada.
Isso baseia-se em um recente artigo de revisão do Professor David Bassett Jr., da Universidade de Tennessee. Ele calcula os custos de calorias de várias atividades físicas para pessoas que usam cadeiras de rodas manuais e os resume em uma única fonte. O artigo foi publicado na Quarterly Atividade Física Adaptada.
A revisão deve ser útil para aqueles que querem criar questionários de atividade física e desenvolver recomendações para pessoas com deficiência. Ele também mostra a pessoas com deficiência que podem obter benefícios de saúde, os quais são aumentados quando se exercitam de forma moderada ou vigorosa, disse Bassett.
Pode ser simplesmente empurrando sua cadeira junto enquanto leva seu cão para uma caminhada, ou jogar basquete de cadeira de rodas, mas a mensagem é de que existe uma possibilidade de gastarem um número significativo de calorias.
Bassett foi co-autor de outro documento intitulado "Compêndio de Atividades Físicas de 2011" para pessoas saudáveis. O estudo, que foi financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, contém uma lista de atividades que é atualizado continuamente e é amplamente utilizada. Mas ele viu a necessidade de desenvolver um recurso comparável para aqueles que usam cadeiras de rodas.
A revisão contou com mais de 250 estudos com dados de gasto energético em atividades físicas de indivíduos que usam cadeiras de rodas. Eles identificaram 63 atividades, que incluem situações de sedentarismo, tarefas domésticas, transporte/locomoção, e exercício.
O Departamento de Saúde dos EUA e Ciências Humanas recomenda que os adultos com deficiência devem receber pelo menos 150 minutos por semana de exercício moderado ou 75 minutos de exercício vigoroso por semana. A sugestão é a mesma para pessoas não cadeirantes.
Segue uma lista parcial de atividades relacionadas com cadeira de rodas e sua queima calórica (realizada por um adulto com aproximadamente 70 quilos em 30 minutos):
• Assistir TV: 40 kcal
• Ténis de mesa: 80 kcal
• Passar aspirador: 98 kcal
• Basquetebol (arremesos): 116 kcal
• Basquetebol (jogo): 221
• Tenis: 149 kcal
Referência do estudo:
Scott A. Conger, David R. Bassett, Jr. A Compendium of Energy Costs of Physical Activities for Individuals Who Use Manual Wheelchairs. Adapted Physical Activity Quarterly, 2011.

sábado, fevereiro 11, 2012

Vereador de Fortaleza propõe projeto de praia acessível para cadeirantes


Entre as ideias do vereador, estão o uso de cadeiras de rodas flutuantes.
Cadeirantes de Fortaleza cobram uso de acessibilidade em praias.



O vereador de Fortaleza Joaquim Rocha (PV) propôs na Câmara Legislativa a criação do "Programa Praia Acessível". O objetivo, segundo o vereador é oferecer aos cadeirantes e às pessoas com mobilidade limitada um melhor acesso à areia e ao mar no litoral da capital cearense.
Com a proposta, cadeirantes poderão praticar esportes ao ar livre e até tomar banho de mar com a ajuda de uma cadeira anfíbia, que flutua na água. O vereador propõe ainda que orla marítima de Fortaleza ofereça vagas de estacionamento para deficientes, tenda, rampa, banheiros e chuveiros adaptados, deck e uma esteira especial que vai da área até o mar.
“A praia é um dos espaços públicos mais democráticos e essa adaptação precisa ser feita. Só assim permitiremos que mais pessoas ultrapassem os calçadões das prais e desfrutem as belezas do litoral fortalezense”, defendeu o vereador.
Ainda segundo a proposta do vereador Joaquim Rocha, caso a proposta seja aprovada, servidores da prefeitura de Fortaleza seriam responsáveis por conduzir cadeirantes nas cadeiras flutuantes. "A ideia é que um profissional capacitado da prefeitura pudesse conduzir pelo mar o cadeirante e depois retornasse com segurança. É um direito de todas as pessoas", defende.
Cidades do Rio de Janeiro e São Paulo já adotam o modelo de praia acessível. Em Fortaleza, cadeirantes lançaram em janeiro uma campanha em favor da acessibilidade na Praia do Futuro. Com o tema "Praia Acessível, Lazer para Todos", os participantes da campanha percorreram com faixas e mobilizaram os banhistas que passavam pelo calçadão da praia.
Entre os problemas de acessibilidade denunciados pelos cadeirantes na Praia do Futuro, estão carros estacionados em frente à rampa que dá acesso ao calçadão e o piso irregular de algumas barracas. “Nas praias, nós não temos vagas nem calçadas próprias para cadeirantes. O banho de mar é praticamente impossível”, diz Fátima Braga, da Associação Brasileira de Amiotrofia Espinhal.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...